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terça-feira, julho 17, 2007

As vidas planeadas que poderíamos ter tido



Todos ao lançamento do livro de fotografias do meu amigo Miguel!

sexta-feira, novembro 10, 2006

o Webmail nu e cru

Resposta de um pai ou Como a vida em África forja o humor negro

"Querida filha,

Obrigado pelos parabéns. É realmente a 27, mas oficialmente sou mais novo 1 dia, é a 28.
(...) mas sabes, tenho andado numa correria incessante agora com
esta coisa de ser responsável de uma fábrica, que nunca tinha imaginado vir
a ser e que me dá "água, ou melhor gasosa, pela barba"*.
Pelo Huambo quase tudo na mesma, muita "opópia"/"dikelengo" (paleio) e pouco
mais. Neste pouco mais há bué de chineses, mas por enquanto ... . A rastejar
vamos ... como diz o amputado.

Também está a chover buélelé, pelo menos temos água. Já passámos da Estação
da Poeira (em que também houve buélelé desse material) para a Estação da
Lama.

Aquele abraço, extensivo a familiares e amigos."

(*) fábrica de engarrafamento de coca-cola e outros refrigerantes


Inicia no dia 25 de Novembro às 18h (e prolonga-se pelos dias 26 de Novembro
e 1, 2 e 3 de Dezembro, entre as 16 e as 20h), a apresentação dos diários gráficos
de Raquel Pedro.
Mais I Menos (MIM) é uma selecção de cerca de 350 páginas de desenhos, colagens
e outras assemblagens que Raquel Pedro realiza diariamente desde 2004.
Esta instalação resulta de uma disciplina de “fazer” uma folha por dia, um registo
autobiográfico que associa o jogo gráfico a uma escolha precisa de diferentes
materiais. É um período de tempo arquivado que se desdobra no Monte*, de
maneira mais i menos rigorosa.

Bora todos ver a exposição da Raquel!

(*) O Monte § Rua do Monte Olivete, 30A, r/c 1200-280 Lisboa
ao Príncipe Real (perpendicular à Rua da Escola Politécnica)

sábado, setembro 30, 2006




















Parabéns Marta!

sexta-feira, julho 07, 2006

Todos à Comuna para ver o André

segunda-feira, maio 09, 2005

Frase dita ao telefone:
"diz-lhe! diz-lhe que o teu amor não se divide, só se multiplica!"

Estarei a tornar-me numa espécie de Dalai Lama das relações liberais?
Ainda por cima por assistência remota...
SOCORRO!

sábado, abril 30, 2005

PARABÉNS MIGUÉU!

Posted by Hello


Miguel, Migueluxo, Miguelão;
o melhor pintor português
amigo do meu coração.

Como não estou inspirada, lá vai esta nossa musiquita...


COMIDA

Bebida é água.
Comida é pasto.
Você tem sede de que?
Você tem fome de que?
A gente não quer só comida,
A gente quer comida, diversão e arte.
A gente não quer só comida,
A gente quer saída para qualquer parte.
A gente não quer só comida,
A gente quer bebida, diversão, balé.
A gente não quer só comida,
A gente quer a vida como a vida quer.
Bebida é água.
Comida é pasto.
Você tem sede de que?
Você tem fome de que?
A gente não quer só comer,
A gente quer comer e quer fazer amor.
A gente não quer só comer,
A gente quer prazer pra aliviar a dor.
A gente não quer só dinheiro,
A gente quer dinheiro e felicidade.
A gente não quer só dinheiro,
A gente quer inteiro e não pela metade.

Titãs


quarta-feira, abril 13, 2005

Memórias

Posted by Hello


Olá Neninha! Tás bem?

Foi mesmo muito fixe jantarmos todos em Algés no outro dia! Foi
mesmo muito fixe! Temos que fazer mais coisas quando estás cá...

Olha aí em anexo a Nena gira e revolucionária que eu conheci há
uns... 11 anos (será isso?!).

Agora trintinha também andas charmosa, os Açores que se cuidem!...

bjinhos, Miguel.

