segunda-feira, julho 17, 2006
quinta-feira, julho 13, 2006
Publicada por Irene Sá à(s) 1:48 a.m. 2 comentários
Etiquetas: * Vermelhices *, rasgos visuais
Publicada por Irene Sá à(s) 1:47 a.m. 0 comentários
Etiquetas: * Vermelhices *, rasgos visuais
terça-feira, julho 11, 2006
Publicada por Irene Sá à(s) 4:50 p.m. 1 comentários
Etiquetas: rasgos visuais
segunda-feira, julho 10, 2006
*Vermelhices (Comentários Políticos) XL*
Estou seriamente a pensar escrever uma carta aberta ao ministro Sócrates. Qualquer coisa que comece assim:
"Senhor ministro,
Que mal lhe fiz eu? Não sou preguiçosa nem incompetente, quero poder contibuir com o meu trabalho para o desenvolvimento do país, quero ter sustento e estabilidade de vida para a poder gozar. Não tenho grandes ambições de riqueza material, apenos quero o suficiente para poder comer e manter uma modesta casa, para poder ligar aos meus amigos e ir passear com eles, para, de vez em quando, poder ir ao cinema, a um concerto ou outro e a uma exposiçãozita.
Não percebo porque é continuo desempregada; os meus rendimentos a baixarem, as despesas com transportes, comunicações, luz, gás, alimentação, seguros, sempre a aumentarem e a ver a riqueza de uns cada vez maior.
Que mal lhe fiz eu? Foi não ter votado no seu partido? mas e outros que votaram? estão a ser castigados porquê? É por não ser bonita? O Belmiro tamém é feio...
Só encontro uma explicação: o senhor ministro está zangado e quer vingar-se nos portugueses. Não seria melhor retirar-se? procurar um bom psiquiatra e tentar apaziguar-se com o país?"
Bom, a coisa seria mais ou menos assim. Que tal?
Publicada por Irene Sá à(s) 10:46 p.m. 7 comentários
Etiquetas: * Vermelhices *
sexta-feira, julho 07, 2006
Publicada por Irene Sá à(s) 1:20 a.m. 9 comentários
Etiquetas: amigos
terça-feira, julho 04, 2006
Aquela noite de Dezembro, em clima de festas, foi quase uma prenda de Natal.
Não sabia então que alguém tão cuidadoso com as palavras pudesse não ter pensado no que dizia.
Depois apercebi-me que as pessoas estão dispostas a tudo no limite da possibilidade e que, não raras vezes, esses limites são bastantes estreitos.
Riste-te num momento, quase derradeiro, em que, olhando o céu pensei em voz alta; “tudo é possível, tudo é concebível, nem tudo é executável”.
É estranho como as coisas óbvias são por vezes as mais difíceis de serem paridas.
Publicada por Irene Sá à(s) 2:28 p.m. 0 comentários
Etiquetas: rasgos verbais
quinta-feira, junho 29, 2006
Reflexões
No café discutia-se quem ia ganhar o concurso de dança. Era cedo e os empregados distraíam-se com a televisão. Olhando para eles ninguém pensaria que tinham tanto para dizer sobre danças de salão. Em pouco tempo mudaram de assunto; o futebol ganha sempre sobre qualquer conversa. No entanto, o cliente que entretanto se sentou não parecia estar a par das novidades. Fazia perguntas enquanto enrolava um cigarro e tomava lentamente uma cerveja. À falta de companhia olhava também de relance o concurso de dança que, entretanto, suscitara nova discussão: o local onde decorria. Ela, sentada um pouco mais à frente do que ele, lembrou-se que esse local já fora palco de muitos acontecimentos relevantes para a história do país. Com um pouco de sorte e empenho poderia vir ainda reconquistar essa importância e não se ficar pelos concursos de dança televisivos, imitações medíocres de entrega de Óscares, teatros musicais promovidos pelo statuos quo ou de touradas. Sim, aquele local poderia voltar a trazer ao rubro a vontade popular. Pensava ela nisto e pensava sobre a maneira de reverter o preconceito instalado sobre tudo o que fossem manifestações políticas de cariz revolucionário.
Ele pediu o jornal e perdeu-se na sua leitura.
