terça-feira, março 27, 2007
segunda-feira, março 26, 2007
a bem da nação?
Enquanto mudo o aspecto do meu blog a minha mãe diz-me que Salazar ganhou o concurso televisivo de "O melhor português de sempre". Das três uma:
- Eu não sou portuguesa;
- Não foram portugueses que votaram;
- A memória histórica reduz-se à medida que cresce a miséria.
E agora? querem voltar aos tempos do "melhor português de sempre"?
... a bem da nação? Vem aí a bota cardada?
A história não se repete, mas quando a esquecemos ou desconhecemos caímos no risco de fortes aproximações a fenómenos passados.
O golpe militar que instaurou a ditadura em 1926 deu-se na sequência da espiral de crise económica, social, política e financeira em que o país mergulhou fundo por alturas da I Guerra. O povo decepcionara-se com a república na qual depositara fortes esperanças. E logo em 1911 pesadas ofensivas contra os trabalhadores e as populações deram origem a grandes manifestações e greves. A Constituição de 1911 ao nível da estrutura económica do país não trouxe grandes novidades face ao que existia na monarquia e os novos paladinos revelaram-se iguais aos velhos. Os verdadeiros republicanos ficaram esquecidos com os heróis da Rotunda. A fórmula do aumento de impostos e redução de salários para estancar o défice não é novidade, foi usada pelo Afonso Costa (e já nessa altura não era nova). Pediram-se sacrifícios ao povo. Veio a guerra e com ela o país caiu ao lodo. A fome deu origem a visões em Fátima.
Depois veio o primeiro ditador, o Sidónio Pais e o seu integralismo lusitano.
Promessas de resolução e uma completa desorientação.
E o que se passa hoje?
... O sebastianismo deu lugar a um saudoso integralismo lusitano enquanto subiam as taxas de juro, fechavam escolas, hospitais, aumentava o desemprego, o preço dos bens essenciais e serviços.
Votaram no Sócrates na esperança da salvação, votaram no Cavaco na esperança da salvação, votaram no morto na esperança da salvação...
Hitler também foi eleito.
Publicada por Irene Sá à(s) 1:46 a.m. 4 comentários
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sexta-feira, março 23, 2007

Ai Amadora, Amadora,
Estás entregue à bicharada!
(artigo publicado na revista Focus)
clicar na imagem para aumentar
Publicada por Irene Sá à(s) 3:15 a.m. 0 comentários
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Dos nossos amigos da Catalunha, Obrint Pas, Esperant ...
Publicada por Irene Sá à(s) 2:58 a.m. 1 comentários
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sábado, março 17, 2007
Publicada por Irene Sá à(s) 1:37 p.m. 1 comentários
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quarta-feira, março 14, 2007

Quando os ógãos de comunicação não estão onde as coisas (que importam) acontecem publicam-se artigos como este que, apesar do rigor jornalístico não podem garantir os acontecimentos.
Como é possível ler no artigo, o jornal remete para a boca dos dirigentes sindicais a garantia da carga policial, deixando assim lugar para que o leitor considere o relato da PSP.
A agência LUSA que chegou ao local depois dos acontecimentos relevantes ainda presenciou a chegada do sindicalista detido, mas dadas as declarações da PSP o texto da notícia torna-se estranho, por um lado o Público remete para a LUSA o atestar da detenção, e por outro a garantia da PSP a dizer que não.
Vejam-se então as imagens colhidas por quem lá esteve.
Fonte de imagens 1
Fonte de imagens 2
"14.03.2007 - 11h42 PUBLICO.PT
"Aquilo que se verificou foi uma carga policial, quando os trabalhadores, ao fim e ao cabo, e com razão, vaiavam o patrão, que sorrateiramente saiu atrás dos camiões", descreveu Arménio Carlos. "A partir daí, deu-se a detenção de um dirigente sindical, sem nenhuma explicação, para além de agressões múltiplas sobre os trabalhadores que aqui estavam", disse o mesmo dirigente sindical.
Segundo a agência Lusa, a detenção de Pedro Miguel ocorreu quando a oficial de justiça presente na empresa se preparava para dar uma entrevista a um canal de televisão, altura em que os trabalhadores reagiram "com exaltação".
O comando da PSP refere que enviou para o local cerca de 30 agentes, que "se limitaram a manter a ordem e a garantir que ninguém passava os dois anéis de segurança montados em torno da fábrica" enquanto decorria a acção de arresto de bens.
A PSP sublinha que não deteve qualquer dirigente sindical, tendo apenas procedido à sua identificação.
Os trabalhadores, que estão há seis meses sem receber salário e impedidos de entrar nas instalações da empresa, estão em vigília para evitar a saída do material, decretada por tribunal em resposta a uma providência cautelar interposta pela administração da empresa."
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terça-feira, março 13, 2007
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sexta-feira, março 09, 2007

Cartaz de Ricardo Levins Morales
Não sou muito adepta desta ideia da superioridade feminina pelo facto de parirem. Mas não deixo de estar convencida que as razões que levam à descriminação das mulheres são também as que fazem delas, muitas vezes, símbolos de persistência, de dedicação, de entrega, de luta. E essas razões, por muitas voltas que dê a analisar o meu baú do conhecimento e experiência, apontam, invariavelmente, para a biologia e, neste âmbito, para a questão da maternidade.
