quarta-feira, janeiro 20, 2010

Exercícios deprimentes (segunda parte)

Ainda sobre a raiva... Eis o desenho mais assustador que fiz na vida.

segunda-feira, janeiro 18, 2010

Exercícios deprimentes

Este era o texto que tinha de ilustrar:

Amo a Eustace a pesar de que me lleva cuarenta años, es totalmente mudo y no tiene ningún diente. Me da igual que Eustace esté completamente calvo- excepto los pelos esos que se le ven entre los dedos de los pies-, que cuando ande se le note la joroba y a veces se caiga en medio de la acera. Si cree que tiene que emitir uno de esos cortos sonidos agudos suyos como silbando, o si se le da por mordisquear con su boca sin dientes en el sofá o irse a dormir al jardín, yo lo acepto todo como cosas bastante normales. Porque le amo. A Eustace le amo porque es el único hombre del mundo al que no le importa que yo tenga tres piernas.

“Eustace”. Tanith Lee.

Depois de muito magicar sobre o assunto, cheguei à conclusão que o Eustace e a/o Três Pernas eram um só.

Quis fazer uma ilustração em que se conseguisse ver os dois personagens distintamente mas que ao mesmo tempo nos pudéssemos aperceber que era um só. A coisa não ficou muito conseguida. Saiu-me isto:



domingo, janeiro 17, 2010

Da vinculação à raiva

Foi um daqueles dias em que todas as emoções nos invadem. Maioritariamente as piores. Um dia como os do velho dito: “há dias de manhã em que um tipo à tarde não devia sair à noite”.

Comecei o dia cheia de expectativas – desde que cheguei a Barcelona que quero aprender catalão. Mas as magras economias não me dão para pagar um curso. Vi no site da UAB (Universidade Autónoma de Barcelona) que há cursos gratuitos para os alunos. A minha escola, Eina, apesar de privada, está vinculada à UAB. Tudo e todos indicavam que como aluna teria os mesmos direitos que os restantes alunos da universidade. Lá fui eu, toda lampeira, até à dita cuja universidade.
Bem, não tão lampeira quanto isso… que não paguei o bilhete do comboio e ia borradinha de medo.

Chego à universidade e procuro o acolhimento a estudantes estrangeiros. Sou depois encaminhada ao serviço de línguas. Dizem-me que tenho de passar duas faculdades e tal e coisa. Lá me vi eu a andar num lamaçal e a fazer gincanas. Chego ao sítio e subo as escadas. Dão-me a notícia: “Eina no es UAB. Tines que pagar 527 euros. Los cursos gratuitos son para los estudiantes de la UAB”. “Hijos de puta!” e o resto saiu-me para dentro e em português: “vão mas é roubar p’á estrada!”. Ainda consegui perguntar: “Entonces… que es la vinculación de Eina a UAB?”, “Los estudiantes de Eina no tenien los mismos derechos?”. “Pues, no lo sé. Esto es lo que me han dicho, lo siento”. “Lo siento?…, lo siento?…, e se fosses mas é p’ó c...!”

A raiva tomou conta de mim e em menos que nada instalou-se-me uma dor de cabeça.
Voltei frustrada e comprei a merda do bilhete (mas só comprei uma zona). Cheguei à Praça Catalunha (o centro do universo) e almocei mesmo ali na estação. Saquei do farnel e com pena de mim própria engoli umas sandochas.

A coisa melhorou quando cheguei à escola. Lá me inteirei do funcionamento da sala dos computadores e da biblioteca. Ah! A biblioteca! Lembra-me um livrinho do Umberto Eco, chamado precisamente A Biblioteca. Uma torre de estantes e escadas laterais que nos levam a pequenos passadiços. Que nos permitem ver os livros à medida que subimos a torre. Numa das faces há pequenas janelas em cada “piso”. No último, quase inalcançável, onde estão os livros sobre ilustração e onde quase ninguém vai, sinto-me uma Rapunzel com vista para Barcelona.

Perco a hora e chego uns minutinhos atrasados à aula de escrita criativa. O professor pede que se descreva, primeiro o percurso até chegar ali. O ponto de partido fica ao critério de cada um. Eu começo com o dia a começar. Depois pede-nos que escrevamos o mesmo percurso mas só relatando as emoções. Diz-nos para escolher a emoção mais significativa e que a descrevamos na primeira pessoa. Escolhi obviamente a raiva.

