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domingo, março 21, 2010

Cuba em África

Um dos melhores documentários que já vi. Vale a pena, não só pela forma como está construído como por abordar um tema esquecido

cubainformacion.tv

domingo, março 07, 2010

Falta de Certezas ≠ Dúvidas

Há alguns dias atrás dei-me conta que, com o passar dos anos vou tendo cada vez menos certezas mas que isso não significa que tenha cada vez mais dúvidas. E também não significa que tenha deixado de reflectir sobre as coisas. É apenas um depurar do pensamento: as certezas que tenho tornam-se cada vez mais estruturais e as ideias passam por uma espécie de teste prévio antes de serem assimiladas. Isto parece muito esquemático mas é a melhor forma que encontrei para explicar o que julgo ser, sem modéstia nem vaidade, o amadurecer.

Nisto, dei-me também conta que essa forma de assimilar as coisas passou para o meu discurso - hoje falo com muito mais pontos de interrogação, escuto mais e respondo directamente às questões, digo mais vezes que as opiniões que tenho são apenas opiniões.

Até que hoje vi este video e, para além de ficar fascinada com a relação tipografia/texto - Signo/significante, detive-me na mensagem para me aperceber que talvez a minha falta de certezas seja interpretada como, diz o poema do video, um convite a que os outros pensem como eu, tenham as mesmas supostas incertezas.

... E o que dizer do ponto de interrogação nesta frase e da palavra talvez na anterior?

Typography from Ronnie Bruce on Vimeo.

quinta-feira, janeiro 28, 2010

Ainda Moretti



Ainda numa onda de Nanni Moretti

terça-feira, janeiro 26, 2010

Quero filmes do Moretti



Confesso! Não me apetece escrever um conto sobre um gigante e um anão que são muito amigos e depois se perdem um do outro.
Queria antes ver o filme do Nanni Moretti (viver em Barcelona lembra-me constantemente os filmes dele - hei-de escrever sobre isto!), aquele musical sobre o pasteleriro trotskista na Itália dos anos cinquenta.

sexta-feira, janeiro 22, 2010

UM LUGAR ADEQUADO

Ando fascinada com esta música. Mostrou-me um amigo que, por sua vez, a descobriu num blog de um espanhol a viver na Roménia.
Começa com uma canção dos pioneiros romenos sobre o "Ano 2000" e depois desenvolve sobre como, volvidos mais de 20 anos de capitalismo, as pessoas sentem-se enganadas e desmobilizadas.


Deixo a letra em castelhano.
UN LUGAR ADECUADO

Intro:

Somos niños pero no lo seremos siempre
Plenos de sorpresas, plenos de amor
Miramos hacia el futuro
Sabemos que nos vais a mostrar el camino
incontables flores y palacios
para que tengamos mañana oro y pan
Vosotros sois nuestros heroes
pero un dia lo seremos nosotros.

Estrofa 1:

Tambien se que ha pasado mucho tiempo
y que pasara mucho mas
presiento que todavia en diez años estare
con los mentirosos y con los que huyen
dejalo asi, el rumano esta hecho para ahogar
su amargura con sangre fria
Cuando encuentra un problema lo deja pasar
con una cerveza fria
Dime por que robas, cuanto tiempo quieres
seguir robando
No ves que somos muchas bocas y todos sabemos
que significa aguantar
Pero cuantas caidas aguantar, cuanto te alegras,
cuanto insultas
Tienes ganas de muchas cosas pero sabes que
nunca tendras suficiente

estribillo:

Pere no pasa nada, soy resignado desde niño
Tu eres consciente de lo que digo
No hemos nacido en el lugar adecuado
No, no, no hemos nacido en el lugar adecuado
No hemos recibido nada, hemos hecho todo
desde cero

Pere no pasa nada, soy resignado desde niño
Tu eres consciente de lo que digo
No hemos nacido en el lugar adecuado
No, no, no hemos nacido en el lugar adecuado
No hemos recibido nada, hemos hecho todo desde cero

Estrofa 2:

Los mios son igual de seguros como los tuyos
Hemos crecido con cardenales
Me han enseñado como no tomar caminos equivocados
Me han explicado que el mundo es malo y la vida dificil
Y tengo que hacer algo
Me han dicho que en algun momento moriran
Y que tengo que estar alerta y tengo que luchar
Que el tiempo se pasa como un disparo
Me llevan de lugar en lugar
Me cambian segun la suerte
Me hacen correr solo para un voto
El mundo siente, quiere hechos y no palabras
Que un hombre normal sea presidente

Pero, pero, pero

Estribillo

domingo, janeiro 17, 2010

Sobre a Tortura



Para quem ainda tenha dúvidas em assinar o abaixo-assinado da ASEH sobre a não extradição dos cidadãos bascos e para quem ainda tenha dúvidas sobre a ilegitimidade, desumanidade e inconsequência da tortura, recomendo vivamente que vejam este video - resume de um debate realizado na ETB2 (TV basca), no início de 2008 (a propósito da hospitalização de Igor Portu depois de ter sido torturado).
Chamo à atenção para as declarações de Martxelo Otamendi, director do jornal Egunkaria, que foi torturado depois do encerramento do jornal, acusado de fazer parte do aparelho propagandístico da ETA.

