quinta-feira, fevereiro 22, 2007
































Este é o meu primeiro gif animado.

segunda-feira, fevereiro 12, 2007


Amor pela Arte
clicar na imagem para ler melhor o texto

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Só nos faltava mais esta: uma taxa sobre as Lâmpadas!
O aumento da conta da electricidade em 6% era pouco...
...
Um belo dia resolvem criar um imposto sobre os detergentes, noutro um emolumento sobre a bijuteria, uma taxa sobre os copos, garfos, etc.
...
Quando é que a malta acorda e percebe que andam a gozar connosco?

segunda-feira, janeiro 22, 2007


Resumo das ideias que me passaram hoje pela cabeça:

- A mudança pode estar à distância de uma rua;

- O novo ECD entrou em vigor – a partir de segunda-feira tenho um estatuto diferente na sociedade. Eheheheh (rir para não chorar);

- Que se foda o Marques Mendes mais essa cambada de hipócritas do Não

(definição de hipocrisia no dicionário Periberam - s. f., impostura, fingimento;
manifestação de virtudes ou sentimentos que realmente se não tem.);

- Ideia parva: o Marques Mendes deve é ter medo que o confundam com um embrião;

- O sofá é o meu móvel preferido (seguido da cama e das estantes);

- A mudança pode estar à distância de uma casa;

- Será um luxo viver da arte?

- Corrigir trabalhos num domingo devia dar direito ao pagamento de horas extraordinárias;

- Que fazer com tanta força e tão pouca segurança?

- A mudança pode estar à distância de um quarto;

- Lembrei-me de que voltei a ver o meu homem mistério (desta vez a passar de calças brancas pela rua do salitre);

- ler e escrever sobre coisa nenhuma (será bom ou mau?);

- A mudança pode estar à distância de um (a)braço.


quarta-feira, janeiro 17, 2007

A campanha subliminar da SIC
ou Teoria da Conspiração?

A SIC está a transmitir uma telenovela chamada "Páginas da Vida". Entre os diversos personagens conta-se, nesta fase da transmissão, com 3 grávidas e uma obstetra que trabalha num hospital administrado pela Igreja, uma família muito católica e rica e uma mãe muito má.
Uma das grávidas é uma jovem que engravidou sem o desejar, mas que, apesar do namorado ter dito que não queria ter filhos naquela altura da vida, de estar na Holanda a realizar um curso, de não ter sustento próprio e de ter uma mãe aversa à ideia, ela resolve levar a gravidez adiante. Mais: está grávida de gémeos e um tem o síndrome de Down. Parece-me a mim um recadinho para essas egoístas abortadeiras que para aí andam.
A mãe que não queria que a filha estivesse grávida faz um papel pérfido, insensível e mesquinho. No entanto, é sobre ela que recaem os custos da decisão da filha.
A segunda grávida é também ela muito boazinha, filha da família muito rica e católica, que vive em laços de estreita amizade e sem conflitos internos, amiga da primeira grávida e muito sensibilizada com a sua situação, passa a vida (ela e a família) a cobri-la de presentes e a pagar as despesas médicas.
A terceira grávida serve, por enquanto só para encher.
Entretanto há mais uma rapariga, que faz papel de má, que abortou!
A obstetra, personagem principal (!), teve também ela uma filha que morreu ainda na infância e adoptou um rapaz. Parece também que vai adoptar o tal bebé com síndrome de Down (a mãe dos gémeos morre e a pérfida mãe não quer ficar com a criança).

Há poucos dias liguei a televisão ao fim da tarde e pimba! um programa didático sobre a gestação humana.

No Jornal da Noite abundam histórias de gente pobre que encontrou a felicidade e as repotagens sobre os tratamentos de fertilidade e procriação assistida, as notícias animadoras sobre os apoios às crianças em risco, a história da separação de gémeas na Colômbia e do Casal de Nova Orleães recuperou embriões que sobreviveram ao furacão Katrina!!!