E saiu-me este texto:

Sou vermelha e chego de repente.
Incendeio as pessoas por dentro e debaixo para cima. Reteso-lhes a garganta e faço-as ter consciência dos dentes. Obrigo-as a cerrá-los num desejo de morder até rasgar, até esmagar. Inflamo os olhos e transformo as mãos mais delicadas em garras poderosas.
Alojo-me na cabeça e transformo-me num vazio de fogo.
Aqueles que tomo, faço-os desligarem de si mesmos. Afasto-os da razão ou faço-os tomar consciência de que são impotentes, ou convenço-os que no imediato são impotentes.

O que é curioso, acho eu, é que a sensação negativa que a universidade me provocou serviu depois para fazer um trabalho para ela.

Biblioteca da Eina

Sobre a Tortura



Para quem ainda tenha dúvidas em assinar o abaixo-assinado da ASEH sobre a não extradição dos cidadãos bascos e para quem ainda tenha dúvidas sobre a ilegitimidade, desumanidade e inconsequência da tortura, recomendo vivamente que vejam este video - resume de um debate realizado na ETB2 (TV basca), no início de 2008 (a propósito da hospitalização de Igor Portu depois de ter sido torturado).
Chamo à atenção para as declarações de Martxelo Otamendi, director do jornal Egunkaria, que foi torturado depois do encerramento do jornal, acusado de fazer parte do aparelho propagandístico da ETA.

sexta-feira, janeiro 15, 2010

Relatos de Barcelona (resumidos e publicados no facebook)

1) Barcelona virou uma cidade fantasma. Tem 25 mil habitantes, só há polícias, taxistas e estrangeiros na rua.

2) Estou a viver com um ranhoso piroso. É reaccionário.

3) Encontrámos uma caixa que diz "Roba Amiga". Assustámo-nos.

4) Há escadas rolantes em várias ruas deste bairro. Há falta de passadeiras rolantes no aeroporto.

5) Os habitantes de Barcelona multiplicaram-se hoje;

6) Foi preciso aqui chegar para a temperatura descer;

7) Andamos a fazer coisas estranhas - comprámos vinho clandestinamente, roubámos papel higiénico e fomos ao lixo;

8) Ah! Fomos ao PCC - curiosamente, ao que chamamos Mundo do Trabalho eles dizem Actividade Humana;

9) Os habitantes de Barcelona concentram-se em certas zonas para pareceram mais;

10) Gritei com uma pseudo-pedinte que me queria roubar;

11) Gritei com um exibicionista que resolveu masturbar-se à nossa frente;

12) "Conheci" um chefe dos mossos d'esquadra (bófia);

13) Passámos pela Praça Karl Marx e pelos Jardins Rosa Luxemburgo na viagem de autocarro mais surrealista que fiz na vida.

14) Há uma certa dificuldade em afixarem preços nos supermercados;

15) Recebi uma chamada da RTP a querer saber o que se passava com os bascos à saída de um museu;

16) A ASAE, custa-nos admitir, faz uma certa falta...;

17) Para o André não dizer que só falo mal - Barcelona é fantástica!

18) É muito difícil comprar uma almofada em Barcelona;

19) Descobri que vivo na Brandoa de Barcelona (quando tiver pilhas na máquina coloco aqui fotos);

20) Descobri que os barceloneses adoram deixar cadeiras na rua (qualquer dia tenho o quarto cheio de cadeiras apanhadas no lixo - trouxe uma delas desde a P. Catalunya até à Brandoa cá do sítio).

21) Hoje vi uma mulher a mijar descaradamente na Praça Catalunha;

22) Descobri que aqui há burocracias ainda mais estranhas que em Portugal (para comprar um livro tive de ir a um banco fazer um depósito e voltar ao sítio com o comprovativo para o levantar);

23) Para não dizerem que só falo mal -... Há montanhas de cursos gratuitos de catalão para estrangeiros;

24) Lá estive numa manifestação de solidariedade com a Palestina (aqui fazem-se mais tarde, durante menos tempo, com mais gente desatenta, menos palavras de ordem e mais pessoas - poucas mais).

terça-feira, janeiro 12, 2010

They can´t stop the sunshine



De volta!

terça-feira, setembro 16, 2008

ILEGALIZARAM A ANV!