terça-feira, janeiro 12, 2010

They can´t stop the sunshine



De volta!

segunda-feira, julho 21, 2008

tempo de redefinição


Todos os anos, por esta altura, instala-se a crise bloguística. Este, no entanto, tem sido um ano inteiro de crise bloguística. Por isso, e para não deitar por terra os megabytes que já por aqui deixei, prometo que nos próximos dias, entre os banhos de praia e os concertos, vou pensar em detalhe sobre o que fazer com este espaço. E, para satisfazer os meus 6 neurónios anarquistas, vou deixar as velas deste moinho, que têm andado ao sabor do vento, paradas ou girando ocasionalmente, soltas por mais alguns dia e do caos, espero, nascerá a ordem.
Agora VENHA A MÚSICA!

segunda-feira, maio 12, 2008

"Onde há capitalismo não pode haver igualdade entre homens e mulheres"



Mulheres em resistência ontem e hoje.
Apresentação video realizada para o Encontro Nacional do PCP sobre os direitos das Mulheres.

sexta-feira, abril 04, 2008

Pedro Jorge: A liberdade defende-se exercendo-a!

Pedro Jorge, Electricista e dirigente sindical, interveio no Programa Prós e Contras de 28/1/2008. Motivo invocado esta semana pelo patronato para lhe mover um processo disciplinar para despedimento: dizer a verdade em público! No vídeo anexo reproduzimos as 4 intervenções de Pedro Jorge no programa. São um libelo à liberdade que nos têm destinada as classes dominantes: a liberdade dos escravos. Por Abril, a luta continua! As liberdades defendem-se exercendo-as!
em www.dorl.pcp.pt

terça-feira, março 18, 2008

Contra a precariedade!

Democracia à portuguesa - um texto atrasado

“Os professores ainda não compreenderam”, dizia Maria de Lurdes Rodrigues com a sua máscara cândida e de quem parece transportar às costas uma cruz de sacrifício e abnegado labor em prol da nação. Ou a “bem da nação”, como se dizia noutros tempos. Cerca de 100.000 docentes, de acordo com as afirmações ministeriais, não terão ainda atingido a genialidade política que consiste em transformar a educação portuguesa na melhor do mundo através do encerramento e privatização de escolas, da diminuição dos apoios sociais aos estudantes, da liquidação do conceito de escola inclusiva, do arrasar da gestão democrática e a instauração (ou restauração) do Senhor Reitor todo-poderoso e centralizador, mão do poder nas escolas para tornar tudo e todos em máquinas de servir os desígnios e interesses de uns poucos, da subjugação dos conteúdos científicos e das estratégias pedagógicas ao financismo, ao mercantilismo e à lógica de que todo o investimento que não vise o lucro imediato e privado é um despesismo, da divisão da classe dos professores, do desrespeito pelo papel do professor – retirando-lhes a sua autoridade e atribuindo-lhes tarefas cada vez mais distantes do seu conteúdo funcional -. Uma genialidade tão profunda que só raras mentes iluminadas são capazes de vislumbrar os resultados, uma genialidade que dispensa o património de experiência e vivência directa da realidade de milhares e milhares de professores e educadores, uma genialidade capaz de ignorar a insatisfação generalizada nas escolas.

Sim, os professores não são capazes de almejar tamanha sabedoria e por isso também se justifica o amarrotar da democracia.

A seráfica Marilú, qual virgem no altar, presta-se mais uma vez ao papel de mártir e assume, em conjunto com o seu santo governo, todas as decisões que a imensa, ignorante e mal-agradecida turba docente não tem grandeza para assumir.

A divina ministra é tão generosa que até compreende a insatisfação dos professores e educadores. Estes, tão miseravelmente mundanos, agarram-se a pormenores como o aumento da carga horária, o desempenho de funções estranhas à sua profissão, o desenvolvimento crescente de tarefas burocráticas em detrimento das pedagógicas e a falta de condições físicas e materiais.

A voz mais grossa, e menos chorosa, do ministro Santos Silva revela, por seu turno, o cavaleiro da democracia. Esclarece que nada se deve a Álvaro Cunhal ou a Mário Nogueira, e, por arrasto, ao partido em que um militou toda a vida e em que outro milita, alerta-nos para o perigo da “ditadura vermelha”, essa que os bravos socialistas impediram de ser instaurada. Santos Silva não necessita provar o que diz e só mentes muito pequenas e mesquinhas podem levantar questões como: a inexistência ministros com pasta comunistas nos sucessivos governos provisórios que se seguiram ao 25 de Abril; a forma como o PS mudou radicalmente de discurso entre Março e Maio de 1975 – da defesa de uma aliança de esquerda à defesa de uma “esquerda democrática”, a associação desta mudança e discurso às relações que se estabeleceram entre Carlucci e Mário Soares; a defesa que o PS (e o MES onde então militava Santos Silva) fazia, na altura, de muitos dos princípios e medidas que hoje associa à “ditadura comunista”; a confrontação com provas de que o 25 de Novembro de 1975 não foi um bem sucedido golpe de direita mas uma tentativa falhada de um golpe comunista.

