sexta-feira, junho 15, 2007

Fim das aulas


Animação da Filipa, 7º4ª (clicar na imagem para ver a animação)

Horas e horas seguidas frente ao computador para ultimar as últimas avaliações e trabalhos de animação dos meus pupilos. Estou quase pronta a deixar os alunos (todos: os simpáticos, os antipáticos, os distraídos, os refilões, os convencidos, os indisciplinados, os atentos, os divertidos e os tristes). As aulas do ensino regular acabam amanhã. As do recorrente daqui a algumas semanas. Vêm aí reuniões intermináveis e vigilâncias de exame. Seguir-se-ão as arrumações e o inventário. Inscrições e formação de turmas. Sei lá o que me vão impingir mais! Só sei que depois disto vem o terrível desemprego.

quarta-feira, junho 13, 2007

ÁLVARO, SEMPRE!

"(...)
Pero,

portugués de la calle,
entre nosotros,
nadie nos escucha,
sabes
dónde
está Álvaro Cunhal?
(...)"

Pablo Neruda

(clicar para ler todo o poema)



Video publicado pela SIP/DORL, realizado a 24 de Maio de 1995, no bar do Centro de Trabalho do PCP em Vila Franca de Xira, com Álvaro Cunhal

terça-feira, junho 12, 2007

artistas de todo país, uni-vos!



Uma jantarada à moda antiga para dar novas esperanças também a pintores, escultores e designers

O fim do cessar-fogo da ETA IV

História 13

Txikita, mulher de Vasco, achava o marido violento mas concordava que Pepe era um usurpador.

sexta-feira, junho 08, 2007

O fim do cessar-fogo da ETA III

História 12

Mas Pepe continuou a ocupar a casa de Vasco apesar de ter a sua.

O fim do cessar-fogo da ETA II

História 11

Pepe (o vizinho) disse ao bairro inteiro que Vasco era um terrorista.

O fim do cessar-fogo da ETA I

História 10

Vasco um dia chateou-se e foi às trombas do vizinho que lhe andava a ocupar a casa.

quarta-feira, junho 06, 2007

à D. SPGL

SPGL e SPN marcaram greve dos professores de técnicas especiais para amanhã, 4ª feira

Depois do circo que foi a mobilização tardia para a Greve Geral por parte do SPGL, depois de o mesmo, logo no dia a seguir à mesma, se ter remetido para o mais absoluto silêncio sobre ela, depois de ter convocado (ou tornado pública a convocatória) para uma AGD descentralizada (dando cumprimento à proposta que a AGS chumbou - com os votos contra e abstenções de quase todos os membros da direcção sindical) que entre outros pontos pretendia fazer o balanço da greve, resolvem marcar esta greve dos professores de técnicas especiais.
Ao que consta, nem os próprios professores parecem ser favoráveis à mesma, pelo menos no que respeita à sua data.
Colocam-se as seguintes questões:
Não teria sido mais lógico e mobilizador marcar acções de luta dos professores de técnicas especiais para antes da Greve Geral e unir as suas reivindicações específicas às mais gerais dos restantes professores e trabalhadores? Que espécie de concepção táctica é esta que marca acções particulares (e falamos de uma greve!) para uma semana depois da acção mais geral?
Não estavam nos objectivos da Greve Geral reflectidos os problemas dos professores de técnicas especiais (que com a alteração do ECD passarão, maioritariamente, para uma situação altamente precária)?
Se era absolutamente necessário fazer uma acção para chamar a a atenção para o problema destes professores não teria mais impacto (quer pela adesão - muitos fizeram já a greve de dia 30 - , quer pela visibilidade), nesta altura do ano, marcar outro tipo de acção?
É que ainda por cima, parte significativa destes professores, tomou conhecimento da marcação desta greve só depois da Greve Geral (o pré-aviso data de 30 de Maio).

DENÚNCIA E PROTESTO


Embaixada de Israel impõe posto de controlo (check-point) em Lisboa

"Hoje, dia 5 de Junho de 2007, uma delegação de representantes de 55 Organizações Não Governamentais Portuguesas viu recusado um encontro previamente aceite pela Embaixada de Israel. O encontro destinava-se a entregar uma Carta-Apelo contra a ocupação, por Israel, dos territórios palestinos, por ocasião da data em se completam 40 anos do início da Guerra dos Seis Dias.

O encontro com uma delegação de duas personalidades representando as 55 ONG's – a quem a Embaixada solicitou previamente os números e data de emissão dos bilhetes de identidade, e que seria recebida pelo Primeiro Conselheiro da Embaixada – não se chegou a efectuar.

Alegando que "a presença de mais de 5 pessoas" na rua da Embaixada constituía uma "manifestação provocatória", a Embaixada utilizou como pretexto para recusar o encontro, o facto de haver uma dezena de representantes das 55 ONG's no passeio fronteiro à Embaixada (mesmo que sem qualquer pano ou palavra de ordem acompanhar).

