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"Os maus temem as tuas garras, Os bons alegram-se com a tua graça. Algo assim gostaria de ouvir sobre o meu verso." B. Brecht
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Poema 15
Me gustas cuando callas porque estás como ausente,
y me oyes desde lejos y mi voz no te toca.
Parece que los ojos se te hubieran volado
y parece que un beso te cerrara la boca.
Como todas las cosas están llenas de mi alma
emerges de las cosas llenas del alma mía.
Mariposa de sueño, te pareces a mi alma,
y te pareces a la palabra melancolía.
Me gustas cuando callas y estás como distante.
Y estás como quejándote, mariposa en arrullo.
Y me oyes desde lejos, y mi voz no te alcanza:
déjame que me calle con el silencio tuyo.
Déjame que te hable también con tu silencio
claro como una lámpara, simple como un anillo.
Eres como la noche, callada y constelada.
Tu silencio es de estrella, tan lejano y sencillo.
Me gustas cuando callas porque estás como ausente.
Distante y dolorosa como si hubieras muerto.
Una palabra entonces, una sonrisa bastan.
Y estoy alegre, alegre de que no sea cierto.
Pablo Neruda
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Não Coisas
Saudades do que nunca vivi.
Incontidas alegrias sem razão.
Preocupações com nada.
Esperança no vazio.
Beijos para o ar.
Abraços sem corpo.
Palavras não ditas.
imagens não vistas.
E o nome que todo o dia chamo ao acordar... de quem é? de quem foi? de quem será?
Vivo um poema do Gedeão?
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A propósito da "impossibilidade de se fazer melhor".
A propósito das justificações para a falta de audácia.
A propósito dos insultos à nossa inteligência.
Para todos aqueles que que se limitam ao medíocre e para os que nada fazem esperando perfeição.
Saúde aos que tornam o impossível uma realidade.
Que se multipliquem os que questionam, os vigilantes, os que não têm preconceitos.
TEMPOS DIFÍCEIS
A árvore explica porque é que não deu frutos.
O poeta explica porque são maus os seus versos.
O general explica porque se perdeu a guerra.
Quadros pintados sobre telas efémeras.
Relatórios de expedição confiados a quem os esquece.
Gestos bonitos, que ninguém aprecia.
Deverá o vaso com mossas servir de vaso de noite?
Deverá a tragicomédia transformar-se em farsa?
Deverá ir para a cozinha a amada já usada?
Louvados os que fogem das casas em ruínas.
Louvados sejam os que trancam a porta ao amigo em desgraça.
Louvados sejam os que esquecem o plano irrealizável.
A casa foi erguida com as pedras disponíveis.
Foi feita a revolução com os revolucionários disponíveis.
Pintado foi o quadro com as cores disponíveis.
Comeu-se do que havia.
Deu-se a quem precisava.
Falou-se com os presentes.
Trabalhou-se com a força, o saber e acoragem de que se dispunha.
O descuido não se perdoa.
Era talvez possível fazer mais...
Pedem-se desculpas.
E daí?
Bertolt Brecht
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Publicada por Irene Sá à(s) 3:50 p.m. 0 comentários
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Penso que devem andar a fumar coisas estranhas nas reuniões do Conselho de Ministros. Só assim se justifica a perda da completa noção da realidade que se denota nas afirmações dos governantes.
É bem real que o PS tem maioria absoluta e como tal, no quadro da legalidade governa a seu bel-prazer, ou melhor, desgoverna, É bem real que Cavaco Silva é a cereja no bolo do festim da prática das políticas de direita. E também é verdade que o capital e a direita têm a faca e o queijo. No entanto, apesar da tremenda manipulação de mentalidades, ainda não chegámos ao ponto de se admitir com leviandade que os governantes queiram calar a boca ao movimento sindical e a todas as vozes que discordam com as políticas praticadas.
É que a mão que corta o queijo ainda é a nossa. Isto é; as mentalidades podem ser manipuladas mas não podem ser reprimidas. E, embora a ideologia dominante seja a semeada pelo capitalismo, ainda não chegámos - e esperemos que isso não aconteça - ao ponto em que nos deixámos de indignar com os ataques que nos inflingem, ainda não achamos natural o desrespeito pelas nossas vidas.
Assim sendo, as ministeriais declarações que vem sendo feitas, como a já aqui referida do secretário de estado da Indústria, e a proposta da ministra Milu aos sindicatos, só podem ser fruto de um estado ébrio da governação.
Como pode a senhora ministra mandar os sindicatos calar os protestos dos professores em troca de os sindicatos se sentarem à mesa de uma sala na Avª 5 de Outubro? E o que dizer sobre esta notícia do Correio da Manhã?