"Nós que nos recusamos a ver no amor uma nódoa e no sofrimento uma necessidade"
Citação feita por Álvaro Cunhal no livro "O aborto, causas e soluções" de uma feminista do início do século XX
Dia da Mulher, 8 de Março de 2007
ver 2006
ver 2005
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terça-feira, março 06, 2007
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sexta-feira, março 02, 2007
Quando calçada gosto de pisar o chão de madeira ou da rua, descalça o relvado ou a areia molhada na praia.
Na noite gosto do cheiro do incenso de jasmim, de dia do cheiro a tangerina.
Com amigos bebo rum, se sozinha chá marroquino.
Quando estou triste visto-me de azul, quando alegre de vermelho.
Se estou deitada sonho, se me levanto observo.
E o futuro seduz-me e trai-me, deixa-me tranquila, engana-me e foge.
É como o amor por que espero e nunca chego a saber se sabe a uvas ou a vinho.
Vou sendo o ninho que deseja ser ave até ao dia em que:
Pisarei a rua para me poder calçar, colherei tangerinas para que amanheça, beberei rum para brindar com amigos, vestir-me-ei de vermelho para me alegrar, observarei o mundo para me levantar.
Escolherei o teu sabor e chegarás…
E então: andarei descalça no chão de madeira, acenderei incenso durante o dia, tomarei chá acompanhada, vestir-me-ei de azul e sorrirei.
Serei a ave que deseja o ninho.
Mas o futuro seduz-me e trai-me, deixa-me tranquila, engana-me e foge.
Publicada por Irene Sá à(s) 12:06 a.m. 0 comentários
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quinta-feira, fevereiro 22, 2007
Publicada por Irene Sá à(s) 9:06 p.m. 0 comentários
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segunda-feira, fevereiro 12, 2007
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segunda-feira, janeiro 29, 2007
Só nos faltava mais esta: uma taxa sobre as Lâmpadas!
O aumento da conta da electricidade em 6% era pouco...
...
Um belo dia resolvem criar um imposto sobre os detergentes, noutro um emolumento sobre a bijuteria, uma taxa sobre os copos, garfos, etc.
...
Quando é que a malta acorda e percebe que andam a gozar connosco?
Publicada por Irene Sá à(s) 10:01 p.m. 3 comentários
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segunda-feira, janeiro 22, 2007
Resumo das ideias que me passaram hoje pela cabeça:
- A mudança pode estar à distância de uma rua;
- O novo ECD entrou em vigor – a partir de segunda-feira tenho um estatuto diferente na sociedade. Eheheheh (rir para não chorar);
- Que se foda o Marques Mendes mais essa cambada de hipócritas do Não
(definição de hipocrisia no dicionário Periberam - s. f., impostura, fingimento;
manifestação de virtudes ou sentimentos que realmente se não tem.);
- Ideia parva: o Marques Mendes deve é ter medo que o confundam com um embrião;
- O sofá é o meu móvel preferido (seguido da cama e das estantes);
- A mudança pode estar à distância de uma casa;
- Será um luxo viver da arte?
- Corrigir trabalhos num domingo devia dar direito ao pagamento de horas extraordinárias;
- Que fazer com tanta força e tão pouca segurança?
- A mudança pode estar à distância de um quarto;
- Lembrei-me de que voltei a ver o meu homem mistério (desta vez a passar de calças brancas pela rua do salitre);
- ler e escrever sobre coisa nenhuma (será bom ou mau?);
- A mudança pode estar à distância de um (a)braço.
Publicada por Irene Sá à(s) 12:11 a.m. 1 comentários
quarta-feira, janeiro 17, 2007
A campanha subliminar da SIC
ou Teoria da Conspiração?
A SIC está a transmitir uma telenovela chamada "Páginas da Vida". Entre os diversos personagens conta-se, nesta fase da transmissão, com 3 grávidas e uma obstetra que trabalha num hospital administrado pela Igreja, uma família muito católica e rica e uma mãe muito má.
Uma das grávidas é uma jovem que engravidou sem o desejar, mas que, apesar do namorado ter dito que não queria ter filhos naquela altura da vida, de estar na Holanda a realizar um curso, de não ter sustento próprio e de ter uma mãe aversa à ideia, ela resolve levar a gravidez adiante. Mais: está grávida de gémeos e um tem o síndrome de Down. Parece-me a mim um recadinho para essas egoístas abortadeiras que para aí andam.
A mãe que não queria que a filha estivesse grávida faz um papel pérfido, insensível e mesquinho. No entanto, é sobre ela que recaem os custos da decisão da filha.
A segunda grávida é também ela muito boazinha, filha da família muito rica e católica, que vive em laços de estreita amizade e sem conflitos internos, amiga da primeira grávida e muito sensibilizada com a sua situação, passa a vida (ela e a família) a cobri-la de presentes e a pagar as despesas médicas.
A terceira grávida serve, por enquanto só para encher.
Entretanto há mais uma rapariga, que faz papel de má, que abortou!