Para além de se recusar a receber os dois representantes das ONG's Portuguesas, a Embaixada de Israel – provavelmente deturpando a realidade da situação e alegando perigos inexistentes – levou a PSP a mobilizar dispositivos policiais consideráveis (três carros-patrulha e uma carrinha do Corpo de Intervenção) e totalmente desproporcionados, dada a inexistência de qualquer alteração da ordem pública, ou sequer de uma manifestação que nunca chegou a estar prevista.

A Embaixada de Israel procura assim impor a "lei" de Israel nas ruas portuguesas.

Tal como em numerosas outras ocasiões recentes, a PSP pediu a identificação dos dois representantes das ONG's que tinham o encontro marcado na Embaixada, numa acção que confirma as tendências incriminatórias e repressivas crescentes que o Governo e o seu Ministério da Administração Interna têm vindo a generalizar.

Não é Governo de Israel que dita as leis em Portugal.

Portugal é um país soberano e não é admissível que as liberdades democráticas aqui sejam questionadas, por quem quer que seja.

O movimento de solidariedade com a luta do povo palestino prosseguirá no nosso país, não se deixando intimidar por semelhantes atitudes."

segunda-feira, junho 04, 2007

PALESTINA (a distância entre o sonho e a realidade)

"Completam-se agora 40 anos desde a “guerra dos seis dias” levada a cabo por Israel contra o Egipto, a Síria e a Jordânia, entre 5 e 11 de Junho de 1967. Dela resultou, então, a ocupação do Sinai, restituído ao Egipto em 1982, e, até hoje, dos Montes sírios do Golan e dos territórios palestinianos da Cisjordânia, Gaza e Jerusalém Oriental. Desde aí, o Estado de Israel – que já se tinha estabelecido em 1948 em 78% da Palestina, excedendo em um terço o Plano de Partilha da ONU - com a ocupação e colonização dos 22% restantes do território, tem-se recusado a reconhecer e tem impedido pela força o direito à existência do Estado palestiniano"

do apelo do Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente





RESISTE

Torturando-me colocaram um papel

E uma caneta à minha frente

E da minha mão arrancaram brutalmente

a chave da minha casa.

Insultaram-me

mas o papel disse:

Resiste…. Resiste…

Queriam desgraçar-me

mas a caneta disse:

Resiste… Resiste…

E a chave da minha casa disse:

Em nome de todas as pedras

Da tua pequena casa

Resiste… Resiste…

Em nome da chuva

caindo da cela de torturas

grita: Resiste… Resiste…


Muen Beseisso

(Poemas para uma pátria ocupada)


mais poemas para uma pátria ocupada: Geração dos Acampamentos e Não partiremos

domingo, junho 03, 2007

Mais um espasmo artístico!

Há muito tempo que não fazia uma destas

A minha vizinha camarada Marta, na sua nova posição favorita, num campo de morangos com pin&pons operários de várias cores a voar e com uma flor de lótus no cabelo.

...
o blog continua a florir

sábado, junho 02, 2007

Finalmente o bom tempo!

O MEU BLOG ESTÁ A FLORIR!

Para ver o efeito
CLICAR AQUI

sexta-feira, junho 01, 2007

O sentir da Greve Geral

A dada altura, na Sotancro, tive necessidade de partilhar com os restantes camaradas o que me ia na alma. Acho que não me levaram muito a sério, provavelmente acharam que era do cansaço. Disse-lhes que me sentia emocionada, que naqueles momentos em que vivíamos verdadeiramente a luta de classes, crua, desmascarada, a pulsar e a doer, é que conhecíamos plenamente o sentido da palavra camarada. Disse-lhes que quando me achava assim, acompanhada nos mesmos objectivos, na mesma acção, enfrentando os mesmos obstáculos e dificuldades, considerava-me inabalável, indestrutível. Enfim, disse isto, não exactamente com estas palavras, mas foi isto. Não me ligaram muito. Ainda bem, sabe-se lá no que ia dar este rasgo poético: numa cantoria, numa choradeira, num rol de declarações político-sentimentais, sei lá…