Publicada por Irene Sá à(s) 4:32 p.m. 1 comentários
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Do ministério do arauto do fim da crise, Manuel Pinho, surge mais um motivo para o regozijo geral: Afinal o aumento da electricidade será de "apenas" 6%, e não 16% como propunham os mauzões da "Entidade Reguladora do Sector".
Nem o São Jorge foi tão bravo contra o dragão quanto o nosso Pinho contra a "Entidade Reguladora do Sector"! E ainda por cima safou-nos de uma desgraça que é da inteira responsabilidade do Zé Povo. É que antes o fiel escudeiro do bravo Pinho esclareceu-nos que o aumento de 16% se devia ao facto dos consumidores se terem portado muito mal e não terem pago o que deviam. Sim! Por causa dessa mania de reclamarmos contra o aumento brutal do custo de vida, os simpáticos governantes não deixaram aumentar mais a taxa da electricidade e agora toma! é o que se vê: têm uma trabalheira enorme para consertar os nossos disparates.
Nesta história só não sei onde entram os lucros da EDP, a perda de poder de compra dos portugueses, a responsabilidade do governo no combate aos monopólios e a privatização da EDP (parece que ainda estou a ouvir aquela história de que uma EDP privada era mais próxima dos cidadãos do que um a EDP pública, aquela conversa de que podiamos ser accionistas e assim comandar os destinos da empresa, que sendo).
E quem é a "Entidade Reguladora do Sector"?
... Ah! E cá em casa sempre se pagaram as contas de electricidade (nem sempre a tempo e horas, é certo). Que remédio! A alternativa é o regresso à romântica luz de vela, o fim dos produtos frescos, a roupa lavada à mão, o fim da informática (e viva o choque tecnológico! - alguém devia dizer ao Sócrates que não há choque sem electricidade -), da TV ( -alguém devia também dizer que sem TV não há propaganda de Governo que resista -) e do rádio.
PCP CONTRA AUMENTOS NA TARIFA ELÉCTRICA!
A EDP teve um lucro recorde em 2005 de 1071 milhões de Euros! E no primeiro semestre de 2006, um lucro de 580 milhões de Euros, um acréscimo de 17% sobre o lucro "histórico" de 2005! Mas o Governo já anunciou a intenção de impôr um pesado aumento para o consumo doméstico em 2007, para "pagar o aumento dos custos de produção". Ou seja, 5,3 milhões de pequenos consumidores vão pagar mais para manter os dividendos de uma meia dúzia de grandes accionistas privados. Os portugueses estão a ser enganados! A proposta em cima da mesa, lançada pela "Entidade Reguladora do Sector" é de 15,75% de aumento para os consumidores domésticos, e só para estes. O Governo, ao mesmo tempo que afirma que "os portugueses vão ter que fazer mais este sacrificio", procura limpar-se do ónus desta decisão naturalmente "impopular"! Ou seja, quer continuar a servir as classes dominantes, mas manter iludida a maioria da população, que está a ser expropriada pela sua política, mas cujos votos lhe fazem falta cada quatro anos! É preciso deixar claro que qualquer aumento acima da taxa de inflação é mais um roubo descarado, cujo único objectivo é acelerar o crescimento dos lucros de uns quantos à custa dos trabalhadores e das suas familías! É preciso romper com esta política! . É preciso lutar!
A Direcção da Organização Regional de Lisboa do PCP
Publicada por Irene Sá à(s) 2:57 p.m. 1 comentários
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Hoje passei todo o dia escutar no meu cérebro, para além da canção do Outono que tive de ensinar aos putos ("A gotinha cai na uva, coitadinho do baguinho, quem lhe empresta o guarda-chuva"), a citação preferida de Marx: "Sou homen, e nada do que é humano me é estranho".
Acordei, uma vez mais angustiada para a consciência da triste realidade, e zás; aparece a frase.
Era adequada, sim. As sensações de falhanço, de impotência, de incompetência, de apatia, de inveja, de vergonha, etc. são humanas e não me são estranhas.
Depois das aulas ouvi de novo a frase enquanto me assaltavam dúvidas sobre se tinha sido muito banana ou demasiado severa, se tinha perfil para aquilo, se devia levar as aulas demasiado a sério quando o ministério goza com o meu trabalho... Dúvidas e incertezas também são comuns nos humanos.
