Piruette SEMPRE!
09/01 - 05/07 - ... e sempre.
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"Os maus temem as tuas garras, Os bons alegram-se com a tua graça. Algo assim gostaria de ouvir sobre o meu verso." B. Brecht
09/01 - 05/07 - ... e sempre.
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Publicada por Irene Sá à(s) 1:41 a.m. 0 comentários
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Do figurativo ao abstracto.
Do abstracto ao figurativo.
Análise e síntese.
Síntese e nova análise.
"Cumprimentamos o homem valente
que se lançou no abismo
a fim de ressuscitar entre os mortos
sob uma forma nova (...)
6, 5, 4, 3, 2, 1, até 0,
no outro extremo uma linha nova
0, 1, 2, 3, 4, 5, ..."
Das caras com rosto
aos rostos sem cara.
Todo o trabalho feito em condições de liberdade é criativo
dizia Marx
por isso, se formos livres nas ideias,
somos/seremos capazes de inventar e inventar e inventar...
Capazes de interpretar e interpretar e interpretar...
Capazes de criar e criar e criar...
E de construir e construir e construir...
...
Já aí vem a cavalaria vermelha
Publicada por Irene Sá à(s) 1:52 a.m. 0 comentários
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História 9
Ele chumbava o que os outros propunham. Depois dizia que punha em prática o que chumbara.
Nota: A falta de democracia não estava no votar contra as propostas dos outros, mas no dizer que punha em prática o que fora reprovado.
A tristeza, essa sim, residia na hipocrisia do discurso da unidade e da mobilização e na prática do preconceito e da divisão.
Publicada por Irene Sá à(s) 1:05 a.m. 2 comentários
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História 8
A unidade era verde. Veio um burro e comeu-a.
Publicada por Irene Sá à(s) 12:55 a.m. 0 comentários
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Publicada por Irene Sá à(s) 5:28 a.m. 8 comentários
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Pronto!
Porque non in solo pane vivit homo pedi dinheiro emprestado para rumar ao sul (pago assim que receber o salário).
Um festival que será um grande prazer para os olhos e ouvidos. A contenção do défice obriga a que não seja muito mais do que isso, eventualmente talvez para os cheiros. Mas pouco me importa. O prazer estético e a companhia dos amigos satisfazem-me em grande medida. Dormir no carro, banho de fonte, comer e beber o mínimo serão sacrifícios compensados.
Trarei fotografias para partilhar essas visões no ververmelha.
Depois entramos na recta final da mobilização para a Greve Geral. A escola está coberta de panfletos e cartazes. Par a semana reuniões de mobilização. Amanhã a AGS do SPGL.
... Oiço entretanto alguns sonzinhos para me ambientar ao clima do fim-de-semanaPublicada por Irene Sá à(s) 11:17 p.m. 0 comentários
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História 7
O refogado só levou alho - é a crise.
Em 1980 passei um mês a comer carapau - era a guerra.
Publicada por Irene Sá à(s) 2:38 a.m. 0 comentários
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História 6
Hoje a sopa estava demasiado líquida.
Falta-nos dinheiro para comprar as batatas.
Onde vamos parar?
Publicada por Irene Sá à(s) 10:50 p.m. 0 comentários
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Finalmente o calor!
Na quarta estive nas Azenhas do Mar: escutei as ondas, senti o sabor da maresia nos lábios e quase molhei os pés.
… - Mas as vertigens invertidas perante a visão das paredes rochosas que à minha volta se elevam provocam-me um misto de insegurança e sublimidade.

Na quinta andei por Lisboa: subi e desci ruas perfumadas de rio e animadas de lojas sob uma ampla e viva luz.
… - Chegada ao destino procuro explicar a um ser insensível que não tenho dinheiro para pagar a conta do telefone e até tive de fazer uns kilómetros a pé para lhe explicar o sucedido.
Na sexta a noite foi de pichagens: entre latas, trinchas, cigarros e telemóveis, iluminados pela luz municipal que resiste apesar da queda do executivo camarário, rindo e pintando as paredes dessa cidade dentro da cidade e que dizem universitária. Com preto e vermelho gritam agora, a quem passa e olha, o apelo à greve geral.
… – Concluo que a polícia pauta a sua acção segundo opiniões estéticas mais do que pelo cumprimento da lei.
Publicada por Irene Sá à(s) 2:35 p.m. 0 comentários
Etiquetas: rasgos verbais
História 5
Um pintor provocador não foi reconhecido.
Morreu na sargeta.
Hoje está nos melhores museus.
…
Mas antes lavaram-no!
Publicada por Irene Sá à(s) 12:16 a.m. 0 comentários
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É uma vergonha! A televisão pública, 33 anos depois do 25 de Abril, procura calar a voz mais consequente do panorama político português.
É uma vergonha não só porque atenta contra a liberdade de informar e o direito de ser informado mas, sobretudo, porque já deviam saber que contra a força da razão não há mordaça que resista.
Os tempos modernos não começam de uma vez por todas.
Meu avô já vivia numa época nova.
Meu neto talvez ainda viva na antiga.
A carne nova come-se com velhos garfos.