Horas antes, na Vimeca senti uma outra coisa, vergonha, pena, raiva. Os capatazes da empresa, cães de fila, vieram à porta coagir os motoristas, contrariando assim a acção dos piquetes. Saiu um primeiro autocarro, antes de tempo, e que me apanhou de surpresa. Quase me atropelou. Quando vinha a sair o segundo já com um terceiro e um quarto atrás, pusemo-nos em frente ao veículo, que parou. Um camarada dirigiu-se ao motorista e pediu-lhe que abrisse a janela. Falou com ele, tentou fazê-lo ver que era necessário parar, que era importante parar, explicou-lhe as razões da greve, mostrou-lhe que a única saída para o que o país está a viver era a luta e que nesta luta cada um tem de a tomar como sua. Mas o esgar do capataz, sempre presente, sempre à escuta, soltando frases contra os piquetes, referindo “o direito a não fazer greve”, como quem diz o “direito a ser explorado”, o “direito a ser enganado”, o “direito a sujeitar-se ao aumento do custo de vida e à precariedade”, punham-no nervoso. Fumava incessantemente. Dizia apenas que partiria quando saíssemos dali, que foi como quem diz, ficaria enquanto nos mantivéssemos ali. A administração mandou vir a GNR, claro! Veio a GNR. Muita discussão. Mas também naqueles agentes se via que “apenas cumpriam ordens” que se pudessem não estariam ali, provavelmente alguns viriam para o nosso lado. Chegam entretanto mais geenérres, e depois mais ainda. O administrador, decide trocar o motorista, o novo motorista, mostrando-se fiel ao dono, arranca sobre os piquetes e é obrigado a parar porque ninguém saiu da frente. Gera-se uma enorme confusão, discussão. O Sargento diz que vai identificar toda a gente, uma camarada responde dizendo que ele deve é identificar o trabalhador que substituiu o outro, explica que isso vai contra a lei da greve. O sargento, é claro, serve os interesses da administração. Está mais preocupado em travar os piquetes do que no cumprimento da lei da Greve. Vou buscar a lei ao carro e quando regresso está tudo a desmobilizar. Sai o autocarro e saem os seguintes. Por muito tempo vai ecoar-lhes nos ouvidos a palavra traidores (que é das piores coisas que se pode ouvir e das piores que se pode ser).

Por outro lado, nos estaleiros da câmara, senti-me em família. Risos, conversas, confiança.

De manhã, andando pela cidade, deparei-me com sítios abertos e outros tantos fechados, mais gente pelas ruas e um respirar de luta.

À tarde pus-me a par do que se passava noutros sítios: renovei a confiança ao saber que um callcenter da TMN teve 100% de adesão à greve, que 1000 escolas estiveram encerradas, hospitais, tribunais, loja do cidadão, repositores de supermercado (!), que em Évora até panificadoras pararam (horas antes a R disse-me que a greve ia ser mais sentida quando as padarias fizessem greve).

À noite a voz do Governo (com os seus números ridículos a admitir, como li num blog, que não é árbitro de nada, que está com o patronato, veste a camisola da direita e está do lado da desvalorização do trabalho), procurando mascarar o efeito e os resultados da greve. Não esperava nada de diferente: fizeram de tudo para a esconder antes, fazem tudo para a esconder depois.

Já no dia 31; ver nas imagens dos piquetes o meu velho e querido amigo João Lopes ou o Bruno no seu papel de pivot nos vídeos do Partido, fez-me pensar que devia partilhar convosco o que partilhei em frente à Sotancro e concluir que não era do cansaço.

quarta-feira, maio 30, 2007

Fotos da Greve Geral

Nas fotos

Piquetes:
nos estaleiros da Câmara Municipal da Amadora às 22h00 e às 6h30 (Recolha do Lixo - adesão a cerca de 95%);
na Sotancro às 23h00 e às 07h00;
na Vimeca às 03h00 (a administração presente chamou a GNR e substituiu o primeiro motorista - o que levou à saída dos autocarros);

Visita à Pereira da Costa (onde se encontram acampados trabalhadores com salários em atraso há 7 meses);

Escolas fechadas:
EB 2,3 Pedro D'Orey da Cunha (Damaia);
ES Padre Alberto Neto (Queluz)
ES Fernando Namora (Brandoa)
EB1/JI Sacadura Cabral (Brandoa)
EB 2,3 Sophia de Mello Breyner (Brandoa)
EB 2,3 de Alfornelos
JI nº2 de Queluz

Autarquias fechadas:
JF Venteira;
JF S. Brás
Gabinete Técnico do Casal de S. Brás (Alfornelos);
JF Alfornelos;
Biblioteca Municipal da Amadora;
Biblioteca Infantil (Venteira);

Outros fechados:
ABCD (Brandoa)

Termino por aqui a minha ronda.
A LUTA CONTINUA!



terça-feira, maio 29, 2007

ESTOU EM GREVE! ATÉ QUINTA!



26, 28, 29 e 30

28 de Maio é um péssimo dia.
30 será bom.
Estamos no limbo, a 29.

1926 foi um mau ano. Mas nesse ano já existia a célula nº 26 do PCP - a célula da Amadora.
Em 2007 continua a combater os 28 e a lutar pelos 30.
Caro SIS, amanhã estarei com a célula nº26.

segunda-feira, maio 28, 2007

Zizurkil

Imagine que você vivia numa terra chamada Zizurkil. Imagine que nas eleições autárquicas o partido em quem votou (um partido legal) saia vencedor. Imagine que o seu voto e o de todos os que votaram como você apareciam no edital dos resultados como... nulos (sem que a lista tivesse desistido ou apresentado irregularidades processuais mas, tão só, porque defendia ideias diferentes).