A obstetra, personagem principal (!), teve também ela uma filha que morreu ainda na infância e adoptou um rapaz. Parece também que vai adoptar o tal bebé com síndrome de Down (a mãe dos gémeos morre e a pérfida mãe não quer ficar com a criança).
Há poucos dias liguei a televisão ao fim da tarde e pimba! um programa didático sobre a gestação humana.
No Jornal da Noite abundam histórias de gente pobre que encontrou a felicidade e as repotagens sobre os tratamentos de fertilidade e procriação assistida, as notícias animadoras sobre os apoios às crianças em risco, a história da separação de gémeas na Colômbia e do Casal de Nova Orleães recuperou embriões que sobreviveram ao furacão Katrina!!!
Publicada por Irene Sá à(s) 8:03 p.m. 1 comentários
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sexta-feira, janeiro 05, 2007
Num minuto
Recordações de 2006 mês a mês
Janeiro - André
Fevereiro - André e mãe no hospital
Março - André e Sintra
Abril - Tristeza e País Basco
Maio - Tristeza, frustração, SPGL, o profundo desejo da arte
Junho - "Compuquali, boa tarde...", gripe e sobrinhas
Julho - Sines e Sendim
Agosto - Festa!
Setembro - André e Esperança
Outubro - "O coelho Alberto..." e desesperança
Novembro - PCP, o regresso às aulas (a sério), burocracias e as "obras de Santa Engrácia"
Dezembro - "família, família, papai, mamãe, titia,...", regresso à realidade e "as obras de Santa Engrácia"
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EI 2006: Year in Review
2006 was the year of the first Palestinian parliamentary elections in a decade, which Hamas surprised everyone by winning, followed by a humanitarian crisis caused by the first ever international sanctions against an occupied people. It was a year in which the number of Palestinians killed in Israeli military attacks tripled compared to the previous year, and the number of Israelis killed in Palestinian attacks fell by more than half. Last summer, Israel attacked Lebanon, killing more than one thousand, destroying thousands of homes, and causing nearly a million to flee from the onslaught. A year of often forgotten but unforgiving places like Beit Hanoun, Nablus, Beit Lahya, Beirut, Tyre, Jenin and Qana.
Above all, it was three-hundred-and-sixty-five days on which every one of us will look back in our own special way. Remembering the highlights and low points of our own personal 2006, while perhaps pondering for a few minutes at least to consider the troubled world and times we live in.
Through it all, The Electronic Intifada was your window into the anguish and resilience as well as the moments of joy and humor that sustained people and communities through the worst times. It provided a steady stream of informed analysis amidst a torrent of misinformation.
Em http://electronicintifada.net/
Publicada por Irene Sá à(s) 1:24 a.m. 1 comentários
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sexta-feira, dezembro 29, 2006
A vida e a dignidade
A demagogia e a hipocrisia dos defensores do Não à despenalização da IVG (Interrupção Voluntária da Gravidez) repugnam-me. É raro ouvir um adepto do Não assumir que é favor da repressão das mulheres que praticaram algum aborto… e, no entanto, é isto que está em causa.
Infelizmente esta tem sido sempre uma discussão levada para o terreno das convicções religiosas e não no das opções políticas. Uma discussão em que os partidários do Não esquecem que hoje é unanimemente reconhecido que o Direito é uma convenção normativa das pessoas e não um mandato divino.
Entenda-se a este propósito que “pessoa” é um vocábulo que vem do latim persona, que significa máscara, figura ou papel representado, querendo assim dizer que se trata de uma construção cultural. Pessoas são então os seres que colectivamente se reconhecem como tal.
Direitos, por outro lado, são regras de interacção estabelecidas entre as pessoas em prol da harmonia e da preservação da integridade de todos. São portanto estabelecidos pelas pessoas e para as pessoas. Não são inatos, nem podem ser atribuídos a não pessoas. É uma falácia falar-se em direitos dos animais, ou das pedras, ou das plantas. O que é correcto, isso sim, é a razão dos homens levar ao reconhecimento de que o equilíbrio do planeta (incluindo o económico e social) é um benefício comum e que, portanto, a actuação das pessoas deve garantir este equilíbrio.
É portanto pelo interesse comum e por afecto que se defende a vida. E quem genuinamente a defende sabe que o valor da vida é inalienável da dignidade e da integridade. Quem genuinamente a defende fá-lo por humanismo, por motivos tanto racionais como emocionais. Fá-lo por auto-preservação e empatia.
Empatia que, por definição, nunca pode ser apenas com a vida biológica, mas tão-somente com os sentimentos inerentes a essa vida. Daí que, o argumento da defesa da vida tout court não passa de uma rotunda e gigantesca hipocrisia.
Como se pode ter empatia com um embrião e ao mesmo tempo desprezar o desejo da mulher? Como se pode empreender uma cruzada pelo sucesso biológico de um óvulo fecundado e apontar a espada a adolescentes que se vêem na situação dramática de terem engravidado sem ainda estarem, elas próprias, completamente formadas? Como se pode afirmar que se defende a vida e ao mesmo tempo ignorar as condições de vida das mulheres que não têm como alimentar mais um entre muitos filhos? Como se pode tornar absoluto o valor da vida e mandar para a prisão as mulheres que com sofrimento declararam a elas próprias e com muita dor que, pelas mais variadas e dolorosas razões, não podiam ser mães? Como se pode berrar pela vida humana e alimentar rancor contra aquelas que a geram e em cujas mãos fica o destino dessa outra cuja dor é infinitamente menor?
