sexta-feira, junho 15, 2007

Fim das aulas


Animação da Filipa, 7º4ª (clicar na imagem para ver a animação)

Horas e horas seguidas frente ao computador para ultimar as últimas avaliações e trabalhos de animação dos meus pupilos. Estou quase pronta a deixar os alunos (todos: os simpáticos, os antipáticos, os distraídos, os refilões, os convencidos, os indisciplinados, os atentos, os divertidos e os tristes). As aulas do ensino regular acabam amanhã. As do recorrente daqui a algumas semanas. Vêm aí reuniões intermináveis e vigilâncias de exame. Seguir-se-ão as arrumações e o inventário. Inscrições e formação de turmas. Sei lá o que me vão impingir mais! Só sei que depois disto vem o terrível desemprego.

quarta-feira, junho 13, 2007

ÁLVARO, SEMPRE!

"(...)
Pero,

portugués de la calle,
entre nosotros,
nadie nos escucha,
sabes
dónde
está Álvaro Cunhal?
(...)"

Pablo Neruda

(clicar para ler todo o poema)



Video publicado pela SIP/DORL, realizado a 24 de Maio de 1995, no bar do Centro de Trabalho do PCP em Vila Franca de Xira, com Álvaro Cunhal

terça-feira, junho 12, 2007

artistas de todo país, uni-vos!



Uma jantarada à moda antiga para dar novas esperanças também a pintores, escultores e designers

O fim do cessar-fogo da ETA IV

História 13

Txikita, mulher de Vasco, achava o marido violento mas concordava que Pepe era um usurpador.

sexta-feira, junho 08, 2007

O fim do cessar-fogo da ETA III

História 12

Mas Pepe continuou a ocupar a casa de Vasco apesar de ter a sua.

O fim do cessar-fogo da ETA II

História 11

Pepe (o vizinho) disse ao bairro inteiro que Vasco era um terrorista.

O fim do cessar-fogo da ETA I

História 10

Vasco um dia chateou-se e foi às trombas do vizinho que lhe andava a ocupar a casa.

quarta-feira, junho 06, 2007

à D. SPGL

SPGL e SPN marcaram greve dos professores de técnicas especiais para amanhã, 4ª feira

Depois do circo que foi a mobilização tardia para a Greve Geral por parte do SPGL, depois de o mesmo, logo no dia a seguir à mesma, se ter remetido para o mais absoluto silêncio sobre ela, depois de ter convocado (ou tornado pública a convocatória) para uma AGD descentralizada (dando cumprimento à proposta que a AGS chumbou - com os votos contra e abstenções de quase todos os membros da direcção sindical) que entre outros pontos pretendia fazer o balanço da greve, resolvem marcar esta greve dos professores de técnicas especiais.
Ao que consta, nem os próprios professores parecem ser favoráveis à mesma, pelo menos no que respeita à sua data.
Colocam-se as seguintes questões:
Não teria sido mais lógico e mobilizador marcar acções de luta dos professores de técnicas especiais para antes da Greve Geral e unir as suas reivindicações específicas às mais gerais dos restantes professores e trabalhadores? Que espécie de concepção táctica é esta que marca acções particulares (e falamos de uma greve!) para uma semana depois da acção mais geral?
Não estavam nos objectivos da Greve Geral reflectidos os problemas dos professores de técnicas especiais (que com a alteração do ECD passarão, maioritariamente, para uma situação altamente precária)?
Se era absolutamente necessário fazer uma acção para chamar a a atenção para o problema destes professores não teria mais impacto (quer pela adesão - muitos fizeram já a greve de dia 30 - , quer pela visibilidade), nesta altura do ano, marcar outro tipo de acção?
É que ainda por cima, parte significativa destes professores, tomou conhecimento da marcação desta greve só depois da Greve Geral (o pré-aviso data de 30 de Maio).

DENÚNCIA E PROTESTO


Embaixada de Israel impõe posto de controlo (check-point) em Lisboa

"Hoje, dia 5 de Junho de 2007, uma delegação de representantes de 55 Organizações Não Governamentais Portuguesas viu recusado um encontro previamente aceite pela Embaixada de Israel. O encontro destinava-se a entregar uma Carta-Apelo contra a ocupação, por Israel, dos territórios palestinos, por ocasião da data em se completam 40 anos do início da Guerra dos Seis Dias.