Sim, foi há 11 anos!
Foi depois de muita coisa e antes de muitas outras.
Foi o ponto de viragem. O mais importante da minha vida até aqui.
Há pouco mais de 11 anos decidi que não podia ficar parada.
Uma semana antes desta foto ser tirada (mais coisa, menos coisa) fui à Rua Sousa Martins fazer-me militante da JCP.
Lembro-me bem deste dia! Tínhamos estado (eu e o Miguel - dois do trio maravilha) na véspera, numa festa de Belas-Artes, a delinear estratégias. Durante alguns meses fizemo-lo várias horas por dia: estabelecemos meticulosamente um plano para ganhar a AE e tudo o que faríamos quando lá chegássemos. Bom, acho que fizemos planos para os cerca de 7 anos em que lá estivemos. Andávamos sempre nisto; de tal maneira que havia quem achasse que éramos namorados. Perdi o último comboi para a Amadora e fui dormir a casa do Miguel em Cascais.
Agora trintinha olho para esta foto e vejo que na minha cara estão marcados esses 11 anos. Com tudo de bom e de mau: os sete anos de AE – as intermináveis reuniões de direcção; as idas às turmas, as RGA, os "bichos" para as manifs, as cartas, o registo de correspondência, o fundo de maneio, os arquivos, as idas à "branquinha", a máquina das fotocópias e a ocupação da reprografia, a ocupação da AR, os AE informa e as idas aos bolos às três da manhã, o Garção Cabrão, a Clara Menéres, as comissões de finalistas, os matraquilhos, os horários, os advogados preguiçosos, a Maria, as corridas para a cantina à última da hora, as reuniões com o reitor, as reuniões do senado, os ENDA, as conversas ao telefone, a compra do primeiro computador para a AE, os relatórios de actividades e contas, os problemas pedagógicos, os bilhetes para o teatro e o esquema de distribuição democrático, a sala de computadores para os estudantes, as discussões sobre o regime de precedências, etc., etc., etc. Os anos de JCP – as distribuições, as vendas de autocolantes, os debates, os plenários, as festas do Avante!, os colectivos, os contactos, as resoluções sobre política educativa, as campanhas de recrutamentos e recolha de fundos, as quotas, a venda do Agit, as DCES, as CNES, os panos, as conversas, etc., etc., etc. Os amigos - as idas à tasca e à cantina de Veterinária, a cantina velha, a cantina nova, a cantina do Técnico, a cantina da Politécnica, a cantina do ISEG, a cantina de Belas-Artes (bolas! ainda hoje, na sala de professores, quando como a sopa na tigela de metal lembro-me das cantinas universitárias), as poucas idas ao cinema, as poucas idas ao teatro, os copos no Bairro Alto, as conversas com a SP em minha casa, as conversas com a SP no tempo em que ainda só eu e ela é que fazíamos jornadas nocturnas na festa!, as conversa no terraço e no pátio das Belas-Artes, ouvir Guantanamera na antiga sala da AE, etc., etc., etc. Os anos que se seguiram ao curso - dar aulas no Cacém, no Monte-de-Caparica, na Voz do Operário, em Sobral de Monte-Agraço, em Sacavém (foram várias centenas de alunos. O que lembro melhor: o Fernando Ginga), os amores que não resultaram, os amores que não aconteceram, o desemprego, a depressão. O trabalho do Partido - a Reboleira e os grandes camaradas que lá conheci, a autarquia, os professores, o trabalho da festa!. A família - o nascimento do David, as idas e vindas da minha mãe, as idas e vindas do meu pai, a presença constante do meu irmão Pedro, os amores e desamores de todos nós, os problemas financeiros e as burocracias, a Rosa e a Piruette e, agora as duas sobrinhas que estão a chegar.
Tudo ficou marcado no meu rosto.
Neste dia apanhava o comboio de Cascais para Lisboa com o Miguel.


sexta-feira, abril 08, 2005

PARABÉNS JOÃO LOPES!