Quando acendo a tv para ver o telejornal e aparece-me a figurinha do ministro das Finanças a apresentar o Orçamento de Estado, afirmando que se vão popupar 5,1% em despesas de pessoal, que aumentam as receitas na saúde (graças ao aumento das taxas), mas que os utentes vão ficar melhor servidos, que o ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior é o único que tem direito a investimento,... Pimba! A frase! Raiva e revolta. Principalmente por sentir que nos fazem de parvos! melhores servidos na saúde?! com redução de pessoal, aumento das taxas, entrega da gestão a privados? devem estar a brincar! Investimento no MCTES? As universidades a meterem dó, os estudantes a pagarem propinas exorbitantes, os professores das universidades a serem dispensados: pensam que somos todos ignorantes? Combate ao déficit? e o equilíbrio da balança comercial? e o investimento na produção e na melhoria do poder de compra?
Sou uma trabalhadora precária, não posso adoecer, não posso tratar de assuntos inadiáveis porque não tenho direito a baixas, pagam-me à hora para ser professora, não tenho subsídio de férias ou de natal, tenho de comprar o material de trabalho, tenho contas para pagar. Faço parte da redução em despesas de pessoal. Perdi sonhos. Até a mais modesta das ambições vai dando lugar a uma negra luta pela sobrevivência. Aflijo-me por mim e pelo cenário cada vez mais triste que vejo em volta. Temo que o irremediável chegue a todos os cantos da minha vida e do meu país.
Que espécie de seres são estes governantes tão cegos ao mundo que deviam governar? Não sentem vergonha ao levantar-se da cama? não se sentem incompetentes com a merda que fazem? não duvidam do seu papel? não conhecem a humildade? Desespero, revolta, humilhação, tenho a certeza que não.
Um dia, espero, terão medo.
Eu, confesso, tenho-lhes ódio. É um sentimento que infelizmento vou também conhecendo cada vez melhor. Sou humana, e nada do que é humano me é estranho.
Publicada por Irene Sá à(s) 1:24 a.m. 1 comentários
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«Ministro da Economia anuncia fim da crise em Portugal
13.10.2006 - 13h28 Lusa
Assim... tão de repente! Uau...
... Mas...
Acabou para quem?
Publicada por Irene Sá à(s) 6:25 p.m. 2 comentários
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80 a 100 mil pessoas!
Há alguns anos atrás, ainda Sócrates era ministro do ambiente (do governo de Guterres), a população de um lugar (não me lembro qual)realizou um protesto contra a construção de uma inceneradora, aproveitando a passagem do ministro por ali para fazer ouvir a sua voz. Na altura a tv mostrou Sócrates, dentro de um autocarro onde viajava com a comitiva, a desdenhar a manifestação e a tecer comentários jocosos sobre o reduzido número de manifestantes.
Hoje, o pomposo Sócrates engoliu em seco e não disse uma única palavra quando os jornalistas lhe pediram para se referir à manifestação.
Momentos antes dissera que cumprirá as suas promessas. Mente! Prometeu redução dos salários e não cumpriu. Prometeu redução do desemprego e não cumpriu. Diz que serve os interesses do povo português e mente. Trata o povo e os trabalhadores com desprezo e azedume.
O rei D. Carlos também tratava o povo assim e acabou morto... por um professor.
Publicada por Irene Sá à(s) 8:48 p.m. 2 comentários
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Soube hoje que a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, nos seus tempos de estudante universitária, no ISCTE, era anarquista e aluna do professor João Arsénio Nunes, que lecciona a cadeira de História do Movimento Operário e do Socialismo. Ora a nossa irreverente Marilu ficou furiosa por o professor lhe ter atribuído a nota de 13. Achava ela que era um Bakunine de saias e pontificava em conhecimento do conteúdo da matéria. Depois de ter ouvido esta história (de fonte seguríssima) reflecti sobre o assunto e achei que o professor beneficiara a criatura com semelhante classificação. A Marilu revela uma completa ignorância no que diz respeito à história dos movimentos sociais e, muito particularmente, do sindicalismo. Se soubesse teria muito mais cuidado e respeito para com os professores. É que os brandos costumes podem enganar.
Mais tarde, ouvi daquela boca (será que a nossa ex-anarca alguma vez se riu na vida?) a recomendação aos professores para que lessem o Estatuto (entenda-se Estatuto da Carreira Docente). Suponho que o terá dito a propósito de uma declaração de algum docente um pouco menos informado. ou então porque é demagoga e não sabia o que dizer. Ocorreu-me então que a senhora não deve ter lido nem a Lei de Bases do Sistema Educativo nem a Constituição da República Portuguesa; textos que foram escritos no tempo em que a menina brincou às bombinhas e que foram construídos por aqueles que efectivamente fizeram a história dos movimentos sociais. Aqueles que lhe podem dar valiosíssimas lições e facultar-lhe, não fosse ela tão pretenciosa e arrogante, bem mais do que um 13 desmerecido.