O encontro com uma delegação de duas personalidades representando as 55 ONG's – a quem a Embaixada solicitou previamente os números e data de emissão dos bilhetes de identidade, e que seria recebida pelo Primeiro Conselheiro da Embaixada – não se chegou a efectuar.

Alegando que "a presença de mais de 5 pessoas" na rua da Embaixada constituía uma "manifestação provocatória", a Embaixada utilizou como pretexto para recusar o encontro, o facto de haver uma dezena de representantes das 55 ONG's no passeio fronteiro à Embaixada (mesmo que sem qualquer pano ou palavra de ordem acompanhar).

Para além de se recusar a receber os dois representantes das ONG's Portuguesas, a Embaixada de Israel – provavelmente deturpando a realidade da situação e alegando perigos inexistentes – levou a PSP a mobilizar dispositivos policiais consideráveis (três carros-patrulha e uma carrinha do Corpo de Intervenção) e totalmente desproporcionados, dada a inexistência de qualquer alteração da ordem pública, ou sequer de uma manifestação que nunca chegou a estar prevista.

A Embaixada de Israel procura assim impor a "lei" de Israel nas ruas portuguesas.

Tal como em numerosas outras ocasiões recentes, a PSP pediu a identificação dos dois representantes das ONG's que tinham o encontro marcado na Embaixada, numa acção que confirma as tendências incriminatórias e repressivas crescentes que o Governo e o seu Ministério da Administração Interna têm vindo a generalizar.

Não é Governo de Israel que dita as leis em Portugal.

Portugal é um país soberano e não é admissível que as liberdades democráticas aqui sejam questionadas, por quem quer que seja.

O movimento de solidariedade com a luta do povo palestino prosseguirá no nosso país, não se deixando intimidar por semelhantes atitudes."

segunda-feira, junho 04, 2007

PALESTINA (a distância entre o sonho e a realidade)

"Completam-se agora 40 anos desde a “guerra dos seis dias” levada a cabo por Israel contra o Egipto, a Síria e a Jordânia, entre 5 e 11 de Junho de 1967. Dela resultou, então, a ocupação do Sinai, restituído ao Egipto em 1982, e, até hoje, dos Montes sírios do Golan e dos territórios palestinianos da Cisjordânia, Gaza e Jerusalém Oriental. Desde aí, o Estado de Israel – que já se tinha estabelecido em 1948 em 78% da Palestina, excedendo em um terço o Plano de Partilha da ONU - com a ocupação e colonização dos 22% restantes do território, tem-se recusado a reconhecer e tem impedido pela força o direito à existência do Estado palestiniano"

do apelo do Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente





RESISTE

Torturando-me colocaram um papel

E uma caneta à minha frente

E da minha mão arrancaram brutalmente

a chave da minha casa.

Insultaram-me

mas o papel disse:

Resiste…. Resiste…

Queriam desgraçar-me

mas a caneta disse:

Resiste… Resiste…

E a chave da minha casa disse:

Em nome de todas as pedras

Da tua pequena casa

Resiste… Resiste…

Em nome da chuva

caindo da cela de torturas

grita: Resiste… Resiste…


Muen Beseisso

(Poemas para uma pátria ocupada)


mais poemas para uma pátria ocupada: Geração dos Acampamentos e Não partiremos

domingo, junho 03, 2007

Mais um espasmo artístico!

Há muito tempo que não fazia uma destas

A minha vizinha camarada Marta, na sua nova posição favorita, num campo de morangos com pin&pons operários de várias cores a voar e com uma flor de lótus no cabelo.

...
o blog continua a florir

sábado, junho 02, 2007

Finalmente o bom tempo!

O MEU BLOG ESTÁ A FLORIR!