Conheci o Lopes no ano da tesoura, 1994. Lembro-me muito bem da Guida (camarada responsável por acompanhar o colectivo do Técnico) dizer numa reunião da DOESL que não era necessário continuar a fazer o acompanhamento àqueles camaradas porque havia um potencial quadro que estava em condições de assumir a responsabilidade de ligação à DOESL. Assim, passados uns tempos lá apareceu o Lopes; muito calado e muito atento, constante e responsável. Eu e a SP, que conferenciávamos todo o tempo e mais algum, de vez em quando lá perguntávamos o que pensaria o Lopes. Só viemos a saber quando as coisas complicaram…. O João Lopes revelou-se muito firme, consciente, activo. Como é preciso. Daqueles camaradas que se formou sem nos apercebermos, amadureceu as suas ideias, o seu discurso, realizou um grande trabalho e optou pelos seus companheiros.
Mas antes disso ganhei um lindo lápis feito de um tronco de árvore, que numa troca de prendas veio parar à minha mão. Era do João.
Depois disso os laços de trabalho deram origem a uma sólida amizade: estivemos no Gerês e em Caminha – revelou, no meio da natureza, um profunda paixão pela… tecnologia (“mas qual é que é o papel das pulgas do mar? não podiam inventar umas máquinas para isso?” ou “porque é que aqui fazemos caminhadas de kilómetros que nos recusamos fazer na cidade?” ou a grande discussão sobre como acelerar o processo de cozedura do arroz com ervilhas no fogão camping gás. Pensamentos que lhe deram o merecido cargo de Guru); estivemos no Couço – descobrimos aí que o Lopes sabia tudo sobre fórmula 1 e futebol das décadas de 60, 70 e 80; estivemos em Góis – e não sei bem o que descobri aí porque passei muito tempo com os copos; estivemos em Vila Nova de Mil Fontes – e parece que os calções de banho dele tinham uma magia qualquer; estivemos na casa dele na Lousã (numa aldeola que não me lembro do nome) - e descobrimos que a família dele são os caciques locais, que organizam as festas da aldeia, que há fotografias dos sobrinhos em todas as divisões da casa e que a floresta à volta é um lindo cenário para a irmandade do anel (o Lopes era o Gandalf ou o Sam Wise). Enfim, estivemos em muitos sítios e fui sempre descobrindo coisas fantásticas sobre este grande amigo.
Entretanto o Lopes esteve em Espanha por cerca de uma ano, a fazer um estágio qualquer sobre aviões, e passou a ser o Lopezzzzzzzz! Deu-nos sempre relatórios completíssimos sobre a impressão que tinha dos espanhóis, nomeadamente o facto de nenhum espanhol aceitar que é espanhol. Falou-nos também de um prato estranhíssimo, que serviam no refeitório do sítio onde estava, com ovos a boiar em tomate e que se chamava qualquer coisa como ovos à portuguesa.
Trabalha nas OGMA e tem muito orgulho em trabalhar em oficinas com posters de mulheres nuas (“à operário!”), em berrar nas manifestações das OGMA: “Portas paneleiro! Devolve-nos o nosso dinheiro!”. E até já contou uma anedota ordinária! Aquela do homem que foi às putas… Mas ainda joga futebol com os engenheiros.
O Lopes faz sessões de slides para o povo cada vez que vai viajar.
É o nosso Gerard Depardieu.
É o grande manager das Komunas Flamejantes. O impulsionador da tourneé “Bifana 2003”.
É um grande camarada e um excelente amigo.


segunda-feira, fevereiro 14, 2005

Lembras-te Johnny F?

Uma noite no Bairro Alto.
Seguíamos (eu, tu, a SP e a Joaninha) em direcção ao Príncipe Real.
Um grupo de raparigas de 18, 19 anos, e que eram de Sines, pediu-nos ajuda para mudar um pneu ao carro.
Eram um bocado ataditas as moças…
Pusemos mãos ao trabalho (mais eu e tu. A SP e a Joaninha iam dando umas bocas).
Com as mãos já sujas, tentávamos dar uma rápida formação política às raparigas ao mesmo tempo que explicávamos como se muda um pneu.
Num rasgo de grande inspiração mataste dois coelhos com uma cajadada. Disseste enquanto apertavas as porcas das jantes: “Na vida, como nas torneiras, a direita aperta e a esquerda liberta”.
Foi um fim de noite profícuo.

Boa sorte para as eleições da ABIC!


sexta-feira, janeiro 14, 2005

»»»Komunas Flamejantes II«««

Posted by Hello


As Komunas Flamejantes actuaram, no passado dia 31 de Dezembro, no magnífico cenário do Cromeleque dos Almendres nos arredores de Évora. Entre o público deslumbrado ouviram-se exclamações e interrogações como estas: "chiça! até os menires, aqui plantados há milhares de anos, dançam!" ou "não é melhor desligar os faróis do carro antes que a bateria se lixe?", ou ainda "ó Irene, tens a certeza que estas pedras estão gravadas?".
Foi a primeira vez que este enigmático sítio serviu de palco para um concerto musical desta envergadura. Antes, apenas a Irmandade dos Maluquinhos dos Solestícios, Os Merlins do Alentejo e o Grupo-que-jura-que-se-os-extra-terrestres-nos-visitarem-hão-de-pousar-no-cromeleque entoaram cânticos, respectivamente, à Deusa Mãe, aos antepassados selvagens e aos seres-verdes-que-nos-iluminarão, naquele recinto (também não podemos garantir se os paleolíticos e os neolíticos realizaram ou não, por ali, mega-concertos de bandas que talvez se chamassem Romanos Mortos ou Veados Cantantes). Na fotografia o dueto maravilha interpreta o êxito Grândola Brunette Village.
Eis a sapiência do Engenheiro Lopes:

As Komunas Flamejantes acrescentaram mais um factor de distinção no universo da música portuguesa e na música de intervenção mundial:

Ao actuarem entre os cromeleques de Évora, as Komunas Flamejantes aliaram a arte-música à arte-monumento, e aliaram também a música à história e ao património.