Isto passa-se a cerca de 800 km de Portugal, no País Basco. Decorreram hoje eleições locais no estado espanhol. A ANV (Acção Nacionalista Basca), um pequeno e antigo partido de esquerda, que até agora tem sido considerado na legalidade pelas autoridades espanholas, recebeu os votos da esquerda independentista basca depois do apelo feito pelo ilegalizado Batasuna. No entanto, metade das suas listas foram anuladas. Não sem antes terem sido anuladas todas as listas apresentadas por uma outra organização criada no âmbito destas eleições. O resultado para esquerda independentista é bastante positivo se somarmos, como fez o Gara, todos os votos expressos na ANV (os considerados e os anulados).
Imagine agora como será a vida em Zizurkil (ou outras terras no País Basco) onde 5 dos 11 eleitos não têm qualquer legitimidade para assumirem estes cargos do poder local.



sábado, maio 26, 2007

Encontro Nacional de Cultura, Greve Geral e Loucura quase-artística

Estava eu no Encontro Nacional de Cultura do PCP - uma excelente iniciativa, um debate enriquecedor, um espírito de grande combatividade e fraternidade - e zás, os meus dedos ganharam vida própria e puseram-se a falar uns com os outros.

INFORMAÇÃO ALTERNATIVA

Como já se advinha, os órgãos de comunicação social ditos de referência não desempenharão o seu papel (e obrigação constitucional) de informar devidamente os portugueses sobre o que se vai passar no dia 30 de Maio. Assim sendo, o PCP através dos seu meios (claramente limitados) procurará colmatar essa falta e vai colocar, neste dia, o seu o site e o site da organização de Lisboa, inteiramente ao serviço desta jornada de luta, transmitindo com actualizações regulares, informações sobre a greve. Também a rádio comunic vai manter uma emissão continua entre 00h00 e as 19h00 do dia 30.





quarta-feira, maio 23, 2007

Piruette SEMPRE!


09/01 - 05/07 - ... e sempre.
video

terça-feira, maio 22, 2007

As incompreensões/compreensões sobre a arte

Do figurativo ao abstracto.
Do abstracto ao figurativo.
Análise e síntese.
Síntese e nova análise.
"Cumprimentamos o homem valente
que se lançou no abismo
a fim de ressuscitar entre os mortos
sob uma forma nova (...)
6, 5, 4, 3, 2, 1, até 0,
no outro extremo uma linha nova
0, 1, 2, 3, 4, 5, ..."
Das caras com rosto
aos rostos sem cara.
Todo o trabalho feito em condições de liberdade é criativo
dizia Marx
por isso, se formos livres nas ideias,
somos/seremos capazes de inventar e inventar e inventar...
Capazes de interpretar e interpretar e interpretar...
Capazes de criar e criar e criar...
E de construir e construir e construir...
...
Já aí vem a cavalaria vermelha


sábado, maio 19, 2007

António Afósforos - a tristeza do ditador que se achava democrata

História 9

Ele chumbava o que os outros propunham. Depois dizia que punha em prática o que chumbara.

Nota: A falta de democracia não estava no votar contra as propostas dos outros, mas no dizer que punha em prática o que fora reprovado.

A tristeza, essa sim, residia na hipocrisia do discurso da unidade e da mobilização e na prática do preconceito e da divisão.

Sugestão do António - O sindicalismo pós-moderno do SPGL

História 8

A unidade era verde. Veio um burro e comeu-a.

sexta-feira, maio 18, 2007

quarta-feira, maio 16, 2007

Pronto!
Porque non in solo pane vivit homo pedi dinheiro emprestado para rumar ao sul (pago assim que receber o salário).



Um festival que será um grande prazer para os olhos e ouvidos. A contenção do défice obriga a que não seja muito mais do que isso, eventualmente talvez para os cheiros. Mas pouco me importa. O prazer estético e a companhia dos amigos satisfazem-me em grande medida. Dormir no carro, banho de fonte, comer e beber o mínimo serão sacrifícios compensados.

Trarei fotografias para partilhar essas visões no ververmelha.

Depois entramos na recta final da mobilização para a Greve Geral. A escola está coberta de panfletos e cartazes. Par a semana reuniões de mobilização. Amanhã a AGS do SPGL.

... Oiço entretanto alguns sonzinhos para me ambientar ao clima do fim-de-semana


Autobiografia triste - parte 2

História 7

O refogado só levou alho - é a crise.
Em 1980 passei um mês a comer carapau - era a guerra.

segunda-feira, maio 14, 2007

Autobiografia triste

História 6

Hoje a sopa estava demasiado líquida.
Falta-nos dinheiro para comprar as batatas.
Onde vamos parar?

sábado, maio 12, 2007

Meias liberdades

Finalmente o calor!