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Num minuto

Recordações de 2006 mês a mês

Janeiro - André
Fevereiro - André e mãe no hospital
Março - André e Sintra
Abril - Tristeza e País Basco
Maio - Tristeza, frustração, SPGL, o profundo desejo da arte
Junho - "Compuquali, boa tarde...", gripe e sobrinhas
Julho - Sines e Sendim
Agosto - Festa!
Setembro - André e Esperança
Outubro - "O coelho Alberto..." e desesperança
Novembro - PCP, o regresso às aulas (a sério), burocracias e as "obras de Santa Engrácia"
Dezembro - "família, família, papai, mamãe, titia,...", regresso à realidade e "as obras de Santa Engrácia"

EI 2006: Year in Review


2006 was the year of the first Palestinian parliamentary elections in a decade, which Hamas surprised everyone by winning, followed by a humanitarian crisis caused by the first ever international sanctions against an occupied people. It was a year in which the number of Palestinians killed in Israeli military attacks tripled compared to the previous year, and the number of Israelis killed in Palestinian attacks fell by more than half. Last summer, Israel attacked Lebanon, killing more than one thousand, destroying thousands of homes, and causing nearly a million to flee from the onslaught. A year of often forgotten but unforgiving places like Beit Hanoun, Nablus, Beit Lahya, Beirut, Tyre, Jenin and Qana.

Above all, it was three-hundred-and-sixty-five days on which every one of us will look back in our own special way. Remembering the highlights and low points of our own personal 2006, while perhaps pondering for a few minutes at least to consider the troubled world and times we live in.

Through it all, The Electronic Intifada was your window into the anguish and resilience as well as the moments of joy and humor that sustained people and communities through the worst times. It provided a steady stream of informed analysis amidst a torrent of misinformation.

Em http://electronicintifada.net/

sexta-feira, dezembro 29, 2006



A vida e a dignidade

A demagogia e a hipocrisia dos defensores do Não à despenalização da IVG (Interrupção Voluntária da Gravidez) repugnam-me. É raro ouvir um adepto do Não assumir que é favor da repressão das mulheres que praticaram algum aborto… e, no entanto, é isto que está em causa.

Infelizmente esta tem sido sempre uma discussão levada para o terreno das convicções religiosas e não no das opções políticas. Uma discussão em que os partidários do Não esquecem que hoje é unanimemente reconhecido que o Direito é uma convenção normativa das pessoas e não um mandato divino.

Entenda-se a este propósito que “pessoa” é um vocábulo que vem do latim persona, que significa máscara, figura ou papel representado, querendo assim dizer que se trata de uma construção cultural. Pessoas são então os seres que colectivamente se reconhecem como tal.

Direitos, por outro lado, são regras de interacção estabelecidas entre as pessoas em prol da harmonia e da preservação da integridade de todos. São portanto estabelecidos pelas pessoas e para as pessoas. Não são inatos, nem podem ser atribuídos a não pessoas. É uma falácia falar-se em direitos dos animais, ou das pedras, ou das plantas. O que é correcto, isso sim, é a razão dos homens levar ao reconhecimento de que o equilíbrio do planeta (incluindo o económico e social) é um benefício comum e que, portanto, a actuação das pessoas deve garantir este equilíbrio.

É portanto pelo interesse comum e por afecto que se defende a vida. E quem genuinamente a defende sabe que o valor da vida é inalienável da dignidade e da integridade. Quem genuinamente a defende fá-lo por humanismo, por motivos tanto racionais como emocionais. Fá-lo por auto-preservação e empatia.

Empatia que, por definição, nunca pode ser apenas com a vida biológica, mas tão-somente com os sentimentos inerentes a essa vida. Daí que, o argumento da defesa da vida tout court não passa de uma rotunda e gigantesca hipocrisia.

Como se pode ter empatia com um embrião e ao mesmo tempo desprezar o desejo da mulher? Como se pode empreender uma cruzada pelo sucesso biológico de um óvulo fecundado e apontar a espada a adolescentes que se vêem na situação dramática de terem engravidado sem ainda estarem, elas próprias, completamente formadas? Como se pode afirmar que se defende a vida e ao mesmo tempo ignorar as condições de vida das mulheres que não têm como alimentar mais um entre muitos filhos? Como se pode tornar absoluto o valor da vida e mandar para a prisão as mulheres que com sofrimento declararam a elas próprias e com muita dor que, pelas mais variadas e dolorosas razões, não podiam ser mães? Como se pode berrar pela vida humana e alimentar rancor contra aquelas que a geram e em cujas mãos fica o destino dessa outra cuja dor é infinitamente menor?