Para ver o efeito
CLICAR AQUI

sexta-feira, junho 01, 2007

O sentir da Greve Geral

A dada altura, na Sotancro, tive necessidade de partilhar com os restantes camaradas o que me ia na alma. Acho que não me levaram muito a sério, provavelmente acharam que era do cansaço. Disse-lhes que me sentia emocionada, que naqueles momentos em que vivíamos verdadeiramente a luta de classes, crua, desmascarada, a pulsar e a doer, é que conhecíamos plenamente o sentido da palavra camarada. Disse-lhes que quando me achava assim, acompanhada nos mesmos objectivos, na mesma acção, enfrentando os mesmos obstáculos e dificuldades, considerava-me inabalável, indestrutível. Enfim, disse isto, não exactamente com estas palavras, mas foi isto. Não me ligaram muito. Ainda bem, sabe-se lá no que ia dar este rasgo poético: numa cantoria, numa choradeira, num rol de declarações político-sentimentais, sei lá…

Horas antes, na Vimeca senti uma outra coisa, vergonha, pena, raiva. Os capatazes da empresa, cães de fila, vieram à porta coagir os motoristas, contrariando assim a acção dos piquetes. Saiu um primeiro autocarro, antes de tempo, e que me apanhou de surpresa. Quase me atropelou. Quando vinha a sair o segundo já com um terceiro e um quarto atrás, pusemo-nos em frente ao veículo, que parou. Um camarada dirigiu-se ao motorista e pediu-lhe que abrisse a janela. Falou com ele, tentou fazê-lo ver que era necessário parar, que era importante parar, explicou-lhe as razões da greve, mostrou-lhe que a única saída para o que o país está a viver era a luta e que nesta luta cada um tem de a tomar como sua. Mas o esgar do capataz, sempre presente, sempre à escuta, soltando frases contra os piquetes, referindo “o direito a não fazer greve”, como quem diz o “direito a ser explorado”, o “direito a ser enganado”, o “direito a sujeitar-se ao aumento do custo de vida e à precariedade”, punham-no nervoso. Fumava incessantemente. Dizia apenas que partiria quando saíssemos dali, que foi como quem diz, ficaria enquanto nos mantivéssemos ali. A administração mandou vir a GNR, claro! Veio a GNR. Muita discussão. Mas também naqueles agentes se via que “apenas cumpriam ordens” que se pudessem não estariam ali, provavelmente alguns viriam para o nosso lado. Chegam entretanto mais geenérres, e depois mais ainda. O administrador, decide trocar o motorista, o novo motorista, mostrando-se fiel ao dono, arranca sobre os piquetes e é obrigado a parar porque ninguém saiu da frente. Gera-se uma enorme confusão, discussão. O Sargento diz que vai identificar toda a gente, uma camarada responde dizendo que ele deve é identificar o trabalhador que substituiu o outro, explica que isso vai contra a lei da greve. O sargento, é claro, serve os interesses da administração. Está mais preocupado em travar os piquetes do que no cumprimento da lei da Greve. Vou buscar a lei ao carro e quando regresso está tudo a desmobilizar. Sai o autocarro e saem os seguintes. Por muito tempo vai ecoar-lhes nos ouvidos a palavra traidores (que é das piores coisas que se pode ouvir e das piores que se pode ser).

Por outro lado, nos estaleiros da câmara, senti-me em família. Risos, conversas, confiança.

De manhã, andando pela cidade, deparei-me com sítios abertos e outros tantos fechados, mais gente pelas ruas e um respirar de luta.

À tarde pus-me a par do que se passava noutros sítios: renovei a confiança ao saber que um callcenter da TMN teve 100% de adesão à greve, que 1000 escolas estiveram encerradas, hospitais, tribunais, loja do cidadão, repositores de supermercado (!), que em Évora até panificadoras pararam (horas antes a R disse-me que a greve ia ser mais sentida quando as padarias fizessem greve).

À noite a voz do Governo (com os seus números ridículos a admitir, como li num blog, que não é árbitro de nada, que está com o patronato, veste a camisola da direita e está do lado da desvalorização do trabalho), procurando mascarar o efeito e os resultados da greve. Não esperava nada de diferente: fizeram de tudo para a esconder antes, fazem tudo para a esconder depois.