Na quarta estive nas Azenhas do Mar: escutei as ondas, senti o sabor da maresia nos lábios e quase molhei os pés.
… - Mas as vertigens invertidas perante a visão das paredes rochosas que à minha volta se elevam provocam-me um misto de insegurança e sublimidade.






Na quinta andei por Lisboa: subi e desci ruas perfumadas de rio e animadas de lojas sob uma ampla e viva luz.
… - Chegada ao destino procuro explicar a um ser insensível que não tenho dinheiro para pagar a conta do telefone e até tive de fazer uns kilómetros a pé para lhe explicar o sucedido.



Na sexta a noite foi de pichagens: entre latas, trinchas, cigarros e telemóveis, iluminados pela luz municipal que resiste apesar da queda do executivo camarário, rindo e pintando as paredes dessa cidade dentro da cidade e que dizem universitária. Com preto e vermelho gritam agora, a quem passa e olha, o apelo à greve geral.
… – Concluo que a polícia pauta a sua acção segundo opiniões estéticas mais do que pelo cumprimento da lei.

quinta-feira, maio 10, 2007






CONDIÇÃO DO ARTISTA: A HIGIENE

História 5

Um pintor provocador não foi reconhecido.

Morreu na sargeta.

Hoje está nos melhores museus.

Mas antes lavaram-no!

terça-feira, maio 08, 2007

Contra a Censura!



É uma vergonha! A televisão pública, 33 anos depois do 25 de Abril, procura calar a voz mais consequente do panorama político português.
É uma vergonha não só porque atenta contra a liberdade de informar e o direito de ser informado mas, sobretudo, porque já deviam saber que contra a força da razão não há mordaça que resista.


Os tempos modernos não começam de uma vez por todas.
Meu avô já vivia numa época nova.
Meu neto talvez ainda viva na antiga.

A carne nova come-se com velhos garfos.

Época nova não a fizeram os automóveis
Nem os tanques
Nem os aviões sobre os telhados
Nem os bombardeiros.

As novas antenas continuaram a difundir as velhas asneiras.

A sabedoria continuou a passar de boca em boca.


Bertolt Brecht

sábado, maio 05, 2007

A GREVE

A melhor explicação sobre o significado de greve:

“Eu vou te contar: no princípio, em Cuba, estávamos sem defesa e sem resistência; este julgava-se branco, aquele era negro e havia bastantes desentendimentos entre nós: estávamos espalhados como areia e os patrões andavam sobre essa areia. Mas logo que reconhecemos que éramos todos iguais, logo que nos juntámos para la huelga

- O que é que é essa palavra: la huelga?

- Vocês dizem antes a greve.

- Eu também não sei o que isso quer dizer.

Manuel mostrou-lhe a sua mão aberta:

- Olha para este dedo como é magro, e este aqui muito fraco, e este outro não tem melhor aparência, e este infeliz, também não é muito forte, e este último sozinho e entregue a si próprio.

Ele cerrou o punho:

- E agora, será suficientemente forte, suficientemente maciço, suficientemente unido? Diremos que sim, não é verdade? Pois bem a greve, é isto: um NÃO de mil vozes que fazem apenas uma e que se abate sobre a mesa do patrão com o peso de um rochedo.

Não, digo-te: não, e é não. Nada de trabalho, nada de zafra, nem uma erva cortada se tu não nos pagas o preço justo da coragem e da dor dos nossos braços.

E o patrão, o que é que ele pode fazer, o patrão? Chamar a polícia. É isso. Porque esses dois são cúmplices como a pele e a camisa. E carreguem sobre estes rufias. Não somos rufias, somos trabalhadores, proletários, é assim que se diz, e ficamos em filas teimosos debaixo da tempestade; há quem tombe, mas o resto aguenta-se, apesar da fome, da polícia, da prisão, e entretanto a cana espera e apodrece no pé, a Central espera com os dentes dos seus moinhos desocupados, o patrão espera com os seus cálculos e tudo o que ele tinha descontado para encher os seus bolsos e finalmente, ele é obrigado a negociar: então o quê, diz ele, não podemos conversar?

Certo, podemos conversar. Ganhámos a batalha. E porquê? Porque estamos soldados numa única linha como os ombros das montanhas e quando a vontade do homem se torna grande e dura como as montanhas não há força na terra ou no inferno para a abanar e destruir.


Tradução livre de “Gouverneurs de lá rosée’ Jacques Roumain. Les éditeurs français réunis, 1946

Existe também uma edição portuguesa sob o título “Os governadores do orvalho”, publicada pela Caminho, na colecção “Uma terra sem amos”, em 1979, cuja tradução é de José Saramago.

sexta-feira, maio 04, 2007

Não há festa como esta!



Faltam 4 meses para o maior evento político-cultural do país.
Na Atalaia os trabalhos já começaram.
Compra já a tua EP!