Não se pode.

E a verdade desta resposta dá-nos a realidade e a crueza dos números.

Há pouco mais de dez anos atrás, ouvimos da boca dos que cantaram vitória, a triste vitória de se manter na clandestinidade (com todas as consequências sanitárias e psicológicas que isso acarreta), promessas infindáveis de uma luta incansável pela melhoria das condições sociais e económicas do país, declarações comoventes de compreensão e ajuda às mulheres que não reunissem condições para levar avante uma gravidez indesejada.

Hoje, encerram maternidades e escolas por todo o país, o desemprego aumentou, a legislação laboral tornou-se numa arma de escravização dos trabalhadores, o pacote laboral deu carta branca a patrões para despedirem trabalhadoras grávidas, os pais trabalham mais horas e as escolas tornaram-se em depósitos de crianças, depósitos de futura mão-de-obra barata e descartável (assim como a dos seus pais), a violência e a delinquência juvenil aumentaram, o abandono escolar aumentou também, reduziu o poder compra, diminuíram as condições de acesso aos cuidados de saúde. Tudo quanto diz respeito a garantias da qualidade de vida é visto apenas na óptica das despesas: protecção social é despesismo, gratuitidade do acesso à saúde é despesismo, educação é despesismo, igualdade no acesso à justiça é despesismo; direito à habitação é despesismo, etc. Até já se contabilizam financeiramente os gastos que os serviços públicos de saúde venham a ter para assegurar as IVG!

Em suma; a vida humana, neste país, perdeu valor.

Ter-se-ão feito, desde a “vitória” do Não, cerca de 200 mil abortos clandestinos, realizados, na maior parte dos casos, em casas particulares, sem auxílio de um médico, sem os cuidados essenciais e com consequências negativas para a saúde e extremamente dispendiosos.

E os defensores do Não? Vimo-los na linha da frente a defender a melhoria das condições de vida dos portugueses e na linha da frente contra as políticas desumanas dos governos que então se sucederam? Não.

O que vimos foi, entre outros atentados aos portugueses, Bagão Félix, defensor do Não, ser o pai do desumano código laboral, como apoio de outros fervorosos católicos defensores do Não: João Salgueiro, Jardim Gonçalves e Teixeira Duarte

É certo que alguns, como a JOC, lá vão dizendo que não estão satisfeitos. Mas e a grande batalha, essa sim, pela vida? Pela vida de todos os dias? Pela vida escolhida? Pela vida livre? Pela vida que merece ser vivida? Pela vida que ser quer para nós e para os outros? A grande batalha que se trava sem demagogia e correndo riscos?

Essa batalha quem a trava são os que agora são acusados de ser contra a vida.

Entretanto, sempre que há um julgamento de mulheres que abortaram calam-se os “paladinos” da vida e, praticamente, não se conhecem casos de denúncia. Porquê? Porque na hora da verdade, com os seus casos pessoais ou de gente próxima, sabem que a vida humana não se pode dissociar da sua dignidade.

Se realmente de tratasse de um assassinato não denunciariam?

Contudo, noutros momentos, arvoram-se em grandes soldados do embrião porque são incapazes de nutrir pelas pessoas desconhecidas o mais pequeno sinal de compreensão, não têm empatia, não têm coragem, são desumanos.

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Por Pascual Serrano, para o Rebelión.

"A revista americana Time elegeu como ''personagem do ano'' todos os usuários da Internet, ao descobrir que os votos dos leitores haviam selecionado o presidente venezuelano Hugo Chávez."

ver o artigo completo no vermelho online

domingo, dezembro 10, 2006


O blog professor comunista foi actualizado.
Para além de se encontrarem no corpo do blog os dois últimos números do Pela Educação, ainda podem consultar os pdf dos números anteriores.