Não se pode.
E a verdade desta resposta dá-nos a realidade e a crueza dos números.
Há pouco mais de dez anos atrás, ouvimos da boca dos que cantaram vitória, a triste vitória de se manter na clandestinidade (com todas as consequências sanitárias e psicológicas que isso acarreta), promessas infindáveis de uma luta incansável pela melhoria das condições sociais e económicas do país, declarações comoventes de compreensão e ajuda às mulheres que não reunissem condições para levar avante uma gravidez indesejada.
Hoje, encerram maternidades e escolas por todo o país, o desemprego aumentou, a legislação laboral tornou-se numa arma de escravização dos trabalhadores, o pacote laboral deu carta branca a patrões para despedirem trabalhadoras grávidas, os pais trabalham mais horas e as escolas tornaram-se em depósitos de crianças, depósitos de futura mão-de-obra barata e descartável (assim como a dos seus pais), a violência e a delinquência juvenil aumentaram, o abandono escolar aumentou também, reduziu o poder compra, diminuíram as condições de acesso aos cuidados de saúde. Tudo quanto diz respeito a garantias da qualidade de vida é visto apenas na óptica das despesas: protecção social é despesismo, gratuitidade do acesso à saúde é despesismo, educação é despesismo, igualdade no acesso à justiça é despesismo; direito à habitação é despesismo, etc. Até já se contabilizam financeiramente os gastos que os serviços públicos de saúde venham a ter para assegurar as IVG!
Em suma; a vida humana, neste país, perdeu valor.
Ter-se-ão feito, desde a “vitória” do Não, cerca de 200 mil abortos clandestinos, realizados, na maior parte dos casos, em casas particulares, sem auxílio de um médico, sem os cuidados essenciais e com consequências negativas para a saúde e extremamente dispendiosos.
E os defensores do Não? Vimo-los na linha da frente a defender a melhoria das condições de vida dos portugueses e na linha da frente contra as políticas desumanas dos governos que então se sucederam? Não.
O que vimos foi, entre outros atentados aos portugueses, Bagão Félix, defensor do Não, ser o pai do desumano código laboral, como apoio de outros fervorosos católicos defensores do Não: João Salgueiro, Jardim Gonçalves e Teixeira Duarte
É certo que alguns, como a JOC, lá vão dizendo que não estão satisfeitos. Mas e a grande batalha, essa sim, pela vida? Pela vida de todos os dias? Pela vida escolhida? Pela vida livre? Pela vida que merece ser vivida? Pela vida que ser quer para nós e para os outros? A grande batalha que se trava sem demagogia e correndo riscos?
Essa batalha quem a trava são os que agora são acusados de ser contra a vida.
Entretanto, sempre que há um julgamento de mulheres que abortaram calam-se os “paladinos” da vida e, praticamente, não se conhecem casos de denúncia. Porquê? Porque na hora da verdade, com os seus casos pessoais ou de gente próxima, sabem que a vida humana não se pode dissociar da sua dignidade.
Se realmente de tratasse de um assassinato não denunciariam?
Contudo, noutros momentos, arvoram-se em grandes soldados do embrião porque são incapazes de nutrir pelas pessoas desconhecidas o mais pequeno sinal de compreensão, não têm empatia, não têm coragem, são desumanos.
Publicada por Irene Sá à(s) 6:53 p.m. 0 comentários
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quarta-feira, dezembro 20, 2006
Por Pascual Serrano, para o Rebelión.
"A revista americana Time elegeu como ''personagem do ano'' todos os usuários da Internet, ao descobrir que os votos dos leitores haviam selecionado o presidente venezuelano Hugo Chávez."
ver o artigo completo no vermelho online
Publicada por Irene Sá à(s) 2:13 a.m. 2 comentários
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domingo, dezembro 10, 2006

O blog professor comunista foi actualizado.
Para além de se encontrarem no corpo do blog os dois últimos números do Pela Educação, ainda podem consultar os pdf dos números anteriores.
Publicada por Irene Sá à(s) 8:31 p.m. 2 comentários
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quinta-feira, dezembro 07, 2006
Há dias li um artigo no DN Online com o seguinte título: "Salários recebem a menor parcela do PIB de sempre". Se isto não é a prova de que os comunistas têm razão e um aviso à navegação...
A este propósito fui ver os relatórios do desenvolvimento humano e encontrei esta animação sobre a evolução até 2005 (e projecções). Pareceu-me interessante estabelecer uma comparação entre o desenvolvimento humano (ou a falta dele) e o avanço do capitalismo.
Segundo os gráficos apresentados, as assimetrias no rendimento per capita mantêm-se elevadas mas esbateram-se ligeiramente ao longo dos anos. O que é mais curioso é que o número de pessoas com rendimento abaixo de 1 dólar por dia diminuiu e, assim, as projecções apontadas são optimistas e algo contraditórias com o estudo apresentado na notícia.
Pergunto a quem entenda de macro-economia: será que a inflação não é tida em conta no PNUD? isto é; será que 1 dólar hoje vale o mesmo que há 25 anos atrás?