ECOLOGIA

História 4

As canetas revoltaram-se contra o uso indevido dos seus recursos:

Gastar tinta para dizer disparates.

quarta-feira, maio 02, 2007

Sobre a festa de ontem


No dia 1º de Maio os trabalhadores festejaram.
Assim legendei esta mágnifica obra de arte realizada na minha 2ª classe, em 1982.
25 anos depois continuo ainda a pensar no 1º de Maio como a grande festa dos trabalhadores, com mais ou menos chuva (agora mais), com mais ou menos gente (agora mais), com mais ou menos razões de luta (agora mais).

segunda-feira, abril 30, 2007



Já se encontra disponível no professorcomunista o

domingo, abril 29, 2007

ENGENHOSO, NÃO ACHAM?

História 3

Sócrates era um menino com o sonho da engenharia.

Como não estudava, decidiu ser ministro.

quarta-feira, abril 25, 2007



Hoje comemorei um Abril que está para vir.
Um Abril, ou um Maio, ou um Junho, ou um Março, que vai chegar e tomar este do 25 como um sonho que se cumpre, vai tomar este do 25 como o momento em que olhámos para a luz que nos entrava pela caverna e desejámos a liberdade. Um Abril, um Maio, um Junho ou um Março em que deixaremos, para sempre, a caverna
Esqueçamos por agora o idealismo platónico (que pretendia tomar a ideia como princípio do conhecimento) e detenhamo-nos apenas na metáfora.


ALEGORIA DA CAVERNA (in A REPÚBLICA, início do Livro VII)- PLATÃO


Sócrates - Agora imagina a maneira como segue o estado da nossa natureza relativamente à instrução e à ignorância. Imagina homens numa morada subterrânea, em forma de caverna, com uma entrada aberta à luz; esses homens estão aí desde a infância, de pernas e pescoço acorrentados, de modo que não podem mexer-se nem ver senão o que está diante deles, pois as correntes os impedem de voltar a cabeça; a luz chega-lhes de uma fogueira acesa numa colina que se ergue por detrás deles; entre o fogo e os prisioneiros passa uma estrada ascendente. Imagina que ao longo dessa estrada está construído um pequeno muro, semelhante às divisórias que os apresentadores de títeres armam diante de si e por cima das quais exibem as suas maravilhas.

Glauco - Estou a ver.

Sócrates - Imagina agora, ao longo desse pequeno muro, homens que transportam objetos de toda espécie, que o transpõem: estatuetas de homens e animais, de pedra, madeira e toda espécie de matéria; naturalmente, entre esses transportadores, uns falam e outros seguem em silêncio.

Glauco - Um quadro estranho e estranhos prisioneiros.

Sócrates - Assemelham-se a nós. E, para começar, achas que, numa tal condição, eles tenham alguma vez visto, de si mesmos e dos seus companheiros, mais do que as sombras projetadas pelo fogo na parede da caverna que lhes fica de fronte?

Glauco - Como, se são obrigados a ficar de cabeça imóvel durante toda a vida?

Sócrates - E com as coisas que desfilam? Não se passa o mesmo?

Glauco - Sem dúvida.

Sócrates - Portanto, se pudessem se comunicar uns com os outros, não achas que tomariam por objetos reais as sombras que veriam?

Glauco - É bem possível.

Sócrates - E se a parede do fundo da prisão provocasse eco, sempre que um dos transportadores falasse, não julgariam ouvir a sombra que passasse diante deles?

Glauco - Sim, por Zeus!

Sócrates - Dessa forma, tais homens não atribuirão realidade senão às sombras dos objetos fabricados.

Glauco - Assim terá de ser.

Sócrates - Considera agora o que lhes acontecerá, naturalmente, se forem libertados das suas cadeias e curados da sua ignorância. Que se liberte um desses prisioneiros, que seja ele obrigado a endireitar-se imediatamente, a voltar o pescoço, a caminhar, a erguer os olhos para a luz: ao fazer todos estes movimentos sofrerá, e o deslumbramento impedi-lo-á de distinguir os objectos de que antes via as sombras. Que achas que responderá se alguém lhe vier dizer que não viu até então senão fantasmas, mas que agora, mais perto da realidade e voltado para objetos mais reais, vê com mais justeza? Se, enfim, mostrando-lhe cada uma das coisas que passam, o obrigar, à força de perguntas, a dizer o que é? Não achas que ficará embaraçado e que as sombras que via outrora lhe parecerão mais verdadeiras do que os objetos que lhe mostram agora?

Glauco - Muito mais verdadeiras.

Sócrates - E se o forçarem a fixar a luz, os seus olhos não ficarão magoados? Não desviará ele a vista para voltar às coisas que pode fitar e não acreditará que estas são realmente mais distintas do que as que se lhe mostram?

Glauco - Com toda a certeza.

Sócrates - E se o arrancarem à força da sua caverna, o obrigarem a subir a encosta rude e escarpada e não o largarem antes de o terem arrastado até a luz do Sol, não sofrerá vivamente e não se queixará de tais violências? E, quando tiver chegado à luz, poderá, com os olhos ofuscados pelo seu brilho, distinguir uma só das coisas que ora denominamos verdadeiras?