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Há dias li um artigo no DN Online com o seguinte título: "Salários recebem a menor parcela do PIB de sempre". Se isto não é a prova de que os comunistas têm razão e um aviso à navegação...
A este propósito fui ver os relatórios do desenvolvimento humano e encontrei esta animação sobre a evolução até 2005 (e projecções). Pareceu-me interessante estabelecer uma comparação entre o desenvolvimento humano (ou a falta dele) e o avanço do capitalismo.
Segundo os gráficos apresentados, as assimetrias no rendimento per capita mantêm-se elevadas mas esbateram-se ligeiramente ao longo dos anos. O que é mais curioso é que o número de pessoas com rendimento abaixo de 1 dólar por dia diminuiu e, assim, as projecções apontadas são optimistas e algo contraditórias com o estudo apresentado na notícia.
Pergunto a quem entenda de macro-economia: será que a inflação não é tida em conta no PNUD? isto é; será que 1 dólar hoje vale o mesmo que há 25 anos atrás?

*Vermelhices (Comentários Políticos) XLVII*

Zyuganov, Secretário Geral do Comité Central do Partido Comunista da Federação Russa, disse, na sua intervenção no comício de encerramento do Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários, realizado no passado dia 12 de Novembro, qualquer coisa como isto: "... os capitalistas que tomaram temporariamente o poder..." (referindo-se, naturalmente, ao seu país).
Quando vi este video, associei-o a estas palavras.
Uma tão grande luta só pode ter derrotas temporárias.
... Será isto controverso?

ARTE DE TRANSFORMAR XLVI

Estranho mundo este onde quem escreve uma canção como esta se suicida pouco tempo depois...

Gracias a la vida


Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me dió dos luceros que cuando los abro
Perfecto distingo lo negro del blanco
Y en alto cielo su fondo estrellado
Y en las multitudes el hombre que yo amo
Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me ha dado el oído, que en todo su ancho
Traba noche y dia grillos y canarios
Martirios, turbinas, ladridos, chubascos
Y la voz tan tierna de mi bien amado
Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me ha dado el sonido y el abecedario
Con él las palabras que pienso y declaro
Madre, amigo, hermano y luz alumbrando
La ruta del alma del que estoy amando
Gracias a la vida,que me ha dado tanto
Me ha dado la marcha de mis pies cansados
Con ellos anduve ciudades y charcos
Playas y desiertos, montañas y llanos
Y la casa tuya, tu calle y tu patio
Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me dió el corazón que agita su marco
Cuando miro el fruto del cerebro humano
Cuando miro el bueno tan lejos del malo
Cuando miro el fondo de tus ojos claros
Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me ha dado la risa y me ha dado el llanto
Así yo distingo dicha de quebranto
Los dos materiales que forman mi canto
Y el canto de ustedes que es el mismo canto
Y el canto de todos que es mi propio canto
Gracias a la vida

terça-feira, novembro 28, 2006

ARTE DE TRANSFORMAR XLV



A CUBA


Si yo a Cuba le cantara,
le cantara una cancion
tendría que ser un son
un son revolucionario
pie con pie, mano con mano,
corazon a corazon
corazon a corazon,
pie con pie mano con mano
como se le habla a un hermano.
Si me quieres aquí estoy
qué más te puedo ofrecer
sino continuar tu ejemplo
comandante compañero
viva la revolucion
Si quieres conocer a martí y a Fidel,
si quieres conocer los caminos del che
si quieres tomar ros pero sin coca-cola
si quieres trabajar en la caña de azucar
en un barquito se va el vaiven
si quieres conocer a Marti y a fidel.

Victor Jara



Adere!

segunda-feira, novembro 27, 2006

ARTE DE TRANSFORMAR XLIV (de novo... neruda)

Poema 15

Me gustas cuando callas porque estás como ausente,
y me oyes desde lejos y mi voz no te toca.
Parece que los ojos se te hubieran volado
y parece que un beso te cerrara la boca.

Como todas las cosas están llenas de mi alma
emerges de las cosas llenas del alma mía.
Mariposa de sueño, te pareces a mi alma,
y te pareces a la palabra melancolía.

Me gustas cuando callas y estás como distante.
Y estás como quejándote, mariposa en arrullo.
Y me oyes desde lejos, y mi voz no te alcanza:
déjame que me calle con el silencio tuyo.

Déjame que te hable también con tu silencio
claro como una lámpara, simple como un anillo.
Eres como la noche, callada y constelada.
Tu silencio es de estrella, tan lejano y sencillo.