As komunas flamejantes, para além do seu percuso musical feito à custa do derrube de preconceitos pseudo-intelectuais, afirmam-se como guardiãs da arte e do património português.

Tal preocupação, dedicação, e sensibilidade estética colocam-nas a um nível onde poucos chegaram.

Poucos como Giacommeti ou Fernando Lopes-Graça.

João L - Manager

terça-feira, janeiro 04, 2005

Parabéns Luís

O Luís é um gajo que conheci quando tinha uns doze anos. Conheci-o na Festa do Avante! (no último ano da Ajuda), ele devia ter uns desasseis, era colega do Soviético, um amigo do bairro (que, uns anos antes, me partiu a cana do nariz com uma arma feita de pau. Todos os meus companheiros estavam prisioneiros da perigosa dupla de irmãos: o Soviético e o Chinês; eu preparei uma emboscada e na altura certa sai de trás de um arbusto gritando: mãos ao ar, larguem as armas, nada de truques! O Soviético, que sempre teve jeito para o teatro, achou que eu o estava a matar e encenou uma morte digna de um soldado; atirou-se para o chão e a arma foi pelo ar de encontro ao meu nariz). Chamavam-no Nazi porque falava alemão e era loiro-arruivado. Um tipo bestial! e engraçado! sempre em festa, sempre afável.Era o campeão a beber whisky (acho que o pai tinha um negócio de bebidas); bebia, bebia muito. Deixou de estudar e começou a trabalhar como estivador. Tinha a força de um touro. Quando eu tinha os meus quinze, desasseis anos o Luís começou a meter-se nas drogas duras. Depois resolveu fugir da tropa. Estava nas forças especiais, naquelas que se vestem de preto, cujo regimento fica lá para Lamego (acho). Ficou em minha casa alguns meses, escondido no sótão. Depois foi pela Europa, viveu em Amesterdão e acho que também esteve em França. Regressou. Voltou à rotina da heroína. Foi encontrado numa valeta por um outro amigo da Ajuda (já lá estava há alguns dias), teve uma recuperação fugaz. Foi preso. Escrevia à minha mãe, as cartas mais lindas que ela já recebeu. Tinha uma caligrafia angelical. Não lhe podiamos mandar livros de autores com nomes russos porque podiam incitar à revolta (isto no final da década de noventa). Esteve tuberculoso. Quando saiu da prisão andou muito mal. Arrumava carros em Belém. Deixei de o ver - cheguei a ouvir rumores de que teria morrido. Soube entretanto que tinha voltado a viajar. Há cerca de um ano atrás encontrei-o: eu vinha de um encontro do partido em Alcântra, ele estava felicíssimo, morava por ali, tinha sido pai de uma menina, trabalhava num restaurante. Faz anos a 3 de Janeiro.

sábado, outubro 30, 2004

»»»Komunas Flamejantes I«««

Pela primeira vez um espaço cibernético dedicado a essa famosa dupla musical que, nos últimos dois anos, muito tem deliciado os ouvidos de amigos e camaradas.
Fica aqui um testemunho:
"Malta, Como podem ler no mail abaixo, as Comunas Flamejantes fazem já parte do património cultural da juventude portuguesa (ler pc. do mail do Rui).

Com o seu estilo nostálgico e envolvente, discreto mas afirmativo, suave mas convicto, generoso mas audaz, as Comunas Flamejantes têm já um impacto e uma presença nos jovens quadros comunistas que só encontra paralelo no impacto que Simon & Garfunkel, Bruce Springsteen, Violeta Parra, Joan Baez, Gabriel o Pensador, e muitos outros, deixaram nas sucessivas gerações de jovens trabalhadores.

Não há tempo a perder. É necessário acabar desde já com limitações à liberdade de expressão das Comunas Flamejantes promovidas por grupos intelectualóides com pretensões pseudo-culturais que mais não são do que uma forma encapotada de censura a esta pedrada no charco que é o fenómeno Comunas Flamejantes.

JoãoL"