Publicada por Irene Sá à(s) 4:18 p.m. 0 comentários
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*Vermelhices (Comentários Políticos) XLVII*
Zyuganov, Secretário Geral do Comité Central do Partido Comunista da Federação Russa, disse, na sua intervenção no comício de encerramento do Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários, realizado no passado dia 12 de Novembro, qualquer coisa como isto: "... os capitalistas que tomaram temporariamente o poder..." (referindo-se, naturalmente, ao seu país).
Quando vi este video, associei-o a estas palavras.
Uma tão grande luta só pode ter derrotas temporárias.
... Será isto controverso?
Publicada por Irene Sá à(s) 3:35 p.m. 0 comentários
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ARTE DE TRANSFORMAR XLVI
Estranho mundo este onde quem escreve uma canção como esta se suicida pouco tempo depois...
Gracias a la vida
Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me dió dos luceros que cuando los abro
Perfecto distingo lo negro del blanco
Y en alto cielo su fondo estrellado
Y en las multitudes el hombre que yo amo
Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me ha dado el oído, que en todo su ancho
Traba noche y dia grillos y canarios
Martirios, turbinas, ladridos, chubascos
Y la voz tan tierna de mi bien amado
Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me ha dado el sonido y el abecedario
Con él las palabras que pienso y declaro
Madre, amigo, hermano y luz alumbrando
La ruta del alma del que estoy amando
Gracias a la vida,que me ha dado tanto
Me ha dado la marcha de mis pies cansados
Con ellos anduve ciudades y charcos
Playas y desiertos, montañas y llanos
Y la casa tuya, tu calle y tu patio
Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me dió el corazón que agita su marco
Cuando miro el fruto del cerebro humano
Cuando miro el bueno tan lejos del malo
Cuando miro el fondo de tus ojos claros
Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me ha dado la risa y me ha dado el llanto
Así yo distingo dicha de quebranto
Los dos materiales que forman mi canto
Y el canto de ustedes que es el mismo canto
Y el canto de todos que es mi propio canto
Gracias a la vida
Publicada por Irene Sá à(s) 2:46 p.m. 2 comentários
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terça-feira, novembro 28, 2006
ARTE DE TRANSFORMAR XLV

A CUBA
Si yo a Cuba le cantara,
le cantara una cancion
tendría que ser un son
un son revolucionario
pie con pie, mano con mano,
corazon a corazon
corazon a corazon,
pie con pie mano con mano
como se le habla a un hermano.
Si me quieres aquí estoy
qué más te puedo ofrecer
sino continuar tu ejemplo
comandante compañero
viva la revolucion
Si quieres conocer a martí y a Fidel,
si quieres conocer los caminos del che
si quieres tomar ros pero sin coca-cola
si quieres trabajar en la caña de azucar
en un barquito se va el vaiven
si quieres conocer a Marti y a fidel.
Victor Jara
Publicada por Irene Sá à(s) 1:43 p.m. 1 comentários
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Publicada por Irene Sá à(s) 1:34 p.m. 0 comentários
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segunda-feira, novembro 27, 2006
ARTE DE TRANSFORMAR XLIV (de novo... neruda)
Poema 15
Me gustas cuando callas porque estás como ausente,
y me oyes desde lejos y mi voz no te toca.
Parece que los ojos se te hubieran volado
y parece que un beso te cerrara la boca.
Como todas las cosas están llenas de mi alma
emerges de las cosas llenas del alma mía.
Mariposa de sueño, te pareces a mi alma,
y te pareces a la palabra melancolía.
Me gustas cuando callas y estás como distante.
Y estás como quejándote, mariposa en arrullo.
Y me oyes desde lejos, y mi voz no te alcanza:
déjame que me calle con el silencio tuyo.
Déjame que te hable también con tu silencio
claro como una lámpara, simple como un anillo.
Eres como la noche, callada y constelada.
Tu silencio es de estrella, tan lejano y sencillo.
Me gustas cuando callas porque estás como ausente.
Distante y dolorosa como si hubieras muerto.
Una palabra entonces, una sonrisa bastan.
Y estoy alegre, alegre de que no sea cierto.
Pablo Neruda
Publicada por Irene Sá à(s) 2:05 a.m. 0 comentários
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Não Coisas
Saudades do que nunca vivi.
Incontidas alegrias sem razão.
Preocupações com nada.
Esperança no vazio.
Beijos para o ar.
Abraços sem corpo.
Palavras não ditas.
imagens não vistas.
E o nome que todo o dia chamo ao acordar... de quem é? de quem foi? de quem será?
Vivo um poema do Gedeão?
Publicada por Irene Sá à(s) 1:58 a.m. 0 comentários
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domingo, novembro 19, 2006
ARTE DE TRANSFORMAR XLIII
A propósito da "impossibilidade de se fazer melhor".
A propósito das justificações para a falta de audácia.
A propósito dos insultos à nossa inteligência.
Para todos aqueles que que se limitam ao medíocre e para os que nada fazem esperando perfeição.
Saúde aos que tornam o impossível uma realidade.
Que se multipliquem os que questionam, os vigilantes, os que não têm preconceitos.
TEMPOS DIFÍCEIS
A árvore explica porque é que não deu frutos.