TEXTO PUBLICADO NO BLOG DA ASEH:

Em tempo recorde, o Supremo Tribunal espanhol ilegalizou a Acção Nacionalista Basca, partido que nos últimos anos assumiu as bandeiras da esquerda independentista e que existia desde 1930. Este partido participou nas célebres eleições de 16 de Fevereiro de 1936 que dariam a vitória à Frente Popular, que incluía a ANV. Durante a guerra civil, este partido organizou batalhões de combatentes antifascistas. Depois, mergulhou durante décadas na clandestinidade. Quando Franco morreu, a ANV regressou à acção política com uma viragem mais à esquerda integrando, em 1978, o Herri Batasuna. Depois da ilegalização deste último, a ANV apresentou-se como representante da esquerda independentista nas eleições municipais. Das 97 localidades em que se pode candidatar, conquistou 31 e conseguiu representação noutras 62. Durante estes últimos anos, por assumir a vanguarda eleitoral da esquerda independentista, foi perseguida e demonizada. Suspenderam-lhe a actividade e depois, através de moções de censura, tentaram dissolver os executivos municipais que detinha. Depois do franquismo, a Acção Nacionalista Basca vê-se perseguida pelo fascismo espanhol.

Como já explicámos aqui, várias vezes, a Associação de Solidariedade com Euskal Herria considera que as ilegalizações de partidos e organizações da esquerda independentista basca não só configuram uma forma de criminalização fascista como também não resolvem a raiz do problema do conflito. Só a autodeterminação do povo basco, o direito a decidir o seu próprio futuro, pode abrir caminho à paz. O caminho não pode ser, portanto, o caminho da criminalização dos direitos cívicos e políticos do povo basco. Esse é o caminho da guerra.

Viva a Acção Nacionalista Basca!
Viva o País Basco livre e socialista!
Borroka da bide bakarra! A luta é o caminho!

Campanha de ajuda humanitária ao povo de Cuba




As Caraíbas, o México o sul dos EUA foram nas últimas semanas
afectados por vários fenómenos naturais extremos que causaram centenas
de vítimas mortais e avultados prejuízos materiais ainda difíceis de
contabilizar.

Em Cuba, afectada no espaço de uma semana e meia por dois furacões e
uma tempestade tropical, e onde o furacão Ike assumiu proporções de
grande gravidade, apenas a notável eficiência dos planos de emergência
cubanos para este tipo de situações evitou que os violentos fenómenos
naturais causassem um drama humano de grandes proporções, existindo
contudo 7 vítimas mortais a lamentar.

Mas a destruição provocada é enorme e sem precedentes: Estima-se que
350.000 casas tenham sido afectadas, 30.000 das quais com capacidade
de reconstrução bastante limitada. Em algumas províncias esses números
significam 80% do total das habitações. Importantes infra-estruturas,
como estradas, rede eléctrica e armazéns de reservas estratégicas,
foram severamente lesadas. Uma primeira estimativa dos prejuízos
causados em Cuba pelos furacões aponta para cerca de 150 milhões de
dólares de prejuízos. Particularmente afectadas pela devastação foram
as culturas agrícolas, o que já obrigou o governo cubano a recorrer a
todas as reservas alimentares para atenuar os efeitos imediatos da
escassez de alimentos.

Cuba é sempre o primeiro país a disponibilizar e a prestar auxílio –
alimentar, médico e técnico - a todos os povos e países vítimas de
catástrofes naturais ou de outras calamidades. Foi o primeiro a
oferecer ajuda aos EUA aquando das terríveis inundações provocadas
pelo Katrina, apenas para referir um exemplo recente e da mesma
natureza. Contudo, mesmo sendo vítima de uma catástrofe natural destas
dimensões, Cuba permanece sujeita ao criminoso bloqueio económico
imposto pelos EUA – o mais longo da história da humanidade.

À semelhança de muitos outros países e organizações por todo o mundo é
tempo de os portugueses furarem o criminoso bloqueio a Cuba e se
mobilizarem para enviar para o País que está sempre na primeira linha
da solidariedade internacional a amizade, o apoio e a ajuda que o povo
de Cuba agora necessita. Cuba está sempre por todos, é altura de todos
estarmos por Cuba.

Assim, por iniciativa da Associação de Amizade Portugal-Cuba, a que se
associam muitas outras organizações sindicais, do movimento da paz, de
variados movimentos sociais e políticos, lança-se em Portugal uma
Campanha de Solidariedade com Cuba "Cuba por Todos, Todos por Cuba",
com o objectivo de fazer chegar ao povo cubano géneros alimentares de
primeira necessidade (conservas, leite em pó, farinhas, massas e
arroz, feijão) e recolher fundos para apoiar a reconstrução em Cuba.