Ela interrompeu os pensamentos e deteve-se na máquina das bolas surpresa. Depois reparou nele. Apreciou-o. Bebeu mais um gole de cerveja preta. “Não nos conhecemos e, provavelmente, nunca chegaremos a conhecer-nos. Como é esta vida de cidade! Cruzamo-nos vezes sem conta com certas pessoas. Já o tinha visto e morrerei sem falar com ele”.
Publicada por Irene Sá à(s) 2:21 p.m. 0 comentários
terça-feira, junho 27, 2006
Mais um auto-retrato
* Gosto de coretos, particularmente em dias quentes de verão.
* Tenho projectos até ao fim da vida.
* Se visse o José Socratés acho que lhe cuspia na cara.
* Teho saudades de comer abacate com limão e açucar, como o meu pai preparava quando era pequena.
* Gosto de programas a dois que incluam passear pelas ruas e ver montras.
* Se visse o Cavaco Silva também lhe cuspia a cara.
* Mordo-me de inveja cada vez que vejo uma auto-caravana.
* Choro quando vejo filmes de natal.
* Gravo melodias que invento. mas como não sei música fico-me pelos assobios.
* Gostava de ouvir atrás das portas uma conversa sobre mim.
* Fascinam-me os desenhos animados com casas nas árvores (o David, o gnomo e o vento nos salgueiros encantam-me).
* Tenho medo de escrever uma carta a mim própria no futuro.
Publicada por Irene Sá à(s) 2:15 p.m. 7 comentários
Etiquetas: rasgos verbais, rasgos visuais
quinta-feira, junho 08, 2006
quase no fim
Este moinho vai desaparecer.
... Já falta pouco.
A rapariga vai continuar.
Publicada por Irene Sá à(s) 7:47 p.m. 5 comentários
Etiquetas: esclarecimentos bloguísticos
terça-feira, maio 30, 2006
Esta é a gaja de cara redonda, cabelos arruivados, lábios grossos e pele macia que povoava o imaginário dos rapazes nos anos 5o. Hoje em dia está fora de moda, tirando aqui e ali, ali e aqui.
As estrelas verdes servem para fazer contraste com o cabelo. Para quem não sabe, a velha combinação de cabelos ruivos e olhos verdes é muito fascinante por causa da complementaridade cromática. O fundo de padrões é parecer mais anos 50.
E não façam mais perguntas .
Bom, está bem... só mais esta: a estrela é porque ela é comunista (até andou na resistência francesa. Chama-se Charlotte).
Publicada por Irene Sá à(s) 2:04 a.m. 1 comentários
Etiquetas: rasgos visuais
sexta-feira, maio 19, 2006
Um grande pedido de desculpas a todos os que esperavam ver neste blog artigos de informação e opinião política. Mas agora só me dá para usar o lado esquerdo do cérebro...
Costuma-se dizer que aos artistas perdoa-se tudo. Gostava mesmo de ser artista... Feitio já tenho, só me falta a obra!
Quando chegará?
Publicada por Irene Sá à(s) 1:13 a.m. 4 comentários
Etiquetas: esclarecimentos bloguísticos
sábado, maio 13, 2006
Saudades da ilha azul
Saudadinha
Ó Tirana saudade
Ó Tirana saudade
Saudade, ó minha saudadinha
Foste nada no Faial
Foste nada no Faial
Foste nada no Faial
No Faial baptizada na Achadinha
Saudade onde tu fores
Saudade onde tu fores
Saudade onde tu fores
Saudade leva-me podendo ser
Que eu quero ir acabar
Que eu quero ir acabar
Que eu quero ir acabar
Saudade onde tu foras morrer
A saudade é um luto
A saudade é um luto
A saudade é um luto
Um amor, um amor, uma paixão
É um cortinado roxo
É um cortinado roxo
É um cortinado roxo
Que me morde, que me morde o coração
popular açoriana (adaptada por Josá Afonso)
Publicada por Irene Sá à(s) 5:56 p.m. 0 comentários
Etiquetas: ARTE DE TRANSFORMAR, musicando
sexta-feira, maio 12, 2006
Inconsistente
Já cheguei
Já parti
E enquanto não fiquei
Fugi
Publicada por Irene Sá à(s) 10:18 p.m. 0 comentários
Etiquetas: rasgos verbais
sexta-feira, maio 05, 2006
Quereres
" (...)