O poeta explica porque são maus os seus versos.
O general explica porque se perdeu a guerra.
Quadros pintados sobre telas efémeras.
Relatórios de expedição confiados a quem os esquece.
Gestos bonitos, que ninguém aprecia.
Deverá o vaso com mossas servir de vaso de noite?
Deverá a tragicomédia transformar-se em farsa?
Deverá ir para a cozinha a amada já usada?
Louvados os que fogem das casas em ruínas.
Louvados sejam os que trancam a porta ao amigo em desgraça.
Louvados sejam os que esquecem o plano irrealizável.
A casa foi erguida com as pedras disponíveis.
Foi feita a revolução com os revolucionários disponíveis.
Pintado foi o quadro com as cores disponíveis.
Comeu-se do que havia.
Deu-se a quem precisava.
Falou-se com os presentes.
Trabalhou-se com a força, o saber e acoragem de que se dispunha.
O descuido não se perdoa.
Era talvez possível fazer mais...
Pedem-se desculpas.
E daí?
Bertolt Brecht
Publicada por Irene Sá à(s) 4:12 p.m. 0 comentários
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sexta-feira, novembro 10, 2006
o Webmail nu e cru
"Querida filha,
esta coisa de ser responsável de uma fábrica, que nunca tinha imaginado vir
a ser e que me dá "água, ou melhor gasosa, pela barba"*.
mais. Neste pouco mais há bué de chineses, mas por enquanto ... . A rastejar
vamos ... como diz o amputado.
Também está a chover buélelé, pelo menos temos água. Já passámos da Estação
da Poeira (em que também houve buélelé desse material) para a Estação da
Lama.
Aquele abraço, extensivo a familiares e amigos."
(*) fábrica de engarrafamento de coca-cola e outros refrigerantes
Publicada por Irene Sá à(s) 4:12 p.m. 0 comentários
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Bora todos ver a exposição da Raquel!
Publicada por Irene Sá à(s) 3:50 p.m. 0 comentários
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domingo, outubro 22, 2006
*Vermelhices (Comentários Políticos) XLVI*
Penso que devem andar a fumar coisas estranhas nas reuniões do Conselho de Ministros. Só assim se justifica a perda da completa noção da realidade que se denota nas afirmações dos governantes.
É bem real que o PS tem maioria absoluta e como tal, no quadro da legalidade governa a seu bel-prazer, ou melhor, desgoverna, É bem real que Cavaco Silva é a cereja no bolo do festim da prática das políticas de direita. E também é verdade que o capital e a direita têm a faca e o queijo. No entanto, apesar da tremenda manipulação de mentalidades, ainda não chegámos ao ponto de se admitir com leviandade que os governantes queiram calar a boca ao movimento sindical e a todas as vozes que discordam com as políticas praticadas.
É que a mão que corta o queijo ainda é a nossa. Isto é; as mentalidades podem ser manipuladas mas não podem ser reprimidas. E, embora a ideologia dominante seja a semeada pelo capitalismo, ainda não chegámos - e esperemos que isso não aconteça - ao ponto em que nos deixámos de indignar com os ataques que nos inflingem, ainda não achamos natural o desrespeito pelas nossas vidas.
Assim sendo, as ministeriais declarações que vem sendo feitas, como a já aqui referida do secretário de estado da Indústria, e a proposta da ministra Milu aos sindicatos, só podem ser fruto de um estado ébrio da governação.
Como pode a senhora ministra mandar os sindicatos calar os protestos dos professores em troca de os sindicatos se sentarem à mesa de uma sala na Avª 5 de Outubro? E o que dizer sobre esta notícia do Correio da Manhã?
“Não chamei canalha à ministra”, garante o sindicalista, que acrescenta: “Se se pesquisar canalha no dicionário, a palavra significa infame. Era uma proposta canalha, uma atitude infame.”
Mário Nogueira não se arrepende da tomada de posição que assumiu. “Aquilo que digo e reitero é que quem propõe medidas que vão contra o direito de uma mulher à maternidade está a apresentar uma proposta infame”, resume.
A carta do Ministério deixou a Fenprof num estado de “revolta e indignação”, conta o sindicalista. “Foi dada uma resposta para pôr no lugar quem teve a iniciativa de a mandar”, refere Mário Nogueira. Mais grave, diz, “é o adjunto da ministra chamar mentecaptos aos sindicalistas ou o secretário de Estado da Educação abrir o vidro do carro e ameaçar uma professora em protesto, em Viseu”."
Publicada por Irene Sá à(s) 4:32 p.m. 1 comentários
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*Vermelhices (Comentários Políticos) XLV*

Do ministério do arauto do fim da crise, Manuel Pinho, surge mais um motivo para o regozijo geral: Afinal o aumento da electricidade será de "apenas" 6%, e não 16% como propunham os mauzões da "Entidade Reguladora do Sector".
Nem o São Jorge foi tão bravo contra o dragão quanto o nosso Pinho contra a "Entidade Reguladora do Sector"! E ainda por cima safou-nos de uma desgraça que é da inteira responsabilidade do Zé Povo. É que antes o fiel escudeiro do bravo Pinho esclareceu-nos que o aumento de 16% se devia ao facto dos consumidores se terem portado muito mal e não terem pago o que deviam. Sim! Por causa dessa mania de reclamarmos contra o aumento brutal do custo de vida, os simpáticos governantes não deixaram aumentar mais a taxa da electricidade e agora toma! é o que se vê: têm uma trabalheira enorme para consertar os nossos disparates.