Ao lançar esta campanha a Associação de Amizade Portugal-Cuba e as
organizações subscritoras deste apelo apelam à participação de todas
as organizações, entidades, públicas e privadas e cidadãos, nesta
campanha para apoiar a reconstrução em Cuba.

Brevemente serão disponibilizadas informações sobre outros pontos de
recolha dos alimentos para Cuba e o número da conta bancária para
recepção de toda a solidariedade com que cada um possa contribuir.

Outras iniciativas de solidariedade com o mesmo objectivo serão em
devido tempo comunicadas a todos aqueles que se queiram associar a
esta campanha. Todas as informações podem ser obtidas junto do
Secretariado Permanente da Campanha "Cuba por todos, todos por Cuba"
que funcionará na Casa da Paz, em Lisboa.

As organizações subscritoras:

Associação de Amizade Portugal-Cuba

CGTP/IN

Conselho Português para a Paz e Cooperação

Juventude Comunista Portuguesa

Movimento Democrático das Mulheres

Voz do Operário



CONTACTOS:

Secretariado permanente da Campanha

Casa da Paz

Rua Rodrigo da Fonseca, 56 – 2º – Lisboa (perto do Marquês de Pombal)

Contactos

Telefones: 213 863 375 / 213 863 575

Fax: 213 863 221

Telemóveis: 962 022 207, 962 022 208, 966 342 254, 914 501 963



E-mail: todosporcuba@gmail.com



Centros de Recolha:



Armazém Central de Recolha

Alameda D. Afonso Henriques nº 42 (junto à Fonte Luminosa)

Lisboa

(entrada de viaturas pela Rua do Garrido, lote 748, Lisboa)





Associação de Amizade Portugal-Cuba

Rua Rodrigo da Fonseca 107-r/c-Esq, Lisboa

1070-239 LISBOA

Telefone: 21 385 73 05



Conselho Português para a Paz e Cooperação

Rua Rodrigo da Fonseca, 56 – 2º

1250-193 Lisboa

Telefone: 21 386 33 75 / 21 386 35 75





A Voz do Operário

Rua Voz do Operário, 13

1100-620 LISBOA

Telefone: 21 886 21 55



Movimento Democrático das Mulheres

Avenida Almirante Reis 90,7º-A

1169-161 LISBOA

Telefone: 218 160 980



Junta de Freguesia de São Vicente de Fora

Campo Stª Clara 60

1100-471 LISBOA

Telefone: 21 885 42 60



Juventude Comunista Portuguesa

Av. António Serpa nº 26 – 2º esq

1050-027 Lisboa

Telefone: 21 793 09 73

segunda-feira, julho 21, 2008

tempo de redefinição


Todos os anos, por esta altura, instala-se a crise bloguística. Este, no entanto, tem sido um ano inteiro de crise bloguística. Por isso, e para não deitar por terra os megabytes que já por aqui deixei, prometo que nos próximos dias, entre os banhos de praia e os concertos, vou pensar em detalhe sobre o que fazer com este espaço. E, para satisfazer os meus 6 neurónios anarquistas, vou deixar as velas deste moinho, que têm andado ao sabor do vento, paradas ou girando ocasionalmente, soltas por mais alguns dia e do caos, espero, nascerá a ordem.
Agora VENHA A MÚSICA!

segunda-feira, julho 07, 2008

domingo, junho 29, 2008

Todos ao beberete!

quarta-feira, junho 18, 2008

A FESTA É...



A FESTA É
SONHO
IDEIAS
IDEAL
PRAZER
SOLIDARIEDADE
MILITÂNCIA
LEVANTAR CONSTRUIR
CRESCER
TINTA
MADEIRA
PANO
FERRO
ARTE
OPERÁRIOS ARTISTAS
ARTISTAS OPERÁRIOS
ALEGRIA
AMOR
ESPERANÇA