Glauco - Não o conseguirá, pelo menos de início.

Sócrates - Terá, creio eu, necessidade de se habituar a ver os objetos da região superior. Começará por distinguir mais facilmente as sombras; em seguida, as imagens dos homens e dos outros objetos que se refletem nas águas; por último, os próprios objetos. Depois disso, poderá, enfrentando a claridade dos astros e da Lua, contemplar mais facilmente, durante a noite, os corpos celestes e o próprio céu do que, durante o dia, o Sol e a sua luz.

Glauco - Sem dúvida.

Sócrates - Por fim, suponho eu, será o Sol, e não as suas imagens refletidas nas águas ou em qualquer outra coisa, mas o próprio Sol, no seu verdadeiro lugar, que poderá ver e contemplar tal como é.

Glauco - Necessariamente.

Sócrates - Depois disso, poderá concluir, a respeito do Sol, que é ele que faz as estações e os anos, que governa tudo no mundo visível e que, de certa maneira, é a causa de tudo o que ele via com os seus companheiros, na caverna.

Glauco - É evidente que chegará a essa conclusão.

Sócrates - Ora, lembrando-se da sua primeira morada, da sabedoria que aí se professa e daqueles que aí foram seus companheiros de cativeiro, não achas que se alegrará com a mudança e lamentará os que lá ficaram?

Glauco - Sim, com certeza, Sócrates.

Sócrates - E se então distribuíssem honras e louvores, se tivessem recompensas para aquele que se apercebesse, com o olhar mais vivo, da passagem das sombras, que melhor se recordasse das que costumavam chegar em primeiro ou em último lugar, ou virem juntas, e que por isso era o mais hábil em adivinhar a sua aparição, e que provocasse a inveja daqueles que, entre os prisioneiros, são venerados e poderosos? Ou então, como o herói de Homero, não preferirá mil vezes ser um simples criado de charrua, a serviço de um pobre lavrador, e sofrer tudo no mundo, a voltar às antigas ilusões e viver como vivia?

Glauco - Sou da tua opinião. Preferirá sofrer tudo a ter de viver dessa maneira.

Sócrates - Imagina ainda que esse homem volta à caverna e vai sentar-se no seu antigo lugar: não ficará com os olhos cegos pelas trevas ao se afastar bruscamente da luz do Sol?

Glauco - Por certo que sim.

Sócrates - E se tiver de entrar de novo em competição com os prisioneiros que não se libertaram de suas correntes, para julgar essas sombras, estando ainda sua vista confusa e antes que os seus olhos se tenham recomposto, pois habituar-se à escuridão exigirá um tempo bastante longo, não fará que os outros se riam à sua custa e digam que, tendo ido lá acima, voltou com a vista estragada, pelo que não vale a pena tentar subir até lá? E se a alguém tentar libertar e conduzir para o alto, esse alguém não o mataria, se pudesse fazê-lo?

Glauco - Sem nenhuma dúvida.


Sem dúvida nenhuma?

terça-feira, abril 24, 2007

Futurologia

Desta vez o título é pequeno.

História 2


O governo reuniu, almoçou, reuniu, dormiu, comeu, visitou, reflectiu, decidiu, avisou, reuniu, ignorou, publicou.

Depois caiu.

segunda-feira, abril 23, 2007

Ir ao médico nos tempos do capitalismo selvagem

Gostei da ideia das histórias de 10/15 palavras. São... como dizer? feitas para os tempos modernos e pessoas como eu. Sobretudo se tiverem títulos muito longos e, ultimamente, se forem sarcásticas.

História 1

O sofá queixou-se de dores nas costas.
O médico prescreveu descanso.
O dono riu e sentou-se.

Agora vamos à luta!


Apresentação da Lista E, candidata ao Conselho Nacional da Fenprof e encabeçada por Mário Nogueira.

domingo, abril 22, 2007

Descanso da guerreira. A luta segue dentro de momentos

Gostava de colocar aqui algumas ideias sobre o Congresso da Fenprof (o nono e não oitavo como dizia o Diário de Notícias - Bestas!), mas estou exausta. Amanhã é outro dia.
Agora temos Abril e temos Maio.
E que Maio!