Nesta história só não sei onde entram os lucros da EDP, a perda de poder de compra dos portugueses, a responsabilidade do governo no combate aos monopólios e a privatização da EDP (parece que ainda estou a ouvir aquela história de que uma EDP privada era mais próxima dos cidadãos do que um a EDP pública, aquela conversa de que podiamos ser accionistas e assim comandar os destinos da empresa, que sendo).
E quem é a "Entidade Reguladora do Sector"?
... Ah! E cá em casa sempre se pagaram as contas de electricidade (nem sempre a tempo e horas, é certo). Que remédio! A alternativa é o regresso à romântica luz de vela, o fim dos produtos frescos, a roupa lavada à mão, o fim da informática (e viva o choque tecnológico! - alguém devia dizer ao Sócrates que não há choque sem electricidade -), da TV ( -alguém devia também dizer que sem TV não há propaganda de Governo que resista -) e do rádio.
PCP CONTRA AUMENTOS NA TARIFA ELÉCTRICA!
A EDP teve um lucro recorde em 2005 de 1071 milhões de Euros! E no primeiro semestre de 2006, um lucro de 580 milhões de Euros, um acréscimo de 17% sobre o lucro "histórico" de 2005! Mas o Governo já anunciou a intenção de impôr um pesado aumento para o consumo doméstico em 2007, para "pagar o aumento dos custos de produção". Ou seja, 5,3 milhões de pequenos consumidores vão pagar mais para manter os dividendos de uma meia dúzia de grandes accionistas privados. Os portugueses estão a ser enganados! A proposta em cima da mesa, lançada pela "Entidade Reguladora do Sector" é de 15,75% de aumento para os consumidores domésticos, e só para estes. O Governo, ao mesmo tempo que afirma que "os portugueses vão ter que fazer mais este sacrificio", procura limpar-se do ónus desta decisão naturalmente "impopular"! Ou seja, quer continuar a servir as classes dominantes, mas manter iludida a maioria da população, que está a ser expropriada pela sua política, mas cujos votos lhe fazem falta cada quatro anos! É preciso deixar claro que qualquer aumento acima da taxa de inflação é mais um roubo descarado, cujo único objectivo é acelerar o crescimento dos lucros de uns quantos à custa dos trabalhadores e das suas familías! É preciso romper com esta política! . É preciso lutar!
A Direcção da Organização Regional de Lisboa do PCP
Publicada por Irene Sá à(s) 2:57 p.m. 1 comentários
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terça-feira, outubro 17, 2006
*Vermelhices (Comentários Políticos) XLIV*
Hoje passei todo o dia escutar no meu cérebro, para além da canção do Outono que tive de ensinar aos putos ("A gotinha cai na uva, coitadinho do baguinho, quem lhe empresta o guarda-chuva"), a citação preferida de Marx: "Sou homen, e nada do que é humano me é estranho".
Acordei, uma vez mais angustiada para a consciência da triste realidade, e zás; aparece a frase.
Era adequada, sim. As sensações de falhanço, de impotência, de incompetência, de apatia, de inveja, de vergonha, etc. são humanas e não me são estranhas.
Depois das aulas ouvi de novo a frase enquanto me assaltavam dúvidas sobre se tinha sido muito banana ou demasiado severa, se tinha perfil para aquilo, se devia levar as aulas demasiado a sério quando o ministério goza com o meu trabalho... Dúvidas e incertezas também são comuns nos humanos.
Quando acendo a tv para ver o telejornal e aparece-me a figurinha do ministro das Finanças a apresentar o Orçamento de Estado, afirmando que se vão popupar 5,1% em despesas de pessoal, que aumentam as receitas na saúde (graças ao aumento das taxas), mas que os utentes vão ficar melhor servidos, que o ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior é o único que tem direito a investimento,... Pimba! A frase! Raiva e revolta. Principalmente por sentir que nos fazem de parvos! melhores servidos na saúde?! com redução de pessoal, aumento das taxas, entrega da gestão a privados? devem estar a brincar! Investimento no MCTES? As universidades a meterem dó, os estudantes a pagarem propinas exorbitantes, os professores das universidades a serem dispensados: pensam que somos todos ignorantes? Combate ao déficit? e o equilíbrio da balança comercial? e o investimento na produção e na melhoria do poder de compra?
Sou uma trabalhadora precária, não posso adoecer, não posso tratar de assuntos inadiáveis porque não tenho direito a baixas, pagam-me à hora para ser professora, não tenho subsídio de férias ou de natal, tenho de comprar o material de trabalho, tenho contas para pagar. Faço parte da redução em despesas de pessoal. Perdi sonhos. Até a mais modesta das ambições vai dando lugar a uma negra luta pela sobrevivência. Aflijo-me por mim e pelo cenário cada vez mais triste que vejo em volta. Temo que o irremediável chegue a todos os cantos da minha vida e do meu país.