Eu queria querer-te e amar o amor, construírmos dulcíssima prisão
E encontrar a mais justa adequação, tudo métrica e rima e nunca dor
Mas a vida é real e de viés, e vê só que cilada o amor me armou
E te quero e não queres como sou, não te quero e não queres como és
(...)
O quereres e o estares sempre a fim do que em mim é de mim tão desigual
Faz-me querer-te bem, querer-te mal, bem a ti, mal ao quereres assim
Infinitivamente pessoal, e eu querendo querer-te sem ter fim
E querendo te aprender o total do querer que há e do que não há em mim"
Cetano Veloso
Publicada por Irene Sá à(s) 11:44 p.m. 2 comentários
Etiquetas: ARTE DE TRANSFORMAR, musicando, rasgos visuais
sexta-feira, abril 28, 2006
ARTE DE TRANSFORMAR XLI I
COMO SERÁ ESTAR CONTENTE?
Como será estar contente?
Lançar os olhos em volta,
moderado e complacente,
e tratar com toda a gente
sem tristeza nem revolta?
Sentir-se um homem feliz,
satisfeito com o que sente,
com o que pensa e com o que diz?
Como será estar contente?
Deve haver qualquer mecânica,
qualquer retesada mola
que se solta e desenrola
no próprio instante preciso,
para que um homemde carne,
de olhos pregados no rosto,
possa olhar e rir com gosto
sem estranhar o som do riso.
Na minha tosca engrenagem,
de ferrugenta sucata,
há qualquer mola de lata
que não se distende bem,
qualquer dessorada glândula
ou nervo que não se enfeixa,
qualquer coisa que não deixa
deflagrar essa girândola
de timbres que o riso tem.
Não ter riso e não ter casa,
nem dinheiro nem saúde,
não se conta por virtude
que a miséria é ferro em brasa.
Mas ter casa, ter dinheiro,
ter saúde e nao ter riso,
flagelar-se o dia inteiro
como se o sangrar primeiro
fosse um tormento preciso,
tê-lo sempre forte e vivo,
espantado a todo o momento,
isso sim, será motivo
de grande contentamento.
ANTÓNIO GEDEÃO
Publicada por Irene Sá à(s) 2:35 a.m. 1 comentários
Etiquetas: ARTE DE TRANSFORMAR, poesia
terça-feira, abril 25, 2006
Publicada por Irene Sá à(s) 5:08 a.m. 0 comentários
Etiquetas: * Vermelhices *, ARTE DE TRANSFORMAR, citações
quarta-feira, abril 12, 2006
ARTE DE TRANSFORMAR XLI
A vida não é uma brincadeira.
Leva-a- a sério
como faz o esquilo, por exemplo,
sem nada esperares
de fora ou no além.
Tens apenas que viver.
A vida não é uma brincadeira.
Leva-a a sério,
mas tão a sério
que, posto contra a parede, por exemplo, de mãos atadas,
ou dentro de um laboratório
de bata branca e óculos grandes,
morras para que outros vivam,
outros de quem nunca verás o rosto,
e morras sabendo
que nada é mais belo, nada é mais verdadeiro do que a vida
Leva-a- a sério,
mas tão a sério
que aos setenta anos, por exemplo, plantarás oliveiras
não para as deixares aos teus filhos
mas porque embora a temas
não acreditas na morte
e sabes que a vida tem mais peso.
- Nazim Hikmet -
Publicada por Irene Sá à(s) 3:40 a.m. 0 comentários
Etiquetas: ARTE DE TRANSFORMAR, Nazim Hikmet, poesia
terça-feira, abril 11, 2006
orquídeas, gravitações e cicatrizações
"...
and when she sees his words and reads
she thinks of him"
... E ele? Calou-se depois de as escrever?
E só as teria dito? ou também as teria pensado?
E só as teria pensado? ou também as teria sentido?
Tudo foi maior do que esse sopro de uma noite.
As gravitações em torno dela deram lugar aos empurrões na concha dele.
Ele disse que cicatrizava. E ela?
"Dicen que no tengo duelo Llorona
porque no me ven llorar.
Hay muertos que no hacen ruido, lloronay es más grande su penar."
As orquídeas continuam a florir
Publicada por Irene Sá à(s) 12:26 a.m. 0 comentários
Etiquetas: rasgos verbais
quarta-feira, abril 05, 2006
Publicada por Irene Sá à(s) 1:07 a.m. 0 comentários
Etiquetas: rasgos visuais