Já no dia 31; ver nas imagens dos piquetes o meu velho e querido amigo João Lopes ou o Bruno no seu papel de pivot nos vídeos do Partido, fez-me pensar que devia partilhar convosco o que partilhei em frente à Sotancro e concluir que não era do cansaço.

quarta-feira, maio 30, 2007

Fotos da Greve Geral

Nas fotos

Piquetes:
nos estaleiros da Câmara Municipal da Amadora às 22h00 e às 6h30 (Recolha do Lixo - adesão a cerca de 95%);
na Sotancro às 23h00 e às 07h00;
na Vimeca às 03h00 (a administração presente chamou a GNR e substituiu o primeiro motorista - o que levou à saída dos autocarros);

Visita à Pereira da Costa (onde se encontram acampados trabalhadores com salários em atraso há 7 meses);

Escolas fechadas:
EB 2,3 Pedro D'Orey da Cunha (Damaia);
ES Padre Alberto Neto (Queluz)
ES Fernando Namora (Brandoa)
EB1/JI Sacadura Cabral (Brandoa)
EB 2,3 Sophia de Mello Breyner (Brandoa)
EB 2,3 de Alfornelos
JI nº2 de Queluz

Autarquias fechadas:
JF Venteira;
JF S. Brás
Gabinete Técnico do Casal de S. Brás (Alfornelos);
JF Alfornelos;
Biblioteca Municipal da Amadora;
Biblioteca Infantil (Venteira);

Outros fechados:
ABCD (Brandoa)

Termino por aqui a minha ronda.
A LUTA CONTINUA!



terça-feira, maio 29, 2007

ESTOU EM GREVE! ATÉ QUINTA!



26, 28, 29 e 30

28 de Maio é um péssimo dia.
30 será bom.
Estamos no limbo, a 29.

1926 foi um mau ano. Mas nesse ano já existia a célula nº 26 do PCP - a célula da Amadora.
Em 2007 continua a combater os 28 e a lutar pelos 30.
Caro SIS, amanhã estarei com a célula nº26.

segunda-feira, maio 28, 2007

Zizurkil

Imagine que você vivia numa terra chamada Zizurkil. Imagine que nas eleições autárquicas o partido em quem votou (um partido legal) saia vencedor. Imagine que o seu voto e o de todos os que votaram como você apareciam no edital dos resultados como... nulos (sem que a lista tivesse desistido ou apresentado irregularidades processuais mas, tão só, porque defendia ideias diferentes).


Isto passa-se a cerca de 800 km de Portugal, no País Basco. Decorreram hoje eleições locais no estado espanhol. A ANV (Acção Nacionalista Basca), um pequeno e antigo partido de esquerda, que até agora tem sido considerado na legalidade pelas autoridades espanholas, recebeu os votos da esquerda independentista basca depois do apelo feito pelo ilegalizado Batasuna. No entanto, metade das suas listas foram anuladas. Não sem antes terem sido anuladas todas as listas apresentadas por uma outra organização criada no âmbito destas eleições. O resultado para esquerda independentista é bastante positivo se somarmos, como fez o Gara, todos os votos expressos na ANV (os considerados e os anulados).
Imagine agora como será a vida em Zizurkil (ou outras terras no País Basco) onde 5 dos 11 eleitos não têm qualquer legitimidade para assumirem estes cargos do poder local.



sábado, maio 26, 2007

Encontro Nacional de Cultura, Greve Geral e Loucura quase-artística

Estava eu no Encontro Nacional de Cultura do PCP - uma excelente iniciativa, um debate enriquecedor, um espírito de grande combatividade e fraternidade - e zás, os meus dedos ganharam vida própria e puseram-se a falar uns com os outros.

INFORMAÇÃO ALTERNATIVA

Como já se advinha, os órgãos de comunicação social ditos de referência não desempenharão o seu papel (e obrigação constitucional) de informar devidamente os portugueses sobre o que se vai passar no dia 30 de Maio. Assim sendo, o PCP através dos seu meios (claramente limitados) procurará colmatar essa falta e vai colocar, neste dia, o seu o site e o site da organização de Lisboa, inteiramente ao serviço desta jornada de luta, transmitindo com actualizações regulares, informações sobre a greve. Também a rádio comunic vai manter uma emissão continua entre 00h00 e as 19h00 do dia 30.