Me gustas cuando callas porque estás como ausente.
Distante y dolorosa como si hubieras muerto.
Una palabra entonces, una sonrisa bastan.
Y estoy alegre, alegre de que no sea cierto.

Pablo Neruda

Não Coisas

Saudades do que nunca vivi.

Incontidas alegrias sem razão.
Preocupações com nada.
Esperança no vazio.
Beijos para o ar.
Abraços sem corpo.
Palavras não ditas.
imagens não vistas.
E o nome que todo o dia chamo ao acordar... de quem é? de quem foi? de quem será?

Vivo um poema do Gedeão?

domingo, novembro 19, 2006

ARTE DE TRANSFORMAR XLIII

A propósito da "impossibilidade de se fazer melhor".
A propósito das justificações para a falta de audácia.
A propósito dos insultos à nossa inteligência.

Para todos aqueles que que se limitam ao medíocre e para os que nada fazem esperando perfeição.

Saúde aos que tornam o impossível uma realidade.
Que se multipliquem os que questionam, os vigilantes, os que não têm preconceitos.

TEMPOS DIFÍCEIS

A árvore explica porque é que não deu frutos.
O poeta explica porque são maus os seus versos.
O general explica porque se perdeu a guerra.

Quadros pintados sobre telas efémeras.
Relatórios de expedição confiados a quem os esquece.
Gestos bonitos, que ninguém aprecia.

Deverá o vaso com mossas servir de vaso de noite?
Deverá a tragicomédia transformar-se em farsa?
Deverá ir para a cozinha a amada já usada?

Louvados os que fogem das casas em ruínas.
Louvados sejam os que trancam a porta ao amigo em desgraça.
Louvados sejam os que esquecem o plano irrealizável.

A casa foi erguida com as pedras disponíveis.
Foi feita a revolução com os revolucionários disponíveis.
Pintado foi o quadro com as cores disponíveis.

Comeu-se do que havia.
Deu-se a quem precisava.
Falou-se com os presentes.
Trabalhou-se com a força, o saber e acoragem de que se dispunha.

O descuido não se perdoa.
Era talvez possível fazer mais...
Pedem-se desculpas.
E daí?

Bertolt Brecht

sexta-feira, novembro 10, 2006

o Webmail nu e cru

Resposta de um pai ou Como a vida em África forja o humor negro

"Querida filha,

Obrigado pelos parabéns. É realmente a 27, mas oficialmente sou mais novo 1 dia, é a 28.
(...) mas sabes, tenho andado numa correria incessante agora com
esta coisa de ser responsável de uma fábrica, que nunca tinha imaginado vir
a ser e que me dá "água, ou melhor gasosa, pela barba"*.
Pelo Huambo quase tudo na mesma, muita "opópia"/"dikelengo" (paleio) e pouco
mais. Neste pouco mais há bué de chineses, mas por enquanto ... . A rastejar
vamos ... como diz o amputado.

Também está a chover buélelé, pelo menos temos água. Já passámos da Estação
da Poeira (em que também houve buélelé desse material) para a Estação da
Lama.

Aquele abraço, extensivo a familiares e amigos."

(*) fábrica de engarrafamento de coca-cola e outros refrigerantes


Inicia no dia 25 de Novembro às 18h (e prolonga-se pelos dias 26 de Novembro
e 1, 2 e 3 de Dezembro, entre as 16 e as 20h), a apresentação dos diários gráficos
de Raquel Pedro.
Mais I Menos (MIM) é uma selecção de cerca de 350 páginas de desenhos, colagens
e outras assemblagens que Raquel Pedro realiza diariamente desde 2004.
Esta instalação resulta de uma disciplina de “fazer” uma folha por dia, um registo
autobiográfico que associa o jogo gráfico a uma escolha precisa de diferentes
materiais. É um período de tempo arquivado que se desdobra no Monte*, de
maneira mais i menos rigorosa.

Bora todos ver a exposição da Raquel!

(*) O Monte § Rua do Monte Olivete, 30A, r/c 1200-280 Lisboa
ao Príncipe Real (perpendicular à Rua da Escola Politécnica)