Época nova não a fizeram os automóveis
Nem os tanques
Nem os aviões sobre os telhados
Nem os bombardeiros.
As novas antenas continuaram a difundir as velhas asneiras.
A sabedoria continuou a passar de boca em boca.
Bertolt Brecht
Publicada por Irene Sá à(s) 1:58 p.m. 5 comentários
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A melhor explicação sobre o significado de greve:
“Eu vou te contar: no princípio, em Cuba, estávamos sem defesa e sem resistência; este julgava-se branco, aquele era negro e havia bastantes desentendimentos entre nós: estávamos espalhados como areia e os patrões andavam sobre essa areia. Mas logo que reconhecemos que éramos todos iguais, logo que nos juntámos para la huelga…
- O que é que é essa palavra: la huelga?
- Vocês dizem antes a greve.
- Eu também não sei o que isso quer dizer.
Manuel mostrou-lhe a sua mão aberta:
- Olha para este dedo como é magro, e este aqui muito fraco, e este outro não tem melhor aparência, e este infeliz, também não é muito forte, e este último sozinho e entregue a si próprio.
Ele cerrou o punho:
- E agora, será suficientemente forte, suficientemente maciço, suficientemente unido? Diremos que sim, não é verdade? Pois bem a greve, é isto: um NÃO de mil vozes que fazem apenas uma e que se abate sobre a mesa do patrão com o peso de um rochedo.
Não, digo-te: não, e é não. Nada de trabalho, nada de zafra, nem uma erva cortada se tu não nos pagas o preço justo da coragem e da dor dos nossos braços.
E o patrão, o que é que ele pode fazer, o patrão? Chamar a polícia. É isso. Porque esses dois são cúmplices como a pele e a camisa. E carreguem sobre estes rufias. Não somos rufias, somos trabalhadores, proletários, é assim que se diz, e ficamos em filas teimosos debaixo da tempestade; há quem tombe, mas o resto aguenta-se, apesar da fome, da polícia, da prisão, e entretanto a cana espera e apodrece no pé, a Central espera com os dentes dos seus moinhos desocupados, o patrão espera com os seus cálculos e tudo o que ele tinha descontado para encher os seus bolsos e finalmente, ele é obrigado a negociar: então o quê, diz ele, não podemos conversar?
Certo, podemos conversar. Ganhámos a batalha. E porquê? Porque estamos soldados numa única linha como os ombros das montanhas e quando a vontade do homem se torna grande e dura como as montanhas não há força na terra ou no inferno para a abanar e destruir.”
Tradução livre de “Gouverneurs de lá rosée’ Jacques Roumain. Les éditeurs français réunis, 1946
Existe também uma edição portuguesa sob o título “Os governadores do orvalho”, publicada pela Caminho, na colecção “Uma terra sem amos”, em 1979, cuja tradução é de José Saramago.
Publicada por Irene Sá à(s) 11:17 p.m. 0 comentários
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Faltam 4 meses para o maior evento político-cultural do país.
Na Atalaia os trabalhos já começaram.
Compra já a tua EP!
Publicada por Irene Sá à(s) 10:34 p.m. 2 comentários
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História 4
As canetas revoltaram-se contra o uso indevido dos seus recursos:
Gastar tinta para dizer disparates.
Publicada por Irene Sá à(s) 12:04 a.m. 0 comentários
Etiquetas: Breves histórias, rasgos verbais

No dia 1º de Maio os trabalhadores festejaram.
Assim legendei esta mágnifica obra de arte realizada na minha 2ª classe, em 1982.
25 anos depois continuo ainda a pensar no 1º de Maio como a grande festa dos trabalhadores, com mais ou menos chuva (agora mais), com mais ou menos gente (agora mais), com mais ou menos razões de luta (agora mais).
Publicada por Irene Sá à(s) 9:51 p.m. 0 comentários
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Já se encontra disponível no professorcomunista o
Publicada por Irene Sá à(s) 3:22 a.m. 0 comentários
Etiquetas: esclarecimentos bloguísticos
História 3
Sócrates era um menino com o sonho da engenharia.
Como não estudava, decidiu ser ministro.
Publicada por Irene Sá à(s) 3:11 a.m. 2 comentários
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Hoje comemorei um Abril que está para vir. Um Abril, ou um Maio, ou um Junho, ou um Março, que vai chegar e tomar este do 25 como um sonho que se cumpre, vai tomar este do 25 como o momento em que olhámos para a luz que nos entrava pela caverna e desejámos a liberdade. Um Abril, um Maio, um Junho ou um Março em que deixaremos, para sempre, a caverna
Esqueçamos por agora o idealismo platónico (que pretendia tomar a ideia como princípio do conhecimento) e detenhamo-nos apenas na metáfora.
ALEGORIA DA CAVERNA (in A REPÚBLICA, início do Livro VII)- PLATÃO
Publicada por Irene Sá à(s) 11:55 p.m. 1 comentários
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Desta vez o título é pequeno.
História 2
O governo reuniu, almoçou, reuniu, dormiu, comeu, visitou, reflectiu, decidiu, avisou, reuniu, ignorou, publicou.
Depois caiu.
Publicada por Irene Sá à(s) 4:44 p.m. 4 comentários
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