Que espécie de seres são estes governantes tão cegos ao mundo que deviam governar? Não sentem vergonha ao levantar-se da cama? não se sentem incompetentes com a merda que fazem? não duvidam do seu papel? não conhecem a humildade? Desespero, revolta, humilhação, tenho a certeza que não.
Um dia, espero, terão medo.
Eu, confesso, tenho-lhes ódio. É um sentimento que infelizmento vou também conhecendo cada vez melhor. Sou humana, e nada do que é humano me é estranho.
Publicada por Irene Sá à(s) 1:24 a.m. 1 comentários
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sexta-feira, outubro 13, 2006
*Vermelhices (Comentários Políticos) XLIII*
«Ministro da Economia anuncia fim da crise em Portugal
13.10.2006 - 13h28 Lusa
Assim... tão de repente! Uau...
... Mas...
Acabou para quem?
Publicada por Irene Sá à(s) 6:25 p.m. 2 comentários
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quinta-feira, outubro 12, 2006
*Vermelhices (Comentários Políticos) XLII*
80 a 100 mil pessoas!
Há alguns anos atrás, ainda Sócrates era ministro do ambiente (do governo de Guterres), a população de um lugar (não me lembro qual)realizou um protesto contra a construção de uma inceneradora, aproveitando a passagem do ministro por ali para fazer ouvir a sua voz. Na altura a tv mostrou Sócrates, dentro de um autocarro onde viajava com a comitiva, a desdenhar a manifestação e a tecer comentários jocosos sobre o reduzido número de manifestantes.
Hoje, o pomposo Sócrates engoliu em seco e não disse uma única palavra quando os jornalistas lhe pediram para se referir à manifestação.
Momentos antes dissera que cumprirá as suas promessas. Mente! Prometeu redução dos salários e não cumpriu. Prometeu redução do desemprego e não cumpriu. Diz que serve os interesses do povo português e mente. Trata o povo e os trabalhadores com desprezo e azedume.
O rei D. Carlos também tratava o povo assim e acabou morto... por um professor.
Publicada por Irene Sá à(s) 8:48 p.m. 2 comentários
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quinta-feira, outubro 05, 2006
*Vermelhices (Comentários Políticos) XLI*
Soube hoje que a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, nos seus tempos de estudante universitária, no ISCTE, era anarquista e aluna do professor João Arsénio Nunes, que lecciona a cadeira de História do Movimento Operário e do Socialismo. Ora a nossa irreverente Marilu ficou furiosa por o professor lhe ter atribuído a nota de 13. Achava ela que era um Bakunine de saias e pontificava em conhecimento do conteúdo da matéria. Depois de ter ouvido esta história (de fonte seguríssima) reflecti sobre o assunto e achei que o professor beneficiara a criatura com semelhante classificação. A Marilu revela uma completa ignorância no que diz respeito à história dos movimentos sociais e, muito particularmente, do sindicalismo. Se soubesse teria muito mais cuidado e respeito para com os professores. É que os brandos costumes podem enganar.
Mais tarde, ouvi daquela boca (será que a nossa ex-anarca alguma vez se riu na vida?) a recomendação aos professores para que lessem o Estatuto (entenda-se Estatuto da Carreira Docente). Suponho que o terá dito a propósito de uma declaração de algum docente um pouco menos informado. ou então porque é demagoga e não sabia o que dizer. Ocorreu-me então que a senhora não deve ter lido nem a Lei de Bases do Sistema Educativo nem a Constituição da República Portuguesa; textos que foram escritos no tempo em que a menina brincou às bombinhas e que foram construídos por aqueles que efectivamente fizeram a história dos movimentos sociais. Aqueles que lhe podem dar valiosíssimas lições e facultar-lhe, não fosse ela tão pretenciosa e arrogante, bem mais do que um 13 desmerecido.
O professor da História do Socialismo e do Movimento Operário caminhava na manifestação. A Lurdinhas continua a não ouvir o professor.
Publicada por Irene Sá à(s) 12:20 a.m. 1 comentários
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terça-feira, outubro 03, 2006
Dúvida
Será que o espírito de natal chegou com meses de antecedência ou o comércio quer fazer a virgem parir o menino mais cedo do que é costume para contornar a crise por via do consumo das festividades?
.... Na Amadora começaram a por luzes em feitio de flocos de neve em meados de Setembro...
... Qualquer dia, acabam de comemorar a ressureição com os ovinhos e os coelhos (um dia alguém me há-de explicar a relação dos coelhos com os ovos e a paixão de Cristo) e já andam pais natais pendurados nas janelas e meninos deitados nas palhinhas...
Publicada por Irene Sá à(s) 11:42 p.m. 0 comentários
sábado, setembro 30, 2006
Publicada por Irene Sá à(s) 3:43 a.m. 0 comentários
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sexta-feira, setembro 29, 2006
mais festa!
Véspera da abertura: os camaradas são muito piadistas...
Publicada por Irene Sá à(s) 8:39 p.m. 0 comentários
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sábado, setembro 09, 2006
A nossa festa!
Episódio da implantação da Festa. Tó Calvino discursa para as massas (um pouco bebido, é certo, mas muito certeiro)
Publicada por Irene Sá à(s) 8:19 p.m. 2 comentários
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