É NOSSA
É LIBERDADE
E UM PORTUGAL MELHOR

A FESTA ÉS TU

domingo, junho 01, 2008

A evolução do roubo


Quando iniciaram a privatização da galp diziam que esse era o modo dos portugueses se apossarem da empresa. Diziam que assim é que seria verdadeiramente pública porque as pessoas podiam comprar acções e obter desse modo um bocadinho da empresa.
Os 7 membros da comissão executiva da GalpEnergia recebem individualmente e por dia 1314 euros, o que lhes dá para comprar 81 das suas acções ou 995 litros de gasolina.
Acredito que se todos tivéssemos esses rendimentos e pudéssemos comprar acções da galp a empresa seria pública.
Mas a verdade é que à conta destes senhores receberem tanto é que nós recebemos tão pouco.
A verdade é que o joguinho da bolsa é a materialização mais eficaz da expressão "brincar com a vida dos outros".
E se cada português fosse executivo da galp por um dia? Em menos de 4 anos todos teriam a sua quota da empresa - as suas 81 acções...
Nãaaaaa... ainda assim o povo português ficaria apenas com menos de 10% da galp.
Caraças! é precisa muita alienação para se ter deixado passar a negociata da privatização.
Melhor seria então juntarmos o dinheirinho todo (13140000000 euros) para mandarmos todo o governo e a administração da galp para o espaço, pagar o combustível e ainda nos sobrava uma boa maquia. Que tal?

segunda-feira, maio 26, 2008

domingo, maio 25, 2008

As fuínhas, a solidariedade, Cuba e China

O número de vítimas mortais do sismo que afectou a China na semana passada cifra-se já em 55 239. Contam-se também 281 066 feridos e 24 949 pessoas estão ainda desaparecidas.

Ontem, ou anteontem (não me recordo bem), fazendo a minha habitual mudança de postos de rádio enquanto conduzo (este país está a precisar de umas boas rádios pirata) tropecei num em que se debatia a China. A jornalista perguntava, a uma sumidade qualquer, se o governo chinês não teria aproveitado a catástrofe que se abateu sobre o país para desviar as atenções que estavam voltadas para a questão do Tibete e dos direitos humanos e acrescentava outra pergunta - se a aceitação da ajuda internacional não traria também consigo a tentativa de mostrar que afinal os governantes chineses até colocavam as vidas à frente dos interesses políticos. Quando o "comentador" se preparava para responder, e começava a frase com um "Sim..." mudei de posto, creio que para uma dessas missas em que pastores brasileiros falam do céu como quem vende lençóis na feira.
Ainda pensei em voltar atrás e verificar se aquele programa de rádio permitia comentários dos ouvintes. Desejei perguntar àquela jornalista se tinha no lugar do cérebro dejectos de porco e recordar àquela gente que foi o "nosso" ministro da Economia que nos quis vender aos chineses como uma mercadoria barata e não o contrário. Mas enfim, a minha viagem estava a chegar ao fim e não valia a pena, naquele momento, prejudicar a condução por causa de mais uma barbaridade dita em directo para milhares de pessoas.

Enquanto por aqui há gente que se comporta como fuínhas, chega a notícia de Cuba:

Uma equipa de médicos chegou na sexta feira à província de Sichuan, para ajudar nas operações de resgate e socorros.
A equipa é constituída por 35 membros, cirurgiões e ortopedistas, e levou consigo 3,5 toneladas de medicamentos.

Solidariedade Internacional e Educação

Sob o risco de tornar este espaço num assinalar de datas e numa agenda de lutas, aqui ficam duas iniciativas:

Os 60 anos de Nakba


O Encontro Nacional do PCP sobre questões de Educação

segunda-feira, maio 19, 2008

Ó Alentejo esquecido ainda um dia hás-de cantar!


Foi a 19 de Maio de 1954, fazem hoje 54 anos, que Catarina Eufémia foi assassinada em terras de Baleizão pelas forças do regime fascista, com um filho pela mão e outro na barriga (este morreu com ela).

Lutava por pão e trabalho e, rapidamente, tornou-se um símbolo da resistência do proletariado rural alentejano à repressão e à exploração do salazarismo e, ao mesmo tempo, um símbolo do combate pela liberdade e da emancipação da mulher portuguesa.

Nos tempos que correm, o exemplo de Catarina Eufémia continua a inspirar homens e mulheres que lutam, ainda, pelo fim da exploração, por uma sociedade mais justa e fraterna.



quarta-feira, maio 14, 2008

A LUTA CONTINUA

terça-feira, maio 13, 2008

O falso

História 15

Estava convicto que tinha de ser feliz.
Sorria por militância.
Aconteceu-lhe uma desgraça. Sorriu.
Chamaram-lhe falso.

segunda-feira, maio 12, 2008

"Onde há capitalismo não pode haver igualdade entre homens e mulheres"



Mulheres em resistência ontem e hoje.
Apresentação video realizada para o Encontro Nacional do PCP sobre os direitos das Mulheres.