Santos Silva, o anjo Gabriel da democracia, previne-nos contra o perigo que é o exercício da pressão popular sobre um ministro. Não adianta nada sobre a pressão dos grandes capitalistas sobre o governo. Essa não é perigosa, enquadra-se no âmbito da “democracia” que defende. Regista que é antidemocrático haver manifestações contra si enquanto ministro quando vai a uma reunião do PS mas quanto à obrigatoriedade de entrega dos ficheiros partidários no Tribunal Constitucional não manifesta a mesma opinião.

Também Emídio Rangel, menos compreensivo de Maria de Lurdes Rodrigues, esclarece que estes professores “transformaram-se em soldados do Partido Comunista, para todo o serviço”, um perigo, já se vê. E acrescenta sem papas na língua, revelando um “profundíssimo” conhecimento sobre a realidade da Educação em Portugal: “– Portugal não pode continuar a pôr cá fora jovens analfabetos, incultos e impreparados, como acontecia até aqui.
– Os professores colaboraram com um sistema iníquo que permitia faltas sem limites, baixas prolongadas sem justificação e incumprimento dos programas escolares.
– Os professores não são todos iguais. Quero referir-me àqueles que sem nenhuma vocação (com ou sem curso Superior) instalaram um culto madraceirão que ninguém punha em causa nem responsabilizava, mas que estava a matar o ensino.”

Rangel é o paradigma da verdade quando refere “estes pseudoprofessores que trabalham pouco, ensinam menos, não aceitam avaliações” e um fiel escudeiro que enaltece a sua dama: “Maria de Lurdes Rodrigues é uma ministra determinada. Bem haja pela sua coragem. Por ter introduzido um sistema de avaliação dos professores, por ter chamado os pais a intervir, por ter fechado escolas sem alunos, por ter prolongado os horários e criado as aulas de substituição, por ter resolvido o problema da colocação dos professores, por ter introduzido o Inglês, por levar a informática aos lugares mais recônditos do País. Estas entre outras medidas já deram frutos. Diminuiu o abandono escolar, os métodos escolares estão a criar alunos mais preparados, os graus de exigência aumentaram.”

Rangel só não explica que já existia um sistema de avaliação, que os pais cada vez menos participam nas actividades escolares dos filhos, que já foram encerradas escolas com 20 ou mais alunos e que a desertificação do interior do país se acentuou com estes encerramentos, que o prolongamento dos horários está a ser feito de forma anti-pedagógica, que as aulas de substituição não resolveram absolutamente nada, que há cada vez mais desemprego docente e é crescente o número de denúncias sobre irregularidades nas colocações, que as necessidades de ensino de Português estão a ser preteridas, assim como o Inglês nos 2º e 3º ciclos do Ensino Básico, e que no 1º ciclo só estão a servir para encher os bolsos de alguns amigos de autarcas. Tudo questões menores.

E viva a democracia.



segunda-feira, março 10, 2008

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

terça-feira, janeiro 15, 2008

Em defesa da soberania

Mais uma vez Jerónimo certeiro!


segunda-feira, dezembro 24, 2007

natal...

quarta-feira, novembro 07, 2007

terça-feira, outubro 23, 2007

segunda-feira, outubro 08, 2007

FREEBATASUNA

A caminho de Córdoba fomos surpreendidos com a notícia da detenção de 23 dirigentes do Batasuna.
O que mais me chocou foi a forma como as rádios (cujos postos íamos constantemente rodando) relatavam o acontecimento. Exceptuando uma única, nem um pingo de respeito pela esquerda independentista basca e nem uma frase lúcida sobre as causas da detenção. Passavam atestados de estupidez aos ouvintes e o fel daqueles jornalistas vinha pelo ar através das colunas do carro e já sentíamos na boca. Mudámos o posto - preferimos, apesar de tudo, as 300.000 mil músicas que vibram falando do corazón.
Imagino que a cabeça dos espanhóis seja constantemente lavada com coisas destas, a maior parte, apesar de ouvir e tanto falar no corazón, deve tê-lo perfeitamente anestesiado no que toca aos atropelos e atrocidades que são cometidas contra tudo o que cheira a independentista basco. calculo que muitos já achem natural e incontestável considerar ridícula e selvagem a luta basca pela auto-determinação.
... Mas entretanto ela trava-se.
http://free-batasuna.blogspot.com/