O professor da História do Socialismo e do Movimento Operário caminhava na manifestação. A Lurdinhas continua a não ouvir o professor.
Publicada por Irene Sá à(s) 12:20 a.m. 1 comentários
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Será que o espírito de natal chegou com meses de antecedência ou o comércio quer fazer a virgem parir o menino mais cedo do que é costume para contornar a crise por via do consumo das festividades?
.... Na Amadora começaram a por luzes em feitio de flocos de neve em meados de Setembro...
... Qualquer dia, acabam de comemorar a ressureição com os ovinhos e os coelhos (um dia alguém me há-de explicar a relação dos coelhos com os ovos e a paixão de Cristo) e já andam pais natais pendurados nas janelas e meninos deitados nas palhinhas...
Publicada por Irene Sá à(s) 11:42 p.m. 0 comentários
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Véspera da abertura: os camaradas são muito piadistas...
Publicada por Irene Sá à(s) 8:39 p.m. 0 comentários
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Episódio da implantação da Festa. Tó Calvino discursa para as massas (um pouco bebido, é certo, mas muito certeiro)
Publicada por Irene Sá à(s) 8:19 p.m. 2 comentários
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Vou de férias.
Andei a martirizar-me achando que na condição de desempregada é preciso muita lata para ir de férias. Improdutiva! Não fazes nenhum e ainda queres passear! É para passares férias que ganhas o subsídio de desemprego?
Pois bem! A bem da minha saúde mental e porque o país vai mesmo pelo cano e não há perspectivas de vir a obter emprego nos próximos tempos… vou de férias.
Primeiro a Sines rumo ao Festival de Músicas do Mundo e depois a Sendim, para o Intercéltico.
Acampar, ler, desenhar, escrever os contos eróticos que me andam pela cabeça, dormir, passear e apanhar sol. É o que basta.
Quando voltar espero que tenham tomado bem conta da capital.
… E da Internet.
Publicada por Irene Sá à(s) 2:31 a.m. 3 comentários
Publicada por Irene Sá à(s) 1:29 a.m. 1 comentários
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Há cerca de ano e meio mandaram-me uma música. Apaixonei-me.
Ouvia-a vezes sem conta como uma adolescente fechada num quarto saltando ao ritmo de uma música pop ou como um velho bêbado chora o Vítor Espadinha agarrado a uma juke box.
Em Abril tive a oportunidade de os ver em Etxarri (País Basco).
Soube bem, soube a pouco de saber a tanto, como diria o outro.
A caminho de Lisboa suspirava e debatíamos sonhando que era bom virem a Lisboa. e Extraordinário se fosse na Festa do Avante!
A minha alma ficou enebriada! A banda catalã vai estar na Festa do Avante! no dia 3 de Setembro.
Para conhecer: site
Para escutar:
-- sense terra
-- la flama
-- els crits de la terra
-- no tingues por
-- del sud
Publicada por Irene Sá à(s) 12:44 p.m. 0 comentários
Etiquetas: ARTE DE TRANSFORMAR, musicando
«A poesia deve ter por
fim a verdade prática»
Aos meus amigos exigentes
Se eu vos digo que o sol na floresta
É como um ventre que se entrega num leito
Vós acreditais e aprovais os meus desejos
Se eu vos digo que o cristal dum dia de chuva
Ressoa sempre na languidez do amor
Vós acreditais e aumentais o tempo do amor
Se eu vos digo que entre os ramos do meu leito
Faz ninho um pássaro que nunca diz sim
Vós acreditais ainda mais e depois compreendeis-me
Mas se eu canto sem desvios a minha rua inteira
E o meu país inteiro como uma rua interminável
Vós não me acreditais e partis para o deserto
Porque vós marchais sem fim sem saber que os homens
Precisam de estar unidos de esperar e de lutar
Para explicar o mundo e para o transformar
Ao ritmo do meu coração levar-vos-ei
Estou sem forças vivi e vivo ainda
Mas eu me espanto de falar para vos arrebatar
Quando eu quereria libertar-vos para vos confundir
Tanto com a alga e o junco da aurora
Como com vossos irmãos que constroem a luz.
(in «Poèmes Politiques»,
Trad. de António Ramos Rosa,
«Árvore - folhas de poesia»,
Introdução e índice de Luís Adriano Carlos,
Campo das Letras, 2003)
PAUL ÉLUARD
Publicada por Irene Sá à(s) 1:33 a.m. 0 comentários
Etiquetas: ARTE DE TRANSFORMAR, poesia