Deixo-vos com a Resolução do Conselho Nacional da CGTP

O Conselho Nacional da CGTP-IN, reunido na sua sede em Lisboa no dia 17 de Abril de 2007, constatou que:

1. os trabalhadores se deparam com um agravamento contínuo da precariedade no trabalho, tanto no sector privado como no sector público. Esta precariedade está a gerar inseguranças e instabilidades, agravamento do desemprego, redução dos salários e da retribuição do trabalho, perda irreparável de direitos individuais e colectivos, ao mesmo tempo que força à emigração dezenas de milhares de portugueses, em particular jovens;

2. o que se perspectiva com as receitas que estão a ser preparadas contra os trabalhadores – em torno da revisão do Código de Trabalho, da promoção do Livro Verde da UE sobre as Relações Laborais e, sobretudo, com a chamada flexigurança - consubstancia um brutal ataque patronal, visando o despedimento totalmente liberalizado (sem justa causa), a desregulação do trabalho e o aumento dos horários de trabalho, a troco de uma falsa promessa de protecção social;

3. os trabalhadores e a maioria dos portugueses assistem a políticas sociais violentas:

a. o Serviço Nacional de Saúde está a ser destruído a favor dos grandes capitalistas enquanto as pessoas pagam cada vez mais pelos serviços prestados;

b. o ensino e a justiça a degradarem-se, com cortes nas suas estruturas e nos meios disponíveis;

c. a segurança social será pior no futuro, em resultado das alterações ao sistema impostas pelo Governo;

4. nos deparamos com uma cada vez mais injusta distribuição da riqueza e um insuportável agravamento do custo de vida para centenas de milhares de portugueses;

5. os direitos dos trabalhadores são todos os dias violados pela maioria dos patrões, incluindo o patrão-Governo, desvalorizando o trabalho e pondo em causa a dignidade de quem trabalha;

6. as linhas fundamentais das políticas económicas e sociais, que vêm sendo seguidas, submetem-se ao ideário e práticas neoliberais.

Neste contexto, tornou-se imprescindível desenvolver uma forma de luta que, dando continuidade à grande mobilização dos trabalhadores – expressa designadamente na Manifestação de 2 de Março –, constitua um fortíssimo sinal ao patronato de que não nos submeteremos aos seus objectivos de exploração e um cartão vermelho à essência das políticas do Governo, exigindo-lhe mudanças de rumo.

Esta luta, em que confluem todos os processos reivindicativos em curso, será de todos os trabalhadores e concretizar-se-á através de uma Greve Geral a realizar no dia 30 de Maio 2007.

O CN da CGTP-IN apela a todos os dirigentes, delegados e activistas sindicais para que desenvolvam um intenso trabalho de esclarecimento, de mobilização e de organização dos trabalhadores, com vista ao êxito da Greve Geral.

A preparação e concretização de um grande 1º de Maio, a comemorar em todo o País, constituirá um ponto alto da luta que vimos desenvolvendo e um elemento fundamental e decisivo para o êxito da Greve Geral.

Lisboa, 17 de Abril de 2007

quarta-feira, abril 18, 2007

É já amanhã


Para onde vai esta estrada?

segunda-feira, abril 16, 2007

Hipocrisias

Em vésperas de congresso da Fenprof e dado o quadro em que ele se realiza quero aqui deixar um excelente exemplo sobre o que entendo por hipocrisia:

Aqueles comentários, geralmente acompanhados de muita baba, sobre o quão importante foram os comunistas antes do 25 de Abril na luta pela libertação do país seguidos de um dramático “mas depois…”. E a partir daqui há ligeiras variações: uns, mais ribombantes, divagam sobre a tentativa de tomada do poder e instauração de uma tirania vermelha; outros vaticinam a morte do PCP ou a sua descaracterização; alguns crápulas continuam a considerá-lo um partido importante mas não admitem a sua capacidade de influência; muitos indignam-se com o facto de se organizarem para intervir.

Pergunto-me se haverá algum desses comentadores que, depois de pronunciar uma dessas pérolas, se tenha interrogado sobre os métodos de actuação e organização do PCP antes do 25 de Abril. Por ventura acharão que a intervenção nos sindicatos fascistas não era discutida previamente? Considerarão que a participação dos comunistas no MUD e outras estruturas unitárias não era preparada? Pensarão que os militantes nas fábricas e outros locais de trabalho eram uma espécie de Clube Amigos Disney? Tendo a assumir que a resposta é não. Dir-me-ão que os tempos eram outros e que a “democracia” não justifica a manutenção de estruturas organizadas para intervir no movimento unitário. E porque não? Porque são tentativas de influenciar (alguns dirão mesmo: de manipular). É nesta parte que pergunto se o papel dos partidos se esgota nas eleições gerais. Uns dizem sim. Esses tendem a ver a democracia reduzida ao voto ou à participação em lutas parcelares (só sindical, só cultural, só no âmbito dos direitos das mulheres, só na comissão de utentes da saúde, etc). Para esses é proibida a participação em organizações que lutem numa perspectiva política mais ampla. Outros dizem não. Mas são incapazes de admitir que os comunistas o façam respeitando o funcionamento democrático das instituições: se as posições dos comunistas vingam é porque há instrumentalização, se não vingam é porque o PCP já está de pés para a cova.

Ontem como hoje os comunistas lutam pela libertação do povo português, contra o capitalismo e pelo fim da exploração do homem pelo homem.